A Cartomante Machado de Assis Poemas
MAIS QUE UM AMOR UMA UTOPIA
A cada momento um novo olhar,
Para cada olhar, um novo momento.
O tempo transforma cada olhar em um novo sentimento.
O amor que não se renova se perde no tempo.
O amor seja ele qual for não dura um só momento.
As lembranças da pessoa amada perduram no tempo.
O planejamento unificado serve de alimento,
Pois amor de verdade dura tempo, tempo, tempo.
Quero amor por inteiro, amor verdadeiro,
Quero sentir saudade, amor marcante,
Quero um amor livre e não doentio.
Um amor que tenha fim, não quero um amor ordeiro.
Um amor que não persista numa vida errante,
Que seja ardente enquanto dure, e não doentio.
Um certo dia estava muito pensativo sobre um determinado assunto, o pensamento foi tão profundo a ponto de me deixar inquieto durante toda à noite. O assunto a que me refiro é AMIZADE, logo escrevi esse poema:
O QUE É AMIZADE?
Amizade é delicadeza, sensibilidade, um aperto de mão,
é mais que está perto sem preocupação.
Não é simplesmente dizer que é amigo,
e sim, provar com atitudes sinceras.
A cortesia é confundida com a amizade?
Sim! Por as pessoas não a conhecê-la.
Às vezes, por atitudes não costumeiras somos confundidos.
Ao passo que tais pessoas pensam ser nossos amigos.
A amizade é mais que promessas sem sentido,
por amizade se deixa o orgulho ferido.
Amigo contraria nossa vontade pra nos agradar.
Só por um amigo nós somos desmentidos,
amigos sabem quando nós somos feridos.
Por isso te faço um pedido: seja verdadeiro comigo.
RESISTÊNCIA
Estou parado!
Mas não porque não tenho nada a fazer,
Quero ficar parado!
Meu instinto clama,
Fique parado!
É a vontade de ficar parado,
Que me faz ficar parado.
Não posso ficar parado!
Me dizem uns,
Como se fossem os donos da verdade.
Mas, minha vontade supera a sua constituição;
Como posso eu, me subordinar aos caprichos da vontade alheia?
Se sei que posso seguir minha própria vontade!
Oh! Por favor!
Deixe que eu fique parado!
Siga a sua rota e não me perturbe,
Porque eu não sigo os caprichos de ninguém!
Não sei se estou certo!
Não sei onde vou chegar!
Só sei que estou parado!
No momento em que me debrucei a fazer este poema, havia acabado de chegar de uma aula de Sociologia. Me encontrava pensativo ao analisar a divisão de camadas estabelecidas pelo Sistema de Castas Indiano, assim como as camadas estabelecidas desde a queda do Sistema Feudal até chegarmos ao modelo Capitalista atual. A grande e principal semelhança existente entre todos esses sistemas resulta na produção de desigualdades sociais.
HUMILHAÇÃO
É nascer pobre sem querer, e continuar a viver!
Obrigado a fazer o que não se quer,
Nas mãos da classe dominante como uma sentença!
Subordinados por serem pobres.
Humilhados por toda a vida pela classe nobre.
O preconceito acabou mulher negra? Não, morena!
Sempre sem liberdade, obrigados a fazer,
Capitalismo do ter para manter.
O que fazer? Ter para ser?
Querer ou não querer?
Permanecer ou não permanecer?
O que fazer se não tiver e querer ser?
Viver sem querer? Ou continuar vivendo por viver?
Defino a vida em querer, ser, ter, sobreviver e permanecer.
DIAS EFÊMEROS DO POBRE
Dias preguiçosos sem manifesto,
Noites de absoluto fingimento,
Quando estou rindo, choro,
Quando estou alegre, estou triste.
O que vejo ou estou vendo não existe,
Às vezes meio ao vento me desfaço, oro!
A tristeza no meu semblante em fragmentos,
A vontade de viver e sobrevivendo no inferno.
A confusão dos dias me enfraquece,
O ser que pensa ser, pisa sem piedade,
As leis não condizem com os fragmentados.
Subordinados a classe dominante do ter,
Os pobres demonstrando força de vontade,
Só conseguindo ser ainda mais humilhados.
Pra quer amor
Pra quer sabor
Pra quer te quero
Se tá calor
Se você é fria
Se você não me quer
Se você é dissabor
Pra ser mulher ...
