25 anos

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Há alguns anos, nas olímpiadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida de 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás.
Então viraram e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: - Pronto, agora vai sarar! E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minhutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais....
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...
"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos..."

Meu coração não batia há quase noventa anos, mas isso era diferente. Era como se meu coração não estivesse ali... Como se eu estivesse oco. Como se eu tivesse deixado com você tudo o que havia aqui dentro.

Não perca seu tempo sempre procurando pelos anos perdidos. Encare, aguente firme. Perceba que você está vivendo nos anos dourados.

Acho que esses que sempre falaram de mim, que eu nunca ia passar dos 15 anos, até hoje não acreditam que eu tomei jeito, que sou um verdadeiro, nem nos meus olhos eles olham, deve ser por vergonha de saber que eu ia ser mais que eles.

Em busca da Luz

O discípulo se aproxima do mestre:

- Durante anos busquei a iluminação - disse.
- Sinto que estou perto. Quero saber qual o próximo passo.
- E como você se sustenta? - perguntou o mestre.
- Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isto são apenas detalhes.
- O próximo passo é olhar o sol por meio minuto - disse o mestre.
O discípulo obedeceu.
Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo á sua volta.
- Não consigo vê-lo, o brilho do sol ofuscou meus olhos - respondeu o discípulo.
- Um homem que apenas busca a Luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, termina sem encontrar a iluminação. Um homem que mantém os olhos fixos no sol termina cego - comentou o mestre.

És jovem durante alguns anos, mas podes ficar imaturo a vida toda.
Quem conhece os outros é sabido; mas quem conhece a si mesmo é sábio.

Sou grata pelos anos que passei com esta família. Por tudo que compartilhamos, pelas chances de crescimento.
Vou levar o melhor deles comigo...
E usá-los como exemplo aonde quer que eu vá.
Um amigo me disse para ser sincera, então lá vai.
Não é o que eu quero, mas saio com dignidade. Talvez por ver tudo como uma lição, ou por não querer andar por aí com raiva ou até por ter finalmente entendido que há coisas que não queremos que aconteçam, mas temos que aceitar. Coisas que não queremos saber, mas temos que aprender. E pessoas sem as quais não podemos viver, mas temos que deixar.

“Quem quereria viver até os 102 anos? Só um idiota”

A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos atrás; o segundo melhor tempo é agora.

"Em dias como o de hoje,
quando sinto saudades de vinte e poucos anos atrás, é que me dou conta de que nada mudou
entre a menina que fui um dia
e a menina que hoje sou"

Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (...) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas...

MELANCOLIA DE ANIVERSÁRIO

Não se ressinta com sua nova idade, os anos passam para todos, e os únicos que não envelhecem são aqueles que não tem essa oportunidade: os que morrem cedo demais.
Aceitemos a realidade: os dias, meses e anos sempre correrão cada dia mais céleres, mas a idade é mera ilusão da mente, o envelhecimento e a maturidade são dádivas de Deus. Eles nos permitem evoluir e ter uma nova oportunidade de reconstruir, fazer diferente a cada dia e refazer nossa história a cada amanhecer, ser mais e melhor sempre.
Por que se entristecer pelo que já foi, sonhou ou desejou e não pôde ter? O segredo da realização é aprender com o passado e se felicitar por sua trajetória vencedora, rir de seus erros e quedas de 5, 20 ou 40 anos atrás.
A maior preocupação deveria ser transformarmo-nos no adulto que a criança ingênua e sonhadora de ontem, que via o mundo em cor de rosa e com simplicidade, teria orgulho de se tornar e se espelhar. Independente das rugas, cicatrizes ou cabelos brancos que isso custe.
Nosso corpo nos conta a nossa história escrita no livro da vida, as linhas e vincos no rosto provam que sorrimos e fomos felizes, os quilos a mais que ganhamos e as celulites, dizem que tivemos comida em fartura e boas bebidas, os olhos cansados nas falam que adquirimos conhecimento, lemos lindas palavras e vimos a beleza da vida.
O corpo que cada dia se mostra menos rijo e forte, ensina a aproveitar melhor suas energias, canalizando-a para o que realmente é importante e prazeroso.
Os fios brancos são a prova das dificuldades encaradas e superadas, dos dias difíceis aos quais sobrevivemos, a dor, o pranto, a mágoa e o desgosto que não nos mataram e nem matarão, ecoam as vitórias e derrotas, que ambas nos ensinam valiosas lições.
As estrias ou barriga mais flácida relatam que fomos receptáculo da vida e testemunhas de um milagre da natureza.
Sonho acima de tudo com o dia em que teremos direito de envelhecer felizes, sem pesares e sem cobranças. Sonho com um mundo em que as crianças possam e queiram ser crianças.
Vivo por um mundo onde a violenta ditadura da beleza não faça tantas vítimas, e não cause tanto sofrimento com padrões inalcançáveis de perfeição absurda.
Luto para que o passado não seja um fantasma agourento na vida, e que eu aprenda a me perdoar e aceitar.

