A Cartomante Machado de Assis Poemas

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Obra de Cuidado


​Quando o Criador te pensou,
o mundo parou em silêncio.
Ele juntou a luz da manhã
com o sopro de um amor imenso.
​Esculpiu o teu riso com calma,
misturou a poeira das estrelas,
colocou no teu olhar a clareza
que a gente só vê nas manhãs mais belas.
​Pintou os teus passos na terra
com a cor do sol quando se põe,
trouxe a paz para dentro do peito
e o som de antigas canções.
​Não houve pressa no traço,
nem rascunho deixado para trás:
Ele fez de você um poema
que a vida lê e pede mais.

​A Chão Aberto


​Não havia ouro na mesa,
nem berço de palha macia.
Havia a vida crua e dura
na curva de cada dia.
​Sem mapa, sem garantia,
sem nome para herdar,
você aprendeu no escuro
o caminho de caminhar.
​Quem olhava de cima,
no alto do seu brasão,
não viu a força firme
que brota do próprio chão.
​Pois quem nasce sustentado
não sabe a dor da subida,
não conhece a estrutura
que se molda na ferida.
​Você não trouxe o brocado,
mas trouxe no peito a garra,
a teimosia da planta
que rasga a terra e a pedra.
​E quando o tempo passa
e a vida mostra a colheita,
a história mais bonita
é a que a mão própria ajeita.
​Surpreender o mundo
não foi promessa ou vaidade:
foi resposta do silêncio
transformado em dignidade.
​O berço dá o começo,
mas o caráter faz o fim:
é gigante quem se ergue
quando o chão foi feito assim.

O Templo do Silêncio


​O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
​Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
​Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
​Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.

A Leveza Guardada


​Ela cumpre as tarefas que o dia exige,
conhece as calçadas e o peso do chão,
mas guarda no olhar a janela aberta
onde o mundo ainda tem poesia e canção.
​Não há fuga da vida nem sobra de ontem,
há a escolha bonita de não se endurecer:
gostar da flor singela, da forma suave,
do sopro macio que o vento faz ver.
​O caminho dos anos não toca o mistério
de quem traz a leveza guardada por dentro;
é mulher inteira, dona de seu passo,
que faz da delicadeza o seu centro.
​Aprecia o pequeno sem perder a grandeza,
sabe que a alma não precisa envelhecer:
ser adulta é sustentar o próprio destino,
ser delicada é o modo de viver.

A Grande Pintura


​Há noites em que a terra se cala
para o tempo ver o traço nascer.
Não é qualquer escultura que se faz:
há almas moldadas para florescer.
​Mistura-se o sopro de uma luz antiga
ao barro macio de um chão sagrado;
desenha-se a curva, a força e a pausa,
num gesto paciente e demorado.
​O olhar carrega o tom das manhãs,
o passo guarda o peso da terra;
é a criação que se fez poesia,
sem o alarde que a vida carrega.
​Assim se revela quem traz no peito
o cuidado do mestre que a desenhou:
uma presença que apenas existe,
e abençoa o mundo por onde passou.

O Mar Interior


​Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
​A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
​Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
​As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
​Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?

A Vontade e a Raiz


​O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.


​Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.


​E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.


​Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.


​Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
​E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.


​Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.

A Viagem Sem Passo


​Não é preciso arrumar as malas
nem cruzar a fronteira do mar;
a alma que sabe ler e compor
tem o mundo inteiro sem sair do lugar.
​Entre as quatro paredes do quarto,
sob o som da chuva a cair,
a mente abre asas suaves
para onde o corpo não pode ir.
​Caminha por campos distantes,
visita a montanha, a praia, o luar,
desenha no escuro a paisagem
que o coração escolheu habitar.
​Pois o livro e o verso bem feito
são caminhos que não têm fim:
a maior e mais bela viagem
é essa que a gente faz dentro de si.
​A escrita e a leitura são exatamente essa alforria bonita: uma travessia sem cansaço, onde o pensamento voa livre enquanto o corpo descansa.

