A Cartomante Machado de Assis Poemas

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Dó é pena de alguém
Ré, que anda para trás
Mi, pronome que não tem
Fá, que falta que nos faz
Sol, o nosso astro-rei
Lá, distante que nem sei
Si, de sino e de sinal
E afinal voltei ao dó

Encontrava-me exausta. Tudo até então não havia passado de uma longa caminhada.
Percorri por muito tempo estradas estreitas e escuras até bater à sua porta.
Trazia nos pés as feridas resultantes de cada tropeço e, na face, os sinais provocados por cada decepção que cruzou meu caminho.
Você, mais por descuido que por compaixão, ofereceu-me abrigo.
Acolheu-me, alimentou-me, matou minha sede e tratou minhas feridas, deixando que eu dormisse ao seu lado.
E eu, pouco a pouco, mais por descuido que por inocência, comecei a acreditar que finalmente havia encontrado a minha pousada.
Atrevi-me a desfazer as malas, repousando em suas prateleiras tudo que acumulei ao longo da jornada:
Cada dor, cada mágoa, cada lágrima, cada objetivo não concretizado
E ousei sorrir...
Os pés, já sem feridas, ousaram dançar, plenamente realizados por caminharem ao seu lado.
Aproveitei-me dos dias mornos, banhados numa felicidade efêmera, dando-me o direito de sonhar.
Mas um dia, ao acordar, pude ver num canto do quarto minhas malas feitas, e pelo zíper entreaberto notei que nelas você havia colocado, meio sem cuidado, tudo aquilo que estava nas prateleiras...
Mas, engraçado, as malas pareciam bem mais cheias do que antes!
Me fez calçar novamente os sapatos e os pés reconheceram imediatamente cada uma das antigas bolhas.
Despediu-se de mim com um beijo na testa, indicando-me a porta da rua.
E eu, mais uma vez, pus-me a caminhar, aceitando o destino que não pude escolher.
Chovia muito.
As alças das malas de outrora, muitíssimo mais pesadas agora, pareciam querer cortar-me as mãos.
Olhei pra trás, na esperança de encontrá-lo na soleira, vendo-me partir e me afastar ao longe,
Mas a porta da sua casa, fria e imóvel, já estava fechada...

Se a verdade dói, então a mentira é a solução?
Minha resposta é não.
Melhor a verdade e a decepção, do que a mentira e a ilusão.
O tempo cura o coração.
E nenhuma mentira é eterna.
Uma dia a casa cai, o barraco é derrubado e o circo estará armado.

"Estou esperando na sua fila... estou
Espero que você tenha tempo... espero
Já peguei a minha senha... peguei
Vou assumir um compromisso com você"

Assim salientou Epicuro de Samos:

...¨quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.¨

Logo, viver é morrer; morrer é viver.
Concluo: viver mata!

Não gasto mais meu tempo pra falar de amor
Meu coração já não aguenta, para, por favor
Menina, deixa eu te contar tudo que eu planejei
Arrumei as malas e vou te levar
Pra um lugar tão longe que dê pra sentir
Energia boa e água do mar

Este lugar não é para mim.
É uma péssima noite para estar sozinha
Mas é assim que estou
E eu penso em você sempre que a vida me derruba
Eu penso em você sempre que você não está por perto
E você descansa em algum lugar longe da minha casa..
Eu pensei que eu tivesse iniciado
Uma vida nova em folha
Eu deveria estar feliz agora
mas eu te vi uma vez na rua
E você nem me notou.
Só para esclarecer
Você não me deve nada
Você me pagou com nossas memórias.

Já me senti acorrentado em correntezas
Arregacei as mangas e botei as cartas na mesa
Levando a vida com leveza
Porque a vida é bela mas nem tudo é uma beleza

Gritando cada vez mais alto
Com a esperança de que uma hora ele vai me escutar
Teu olho gordo não me afeta mais
Minha fé tá mais forte, quero ver me derrubar

O café esfria na mesa
Vivo os dias com frieza
Vivo das memórias que assombram
Não me importo com ventos que rondam
Trazendo aos poucos minha morte
Vivo à minha própria sorte.

