William Shakespeare Poema de Crianca

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“Eternamente Verdadeiros Amigos.
Numa central de positividade.
Falando de amor e alegria”

Ele te amou
E te plasmou na visão da manhã e do dia
Na visão de todas as horas
Ó hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas.

O único sucesso que realmente vale a pena
nessa vida é aquele que quando eu preciso
entrar na minha casa deitar a cabeça no meu travesseiro...
E dormir feliz, e sabendo que eu fui o ser humano que
eu deveria ter sido naquele dia.
É só esse sucesso que eu quero para a minha vida.

Foi na equação dificil e enigmática do amor
que te encontrei.
Entre parênteses negativos e resultados
positivos, és a minha fórmula de vida !

A brusca poesia da mulher amada (III)

A Nelita

Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
Em rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a pouco
Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!

A Lua e Eu


Na solidão da noite fria, permanece escondida nas sombras das nuvens carregadas o doce brilho e encantamento da lua;
Vagarosamente os pensamentos obscuros vêm se aproximando, a calmaria da noite deixa entrar em silêncio os sentimentos que machucam, ferem e desgastam a mente;
O vento gelado bate na janela avisando que a tristeza, a saudade e o medo desejam marcar presença madrugada á dentro;
No Céu as nuvens se afastam, dando espaço a Lua com sua luz forte e poderosa, nesse exato momento o mar ganha força, os coqueiros balançam com mais energia e os sentimentos e as sensações ruins são espantados com o clima de amor, vitória e paz trazidos pelo rico poder da lua, todas as atenções são voltadas ao seu brilho majestoso e cheio de mistérios.

Voto
O voto, arma do cidadão,
dispara contra ele.

(In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

Todo aquele que se cala perante as injustiças, a hipocrisia
e as maldades que acontecem perante seus olhos e ouvidos,
nunca serão dignos de respeito, mas dignos apenas de lástima,
o caráter e a força de uma pessoa não são medidas
pela força dos seus músculos, mas pela força e coragem de suas palavras.

"" Me dê somente o tempo que te restar
e te provarei que o amor vale a pena
todos os meus dias serão para te amar
e nada será mais sincero e belo, que o nosso amor
reserve-me todos os teus beijos
e minha boca não se cansará de dizer te amo
assim anoiteceremos como amantes
e amanheceremos em plenitude
me dê autoridade sobre a minha vontade
e ela será tua, somente tua
me dê a ansiedade dos teus sonhos
e não precisarei de mais nada...

Hoje sou uma mulher que passou por muitas situações adversas e mesmo assim sorri e venci!
Não, sou sou nem nunca fui aquela que sonha em ser princesa, príncipe encantado num cavalo branco aquela pessoa indefesa no alto de uma torre de castelo! Eu sempre quis ser livre, independente! Claro sou imprevisível, teimosa, batalhadora... Sendo assim eu que deveria ter a espada, aprendi a me defender tão bem que ninguém a vê!
Mas estou sempre aberta a aprender!
De um homem espero bem mais que dinheiro e um cavalo branco, principalmente hombridade e atitude, isso é pra poucos! Sorriso sempre no rosto como em um bom dia! Felicidade eu já tenho mas claro se puder complementar... Problemas tenho vários, mas sempre estou feliz isso me basta!

Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer dos braços meus
Cai a noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra: adeus

Amizade

O amigo que se torna inimigo fica incompreensível;
o inimigo que se torna amigo é um cofre aberto.

Um amigo íntimo – de si mesmo.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.

Lobo em pele de cordeiro

Um dia sonhei que uma entidade do mal tentava me seduzir para que fosse um dos seus seguidores. Mas, ela não tinha aparência do mal. Era um homem formoso, montado em um lindo cavalo branco, parecia irradiar bondade e procurava demonstrar que era uma entidade do bem.
Todavia, aquela entidade não conseguiu me enganar, pois sabia muito bem que as aparências enganam.
Acordei quando, desesperadamente, procurava fugir.
Somente quando tomamos conhecimento do íntimo de uma pessoa podemos definir se ela quer realmente nosso bem. Aliás, crescemos ouvindo nossos pais ou amigos dizendo:
_ Tome cuidado com o lobo em pele de cordeiro.

O maior obstáculo à formação superior da inteligência não está em fatores de ordem econômica, social, racial ou familiar, mas de ordem moral. Está naquilo que os gregos chamavam de apeirokalia; a falta de experiência das coisas mais belas. A alma que desde tenra idade, não seja exposta à visão de exemplos concretos de beleza natural, artística, intelectual, espiritual e moral, torna-se incapaz de conceber qualquer realidade mais alta que o topo das suas percepções corriqueiras.

Esse é o mal crônico da cultura nacional, sempre devota do irrelevante e cheia de despeito por tudo o que esteja acima da sua precária capacidade de compreensão.

No fundo da falência material encontrei um tesouro desvalorizado pelo mundo: um "AMIGO".

Neimar de Barros

“Teria algo de desgarrado no seu todo, como essas criaturas que vêm, e não se sabe donde, e vão como aves de arribação, amando e fazendo-se amar, boêmias na aparência, exigentes no fundo, urnas de amor, mas capazes de maldade, um pouco de andorinha e de falcão.”

“Você jogou fora, todas as mulheres que eu ainda ia ser pra você... Já pensou no que eu represento pra um bom amante? Hum? Quinze, vinte mulheres diferentes. Cada noite uma. Cíntia, Anita, Tereza, Luciana, Claudia, Maria... Eu sou o nome e a mulher que um homem quiser. Eu sou o movimento, a ausência de rotina.“

O amor, a cada filho, se renova.
Mesmo no inverno, brilha a primavera…
E o coração dos pais, sedento, prova
O néctar suave de quem tudo espera.

Vai-se a lua, e vem outra lua nova…
Ai! os filhos… (e quem os não quisera?)
São frutos que criamos para a cova.
Melhor fora que Deus no-los não dera.

Frutos de beijos e de abraços, frutos
Dos instantes fugazes, voluptuosos,
Rosário interminável de noivados…

Filhos… São flores para velhos lutos.
Por que Jesus nos fez tão venturosos,
Para sermos depois tão desgraçados?

Ninguém é de ninguém...

A decepção está sempre se alojando em alguém
Que não sabe ver o sofrimento como fato inevitável
Quer prender tudo e todos, feito objetos num armazém,
E sem se dar conta adoece o que poderia ser saudável

Nessa maneira cega e insana de ir além,
Transforma qualquer relacionamento insuportável,
Pois ninguém é de ninguém
Somos livres e não controláveis

Para que isso não aconteça, existe um grande segredo,
Edifique-se sobre o rochedo,
Confiando em si, sem fazer do outro brinquedo

Mude, olhe para si, com generosidade,
Veja que tudo é passageiro, só fica a saudade
Dos momentos felizes que vivemos sem medo.

Conivente é quem já se vendeu ao mais forte.



Sim, claro! Inspirado em Max Weber que anda sendo usado por alguns que se iludem com fortes que se alimentam dos neutros.
08/06/2016

Deuses, forças, almas de ciência ou fé

Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.

Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Água do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...

Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?

Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.

Álvaro De Campos