A Cartomante Machado de Assis Poemas
O artista genial surpreende tanto os seus contemporâneos que estes não estão providos de mecanismos para interpretar o que veem.
Eu me emociono com aqueles que navegam contra a corrente e se permitem dizer não ao que lhes é apresentado como inevitável, moderno, necessário e irrecusável.
Quando nos separamos, demos um tchau com a certeza de que nos veríamos em seguida. Demorou um pouco mais do que o previsto.
O frio é um estado de espírito. Uma atmosfera. Não tem agasalho que elimine o cinza, o vento gelado e a falta da luz solar de muitos dias.
Jornalismo é uma profissão especial que exige uma disposição singular para a solidão mesmo quando se anda em grupo.
O olhar entrega muito. É a voz da alma. Existem olhares no sentido figurado do termo. Esses são os mais reveladores.
Em política nada se faz sem calcular. Mesmo as paixões e os gestos inesperados são medidos antes de acontecer.
Campanhas eleitorais são shows nos quais o eleitor, ou público, finge acreditar nas promessas que lhes são feitas.
O Brasil tem tradição de civis dispostos a lamber as botas dos militares em troca de um golpe que os salve do fantasma do comunismo.
Como podem ser inesquecíveis tempos que aos poucos se vão perdendo na memória, soprados por novos e eternos minuanos? Lembrar é uma necessidade. No fundo, lembrar está aquém e além da razão.
Celular liberta e aprisiona, aproxima e afasta, reúne e separa, abre e estreita horizontes, faz voar e ficar fincado no chão. Funciona, ao mesmo tempo, como instrumento de comunicação e de incomunicação.
Nunca deixe alguem lhe dizer para não acreditar no seu sonho, por que quando você menos esperar ele se realiza...
Sonha com grandeza e sem limites, quem não sonha vê apenas o aspeto frio das coisas. Somente sonhando é que se pode sentir o calor de um coração, ou a doçura de um afeto!
Persiga um sonho mas não deixe que ele viva sozinho. Alimente sua alma com amor e cure as suas feridas com carinho.
“Ele foi embora. Ele sempre vai. Todas as outras vezes foram iguais. Eu sempre deixo a porta aberta porque eu sei que ele volta. Ele sempre volta. Mas não deveria, justo na hora que eu tava aprendendo a me virar sozinha, parece até de propósito. É tipo aprender a andar de bicicleta e ter que colocar as rodinhas depois. Ele sempre vai embora, e eu fico esperando que ele volte. Sempre espero, mas toda vez que ele vai, leva um pedação com ele, e quando ele volta, nunca me devolve nada. Um dia eu ainda vou acordar pela manhã e me perguntar: Cadê ele? Cadê eu?”
Quem me rouba um beijo e me tira o batom, pode observar, que sem maquiagem, algumas marcas são disfarçadas com um simples sorriso.