Você se foi
porque você quis
Se foi você
Me deixou infeliz...
Atrás da porta
Tem alguém que não existe
Atrás da porta da rua
Está minha poesia tão triste.
Talvez a melhor opção para o amor,
é nos encontrar
em qualquer tempo que for .
Na chuva, no sol
Na neve ou em vendaval
Na saúde na saudade
Sem brilho sem contraste
com sorriso com choro
fazendo a unha
com os pés de molho
assistindo futebol
passear num sábado de sol .
Andei, me deparei,
quando me viu,
aos poucos foi se soltando
o sorriso mais lindo do Brasil,
nossa, que encanto,
ao lado dela sou um espanto,
penso em você tanto
aos poucos vejo se soltando
olhar rubiando,
meu poema está, te chamando
quando não te vejo da saudade
te quero, mas você mal sabe
quero te encontrar
mas não sei aonde está
dentro de mim, tudo fica tenso
se você não sabe o que penso
do nosso futuro do nosso tempo,
sorrindo pra mim,
assim me deixa contento
por enquanto me reservo,
apenas te olho, apenas te observo
estarei aqui escondido
pensando ...
nesse talvez futuro contigo.
Como queria descobrir o que você esconde atrás dos olhos.. .
Venha me encontrar,
Deixa eu ti vê
Ainda dá tempo
Responda-me
Não se esconda
Deixa eu te encontrar
Você vai gostar
A lua e as estrelas Contemplará
O amor inédito que nascerá
Deixa eu de ti cuidar
Se digo bom dia
É porque você é a filosofia
É a parte da química
Que liga a geometria
Que faz ser física
Em tempo de astrologia
É a Arte da medicina
Que liga a metalurgia
Se digo bom dia
É porque a Nanda
És a poesia da alquimia.
Achei um sorriso falante ...
Em outro horizonte
Ele fala de paixao
de amor, de compreensão .. .
No vazio das palavras
Um sorriso simples sempre fala
Só quem entende
Quem vive sorridente ...
Sorriso mais falante
Que existe no meu pensar flutuante
Ela não sabe quem eu sou
Mas sabe o que faço por amor ...
Teu sorriso pode ser meu diamante?
Não tenha medo de mim
sorriso falante ...
Não tenha medo de mim
Pois é o teu Sorriso
Que canta e que mora em meu jardim.
Amo pessoas carinhosas,
com palavras que as deixam cheirosas,
que tuas palavras ...
possa morar no meu peito,
de onde sai minha poesia sem jeito .
O ciúmes
O mal que veio dentro de mim não tem explicação
ele corroeu minhas vísceras, gerou inquietação,
numa descarga incansável de adrenalina disparou meu coração.
Alguns falariam que era amor,
era amor mas nesse caso não,
eu falo é do ciúmes que destrói a relação.
Esse mal cegou meus olhos vi o preto do que era cor
Feito borracha apagou tão rápido
todas lembranças de amor
Dos momentos que vivi já não lembrava de nada
Só me passava pela cabeça aquela maldita desgraça
Agi feito um jovem inconsequente
Deixei levar pelo embalo
Não ouvi tuas palavras
Então, por te amar demais,
Corri pro outro lado
Fugi a rima do contexto
Só
Há tempos que não sei sonhar
Pra onde os sonhos se foram?
Em cada esquina existe um ser imaginando seu sonho
E o meu fugiu de mim, desde quando parei de sonhar?
Há tempos que eu não sei sorrir
Pra onde a alegria se foi?
Não é que a felicidade se evadiu, mas ela não domina mais minha essência
E em cada ser, em cada face existe um sorriso
Mas o meu fugiu de mim, desde
Quando parei de sorrir?
Vou levando a solidão, que domina
meu ser, amiga do meu coração
Eu ainda sei sentir, mas confesso, por um motivo que não sei
Não me encontro mais em mim.
O poeta me encontrou,
mas só quis desabafar
o poeta só falou
que queria cantar
O poeta não quis beijar
apenas abraçar
O poeta só quis ...
um momento descansado e feliz.
Se teu coração,
fosse tão bom quanto seu beijo
eu nunca morreria de desejo,
mas ele é orgulhoso
e ignora meu romance generoso.
Seria tão bom para nós
se teu orgulho nos deixassem a sóis.
Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”
