A Cartomante Machado de Assis Poemas
Galhos
Frutos
Planta de folhas de amor
Tua sombra é ternura imperecível
Um universo de cor
Onde a brisa faz volta
De carinho
E beija meu beija-flor.
(Do livro "100 Folhas de Amor")
UM PERFUME DE AMOR
A manhã se fazia presente
Logo, via-se a primavera
Uma brisa doce, uma linda quimera
Abriam pétalas de flor
Para exalar o amor da forma mais bela.
(Do livro 100 Folhas de Amor")
Ah, como eu te amo!
Levarei todos os meus dias a te amar...
Uma luz, um encanto, uma estrela guia
A mais bela cantiga de ninar
Para que haja alegria, alegria feito mar.
(Do livro "100 Folhas de Amor")
AMOR QUE DÁ VIDA
Antes que fosse tarde eu encontrei o amor...
Livre, e desenvolto, e mais do que puro.
Um sentimento que me trouxe alegria para viver,
A sensação de habitar um ambiente seguro.
Por isto, sou feliz! É este amor, minha razão de ser!
(Do livro "100 Folhas de Amor")
Amo na solidão...
Não temo amar e não ser
Correspondido.
Aprendi que amar me faz
Tão bem...
Descobri como não me sentir
Perdido.
Já não sofro tanto
Quando amo,
E não tenho o amor de alguém.
(Do livro "100 Folhas de Amor")
Ao caminhar na noite mais singela vi, ao longe, um vulto marcante, eras tu meu mais suave encanto
A princesa do meu sonho delirante!
Como esta chama me ataca o peito!
Sangrando a alma que lamenta a sina
Esse amor insensato, em louco me torna
Como viver sem ti, ó linda menina!
Sei que não sentes por mim o amor
Este sentimento que hora te suplico
Nunca poderei cobrar-te reciprocidade
Pois só em mim há o amor que reivindico!
Se de ti me afasto, é que me perco louco
Mesmo não me amando, quero ver-te perto
Solitário sofro esse amor platônico
E me perco em prantos, por te ter tão pouco.
Cada flor tem o seu perfume
Não escrevo por costume
Mais gosto de apreciar
Cada rosa que eu vejo
Logo cresce o desejo
De nela poder tocar
Mais como toda rosa tem seu espinho
assim pego com carinho
Para não me machucar
Sou paciente e tranquilo
E Cada espinho...
Eu irei tirar..
Você é minha rosa..
Mais belas entre as flores
E o seu perfume não pode se comparar...
Te abraço com jeitinho
Não me preocupo com os espinhos
Porque de uma rosa sei cuidar..
...para Samara meu grande Amor S2..
Sociedade de povos alienados onde
muitos buscam, ter aquilo, que ver
sem ter a necessidade de ter.
Oh esse mundo de futuro, sujo
o que será da nossa sociedade
sempre batemos de frente com
um bicho feroz.
Quem ama cuida
quem cuida ama
quem ama sofre
quem sofre luta
quem luta venci
quem venci ao amor
quem luta o amor sempre vencerá
permanecem estáticas as pontes do boassú
as pontes da boa vista
tivéssemos dinheiro vontade
compraríamos pão
mas essa casa de velhos
tão próxima ao campinho
onde torcidas formigas
vibravam milhões
essa casa aos olhos
congela mangue
manga e tijolos
houvesse gana cimento
pegaríamos a br 101
tua corda prende a primeira hora
e retira da carne minha
o trato das tuas crianças
se não tomasse o nome do meu olho a planta
teu feitiço não funcionaria
trato tua terra com patas largas
que me dão caroços
e fruto à tua burocracia
se não tomasse o nome do meu olho a planta
teu feitiço não funcionaria
a garça
estrangeira parque d’água
equilibra-se
na madeira arcada
de mangas
tece
de curva e pescoço
o ninho estranho
atrás da casa toda
água é lama
e a deusa
branca
torna-se galho
pelos calcanhares
o pássaro olha
a criança que rasga coxas
caule acima
atrás de rasgar a pele da fruta
depois de seis meses de espera
os bichos se encaram
o pássaro firma, cúmplice
sabem
que é papel dos velhos
cochilar durante os furtos
caranguejo
retroescavadeira
na areia preta
acanto
estrutura espinhosa
sobressalente no corpo crustáceo
serve
para risco traço fosso aberto
na areia preta
entre lama
e fuzileiros navais
um caranguejo
de carne pouca
pra tanto lodo:
ilha das flores
casa
de um caranguejo magro
e fuzileiros navais
ela
ferida preta
fosso aberto
entre peito e útero
a carne pouca
pra tanto lodo
de resto
pensava não
com o cérebro
com o corpinho
úmido e mole
que nem ela
nem a lesma
eram fortes
como o tardígrado desidratado
que vira e amara
no espaço sideral
Não sei andar e nem ando
engomadinho,
lindinho,
Mas sei o que quero e onde chegar!