Hoje nem todos são confiáveis...
Muita gente só sabe machucar o sentimento alheio...
Muitos de propósito...
Mais no final somos humanos...
Erramos sem saber!

Tudo no natural prenuncia realidades espirituais, que nós apenas tivéssemos olhos para ver e entendimentos para interpretá-los corretamente. Existe uma doença chamada ephialtes (pesadelo) que faz com que suas vítimas, quando estão quase dormindo, sintam-se como se algum peso pesado estivesse colocado sobre o seu peito, levando-os para
baixo; e eles se esforçam com as mãos e os pés, com todas as suas forças, para remover esse peso, mas não conseguem. Tal é o caso do Cristão genuíno: ele está consciente de algo dentro que o arrasta para baixo, que corta as asas da fé e esperança, que dificulta suas
afeições sendo estabelecidas sobre as coisas do alto. Isso o oprime e ele luta contra isso, mas em vão. Isso é a “carne”, suas corrupções inatas, o pecado interior, contra a que todas as graças da nova natureza se esforçam e lutam. É um fardo intolerável que perturba seu descanso, e impede-o de fazer as coisas que ele gostaria.

⁠Relatividade
Havia uma jovem chamada Bright
Cuja velocidade era muito mais rápida que a luz;
Ela partiu um dia
De forma relativa
E voltou na noite anterior

Não perde oportunidade
De me entorpecer com esse seu jeito covarde
Me faz crer que só vou perceber tarde
Que mais uma vez eu tô preso nessa maldade

O FURO NO BARCO

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.
Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco.
Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo.
Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.
O pintor ficou surpreso:
O senhor já me pagou pela pintura do barco! - disse ele.
Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.
Ah!, mas foi um serviço tão pequeno... Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu.
Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento.
Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria.
Eu não estava em casa naquele momento.
Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo.
Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos.
Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!
Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua "pequena" boa ação.
Não importa para quem, quando ou de que maneira, mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os "vazamentos" que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

Assim é vc, admirável, linda e poderosa.
Admirável por ser tão mulher e menina, uma mistura de sensualidade e ingenuidade.
Linda por saber usar sua beleza ao natural, sem se expor ainda assim chamando pra vc toda a atenção.
Poderosa... por poder e ainda assim não se aproveitar da situação pra tirar proveito material e sim, tudo de bom e sincero que vc pode..
Por isso eu te amoooooooooo...
Meu eterno amooor

Possuímos em nós vazios barulhentos, que aconchegam-se na tela da nossa memória, exalando um eco incompreensível aos nossos olhos, conheça-se e liberte-se.

Ricardo Dih Ribeiro

Não existe instabilidade, nada é estático. A mudança é lenta, gradual e contínua, tudo depende do observador nessa interação de infinitos mutantes.

Ricardo Dih Ribeiro

Diz que não quer ser amada
E que seu amor já basta
Quem sou eu?
Eu não sei se você percebeu
Que eu ando tão triste pensando na gente
E lembrando o que a gente viveu

Mal a outra a pegava no colo, Aziza metia o dedo na boca e aninhava a cabeça no ombro de Mariam, que a embalava um tanto sem jeito, com um sorriso meio surpreendido, meio encantando nos lábios. Na verdade, nunca tinha sido tão querida. Nunca alguém lhe tinha declarado o seu amor de uma forma tão espontânea, tão sem reservas.
Aziza lhe dava vontade de chorar.
- Por que você entregou esse coraçãozinho a uma velha feia como eu? – murmurava ela junto à cabeça da menininha. – Hein? Será que não percebe que não sou ninguém? Sou uma dehati. O que acha que tenho pra lhe dar?
Mas Aziza balbuciava toda satisfeita, se aconchegando ainda mais naquele colo. E, quando isso acontecia, Mariam se desmanchava. Seus olhos se enchiam de lágrimas. Seu coração pulava de alegria. E ela ficava deslumbrada ao ver que, depois de tantos anos do mais absoluto desamparo, tinha encontrado, naquela criaturinha, a primeira ligação verdadeira numa vida em que todas as relações tinham sido falsas ou não tinham dado certo.
(Khaled Hosseini)