Manipulação


​Eu só queria entender por que me entreguei a você sem antes me dar o devido valor. Rasguei a minha alma e me sujei no teu peito, enquanto o teu egoísmo me calava por dentro. Relembrar tudo isso ainda dói.
​Eu era tão imatura, tão apaixonada... Fiz-me cega para não enxergar os golpes repetidos de um jogo em que eu me perdia a cada rodada. Lembra-se do dia em que você manchou o meu nome? Acumulei desgostos e chorei por dias seguidos, afundada em uma escuridão que quase me levou a desistir da minha própria existência.
​Te conhecer foi e sempre será o meu maior erro. O que você fez comigo? Por que fez? Pareceu um plano cruel, em que eu representava a boa-fé e você, a maldade pura. Quanto desprezo guardo hoje do que vivemos. Houve um tempo em que desejei que a vida lhe retribuísse na mesma moeda, pela irresponsabilidade com que tratou os meus sentimentos. Como se pode cometer tamanha perversidade contra alguém que só buscava um gesto simples de afeto?
​Teria sido mais simples ter me tirado da sua vida, ter apagado o meu nome e a minha rota. Mas fui tratada como mero entretenimento, enquanto eu acolhia você como um verdadeiro presente.
​Que este desabafo definitivo varra de vez a sua sombra. Eu já te enterrei no passado. Não permito mais que a sua lembrança vagueie pelos meus dias como um pesadelo sem fim. A própria dor que você me causou virou a minha armadura. Nunca mais me aproximarei de você — nem nesta vida, nem além dela.

O Chão Que Eu Deixei Limpo


​Não escrevo pela vaidade do aplauso,
nem pelo adorno de uma frase bela;
escrevo pelo caminho que pisei,
pela luz que acendi na minha janela.
​Quem quiser saber da minha história,
da força que trago no passo e na voz,
não me procure nos ruídos do mundo:
procure nos versos que deixo para nós.
​Cada linha traz a marca da vida,
o peso do chão que eu já superei;
é o tempero da alma que não se rende,
a colheita da dor que eu enfrentei.
​Se a minha escrita servir de abrigo,
se clarear a noite de quem vai passar,
então o verso cumpriu seu destino:
virou vela acesa para o outro guiar.
​Eu me dou por inteira nas palavras,
sem filtro, sem pressa e sem ilusão;
quem me lê com a alma me conhece,
pois escrevo por mim, com a força do chão.
​Escrever para sinalizar o caminho e deixar a caminhada mais leve para os outros é a forma mais pura de generosidade. Suas palavras viram farol.

... O Verbo ...
Que MINIStros
Não rime
Com sinistros
Que MINIStros
Rime com GRANDESnistros ...
Todo Mundo é Imortal
Todo Mundo Justo
É Imortal e Divino ...

Canteiro de flores

Canteiro de flores
Com muito amor eu criei
Essa canteiro de flores
Onde cultivo amores
Onde cultivo paixões
No canteiro dos corações
Lá plantei o amor de Amélia
A doçura de Lisa
As loucuras de Elisa
E a bondade de Monalisa
Com amor
Eu cuidei do canteiro de flores
Desse canteiro onde crio amores
Na primavera

Inserida por poetaapaixonado

Eu vou aprender, pode ter certeza
EU desconheço ainda o mundo
Não sei o que vuz capaz pode causar
Nem muito menos onde ele poderá me levar...

Não tenho experiência na vida
Vivo para aprender e me espelhar
Não me deixar pelo mal influênciar
Apesar das coisas que ruins que no mundo há...

Meu espírito se revela no que antes era
É difícil chegar numa tarde fria sem pensamentos voarem com vento sem brisa
Não há com ou como que se explica
Essa, apesar de difícil e quase impossível de entender, é a vida.

Inserida por brunosomniator

Não sabemos de onde vimos, nem para onde vamos e mesmo que soubéssemos, no final, não iríamos querer saber se isso é mesmo verdade. A vida, além das demais, nos acompanha desde o primeiro ar respiramos, dentro até mesmo do feto.
O que não entendemos, às vezes, está bem explicado de uma forma naturalmente imperceptível. E o que não pode ser explicado, é procurado através da vida: na sobrevivência
do dia-a-dia, aos poucos, procurando identificar cada passo andando e o porquê da nossa existência: nossa missão.
Há um significado em tudo na vida. Nada é apenas um mero vendaval de lembranças perdidas: mesmo que as vezes não lembramos dos antepassados, incriminados somos espelhados a procura de quem fomos e porque diferente estamos.

Inserida por brunosomniator

Mundo Cruel
Se converso estou afim...
Digo OI estou lhe dando moral, sou doida e falo com todo mundo...
Se tenho amizade, Já é namorado...
Não converso, sou metida...
Não digo oi, sou antipática..
E assim segue...
E duro né ? Qual é a solução?