Muitos se apegam a beleza,
eu prefiro o caráter!
Sei que ando sujo ou atoa para alguns,
Mas falo o que penso, e faço o que falo.
Não são apenas palavras bonitinhas,
mas sim ATITUDES!
Depois de tanto caminhar,
sentei-me na pedra, e num suspiro,
percebi a bússola enlouquecida:
-E agora, qual a direção?!
Você é bela?!
-Pode ate ser!
E que seja assim tão belas as tuas atitudes.
Saiba que beleza sem virtude,
é como as pétalas das rosas murchas que com o tempo se esvaem....
"Os fardos da vida"
As pessoas vivem oprimidas por medos e incertezas, pelo acúmulo de preocupações, pelas cobranças cotidianas. A vida lhes impõe fardos pesados de carregar.
No campo afetivo os interesses prevalecem sobre os sentimentos. O amor muitas vezes fica em segundo plano, ou sequer está presente nos relacionamentos.
No profissional sempre vence “o melhor”, o que tem garra para derrubar barreiras, muitas vezes pisando, machucando, aniquilando seus semelhantes, pois o importante é vencer não importa a que preço.
Na família o respeito cedeu espaço à “igualdade” de direitos (subjetivos e conforme as circunstâncias) entre marido e mulher e destes em relação aos filhos.
Em tudo o “ter” é mais importante do que o “ser”. Não importa quem a pessoa é, sua essência, mas sim os bens que possui e a posição que ocupa na sociedade ou o poder que detém.
Se no passado os fardos pesados foram os impostos pela religião e seus sacerdotes e escribas, farisaicos e hipócritas, hoje são impostos por uma nova ordem mundial baseada no consumismo, na desagregação dos valores morais e éticos, principalmente no seio da família, na busca desregrada de prazeres, no acúmulo de riquezas e de poder, que criam falsa ilusão de bem estar mas que esvaziam o espírito e são causas dos desequilíbrios, de injustiças e violências.
Jesus se oferece como alternativa aos que estão cansados e oprimidos por esta nova ordem de valores que subjugam e aniquilam o homem. Oferece-se como refúgio e propõe que permutemos o nosso fardo pesado por um fardo leve: os seus ensinamentos de amor!
ame agora ame em quanto a tempo, ame em quanto eu vivo, pois quando me veres imerce em um caixão, tocaras minha mão e eu nao sentirei o calalor das suas, talvez olhara pra mim com um olhar sério e eu não consiguirei fazer vc sorrir, se me beijar eu nao sentirei o doce sabor de seus labios.
talvez sorria talvez não, talvez chore o que é bem provavel talvez não, talvez diga algo talves fique calada.
mais de uma coisa eu sei vc nunca vai esquecer que eu te amei e sempre vou te amar, e quando você escutar uma musica e essa vaze-la lembrar de mim ou sentir uma leve brisa em seu rosto nao reaja pode ser eu que quero te ver
se um dia sentir uma louca vontade de chorar chore mais não muito, se um dia alguem perguntar de mim o que eu falavo ou o que eu fazia, não diga nada apenas sorria pois tudo que eu quiz foi fazer vc sorrir;;.;
EU te amo
MORRER DE AMOR
Quem me vê sorrir assim,
Sequer imagina a minha dor.
Sofro por não tê-la junto a mim,
Finjo, e por dentro grito...
(E isto me é tão ruim!...)
Queria, na maior verdade,
Enquanto ainda resisto,
Era morrer de amor!
(Do livro "100 folhas de amor")