Eu te amo desde que tínhamos 18 anos
Bem antes de pensarmos do mesmo jeito
Ser amado, e estar apaixonado

Quem não foi comunista aos dezoito anos, não teve juventude, quem é depois dos trinta não tem juízo.

Eu acho que se mesmo daqui a dez mil anos, se eu lesse ao menos uma página de Harry Potter eu poderia sentir aquela mesma sensação que eu senti pela primeira vez. E isso foi o mais perto que eu tive da magia.

Eu cresci aprendendo que a vida tem fases e os anos, estações.
Só esqueceram de me ensinar que, numa dessas tardes loucas da vida, você me apareceria, linda e radiante, pra me mostrar uma fase de intermináveis dias bons.
Os invernos passaram a ser os verões dos nossos lençóis e, o outono, cenário intenso para as nossas primaveras perfeitas.

Ninguém explica essa felicidade até quando a gente briga - e fica aquele clima frio.

É que só a gente sabe que as pazes, quando forem feitas, serão sob o forte calor dos verões mais quentes.
Nem a meteorologia explica essa constante primavera em minha vida depois que você apareceu.

Gastei muitos anos perseguindo a excelência, porque é nisso que se pauta a música clássica... Agora eu me dedico a liberdade, o que é muito mais importante.

Meu nome é Oliver Queen.
Depois de cinco anos
em uma ilha infernal...
Voltei para casa com um objetivo...
Salvar a minha cidade.
Mas, para isso,
não posso ser o assassino que eu era.
Para honrar a memória do meu amigo,
tenho que ser outra pessoa.
Tenho que ser algo...
...diferente.

Sempre te amarei mais a cada nascer do dia. Te amarei por dias, horas, meses, anos. Te amarei nos dias chuvosos. Te amarei ainda mais nas horas de alegrias. Te amarei em todas as estações. Te amarei por tudo, ou apesar de tudo. Te amarei com todo o meu coração, e para sempre. E é só contigo que a vida fica mais bonita.

Nostalgia

Sei que em uma tarde ensolarada de terça-feira, daqui talvez uns 30 anos, sentirei saudades destas paredes tão silenciosas que assistem o meu adormecer há anos. Não minto quando afirmo que reclamarei a falta do aroma dos lençóis que agora me cobrem, lavados pelas mãos da minha mãe, assim como do travesseiro que a tanto tem sido feito de lenço de seda, nos momentos em que as lágrimas não podem ser contidas e caem como tempestades no final de um dia quente.
Não sou capaz de descrever o que despertou tal desejo de perceber o meu cotidiano, talvez no fundo, inconscientemente até o saiba, mas arrisco dizer que há uma grande chance que a causa deste olhar manso e amoroso pelo o que me cerca, por tudo o que está ao alcance das minhas mãos, esteja intrinsecamente relacionado ao tempo, pois ultimamente tenho pensado muito nele.
Às vezes, fico sentada na escada observando os cabelos brancos dos meus pais, que não me deixam esquecer que não sou mais aquela criança (por mais que deseje voltar a sê-la), e não posso negar que sinto medo do ponteiro do relógio que corre, dia após dia, noite após noite, sem parar por um único instante. È fato, todos nós estamos envelhecendo, dormimos mais novos e acordamos mais velhos, mas tenho a impressão que está passando tão rápido.
Parece que foi ontem que fiz dezoito anos, e agora, falta pouco para ter mais de um quarto de uma década; envelhecer não me assusta se de repente me olhar no espelho e ver uma linha riscando a minha face vou entender que são as marcas dos dias já vividos tomando forma, diante de mim; o que me apavora na realidade é o medo do que ficará para trás, do que poderá não seguir comigo, do que deverei deixar e de um dia acordar e ter certeza algumas coisas não voltaram jamais.
Dizem que não se deve pensar no futuro, mas talvez seja necessário, para podermos dar mais valor ao presente, e é isto o que estou fazendo, presto atenção a cada detalhe, não me canso de olhar as velhas paisagens, porque sei que hora ou outra, elas irão desaparecer, e só poderei as reconstruir nas entrelinhas da minha memória.
È de extrema importância valorizarmos todas as coisas, por mais simples que sejam, antes de perdê-las, como também não devemos viver no temor do que há de vir, e do que será, em detrimento do presente, nós só podemos optar por um dos verbos, o presente ou o passado.