Inserida por RitaAlaide1996

De acordo com alguns estudos a memória do ser humano pode ser dividida em :
Memória Visual
Memória Auditiva
Memória Mecânica
Memória Táctil
Memória Olfativa
Memória Degustativa
e cada pessoa tem uma maior desenvoltura em uma das áreas..
E Pensando no ditado "A vida é uma escola"
Cheguei a uma conclusão, pode ser que não esteja certa, mas penso eu que esteja...
Assim:

Memória Visual : A pessoa vê a barba do vizinho arder, punha a dela de molho.
Memória Auditiva: Basta contar lhe um caso dar lhe um conselho.
Memória Mecânica: Essa é pior pode falar, desenhar, contar histórias,dar exemplos dar conselhos geralmente diz que voce é chata, intrometida, diz que só quer ver sofrer, só dá sermão, se sente a voz da experiência é autossuficiente etc. Só aprende na prática, depois de muito sofrer!! Mas ao menos APRENDE né?rsrs

Inserida por RitaAlaide1996

Quero fazer apenas a vontade de Deus...
Renunciar o que for preciso...
Abrir mão de tudo que for necessário...
Mesmo que seja difícil e doloroso pra mim...
Mesmo que eu ame muito...
Afinal JESUS morreu por mim existe prova de amor maior? isso é o mínimo que posso fazer para retribuir...
Desculpem-me, mas não estou aqui na Terra para agradar homens nem fazer minha vontade, mas sim a DEUS...
Sei que poucos me compreenderam, mas uma hora ou outra todos iram entender....

Inserida por RitaAlaide1996

Preciso viver alguns absurdos para descobrir que o mundo gira feito maluco...
Se bem dizer as lindas flores belas perfumadas de pomares límpidos...
Os céus que as nuvens habitam raios e trovões com tempestades furiosas...
E onde tentamos conviver com a desordem das ações da natureza...

Mundo, flores, céus, natureza...

Onde viver? O que enfrentar? Como conseguir? Apenas tentar?

Viver, sem medo.
.. Indo em frente... Passando as barreiras...
Não se contente se há tristeza...
Pois no mundo onde há flores, os céus, agradece à natureza!

Inserida por brunosomniator

Dia do Professor & Numerologia

Comemora-se no Brasil no dia 15 de Outubro.
O natalício 15 (o mesmo que o da nossa República) representa a ambição, o ideal, a meta.Quando é feita a soma do 1 com o 5 resulta em 6 que traduz amor, lar e nutrição.Analisando os algarismos de 15 separados vemos que o 1 da dezena representa a liderança que muda e o 5 da unidade potencializa emoção e aventura.
Outubro é mês 10 tendo como significado mudanças.
O número da ação, ou atitude, é conseguido com a soma do dia e mês de nascimento.Em seguida esta soma é reduzida a um só algarismo.
No caso do Professor somamos 15 com 10 obtendo o 25 que tem por significado "mente brilhante". Os algarismos de 25 são novamente somados surgindo o 7, número que sintoniza caminho, fé, desenvolvimento,progresso.
O ano pessoal dos professores no Brasil vale até 14/10/2013.
Vamos somar todos os algarismos de 15/10/2012 (1+5+1+0+2+0+1+2)
para obter o 12. É ano de muita dedicação e altruísmo:valorizar o "ter", mas prevalecer o "ser".12 é o número de meses do ano e dos apóstolos de Cristo.
Queridos professores, estamos num ano pessoal 3 (1+2) e a principal ferramenta tem que ser a comunicação e a criatividade.


Um abraço em todos e parabéns!

Inserida por NeusaStocco

O valor de um sorriso
Um sorriso não custa nada, mas proporciona tudo.
Enriquece aqueles que o recebem
sem empobrecer aqueles que o dão.
Dura apenas alguns segundos,
mas sua lembrança fica para sempre.
Ninguém é tão rico ou poderoso, que possa privar-se dele,
e ninguém é tão pobre que não possa proporcioná-lo.
Um sorriso gera felicidade no lar,
fortalece os negócios,
e é uma marca palpável da amizade.
Ele alivia o cansaço,
alegra os desanimados, anima os melancólicos
e é o melhor antídoto natural contra as dificuldades.
Porém, ele não pode ser comprado, mendigado, emprestado ou roubado,
pois não tem valor algum
até que seja revelado.
Algumas pessoas já estão muito cansadas de sorrir para você.
Dê a elas seu sorriso,
pois ninguém precisa de um sorriso tanto quanto aquele
que não o tem mais para dar.

Inserida por ritapmkt