William Shakespeare Poema de Crianca

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Deus lançou-nos, sem nosso consentimento, à existência — ora, não será essa a mais terrível das injustiças?

(Uma Expedição ao Inferno)

⁠Ser feio é uma terrível ofensa aos olhos daqueles que pintaram nosso retrato no quadro de seus desejos.

- O Feio

⁠Há no olhar alheio toda sorte de cadeias, de maneira que, no reflexo de seus olhos, eu me desprezo e me condeno. Eu apenas sou feio porque eles decidiram o que é belo. [...] A sociedade, comparada à consciência do feio, não é tão cruel; ela inventou o chicote, e eu estou apenas me flagelando com ele.


- O Feio

JUDAS: Por que se escandalizam a meu respeito? Trinta moedas é um preço generoso, se comparado aos prazeres fugazes pelos quais os homens traem o seu Senhor.

- O Condenado

⁠Se, após esta vida, existissem outras, escolheria ser escritor em todas elas - não para ser lido, mas para suportá-las. Encontrei na literatura uma forma de ser feliz mesmo sendo triste; de crer mesmo duvidando; de viver, mesmo estando morto.

(O Feio)

Talvez ninguém te falou, mas eu irei te falar: ninguém pensa exatamente igual a você, e está tudo bem. Cada pessoa carrega uma história diferente, criações diferentes, dores diferentes, e por isso enxerga o mundo através de lentes únicas.
A diversidade de pensamento não é ameaça, é riqueza. Duas pessoas podem olhar para o mesmo problema e chegar a conclusões opostas, sem que nenhuma delas esteja completamente errada. O erro está em achar que só existe um jeito certo de enxergar a vida.
O mesmo vale para a fé. Existem pessoas que rezam olhando para o céu, outras que meditam em silêncio, outras que acendem velas, outras que simplesmente não acreditam em nada além do que os olhos veem. Nenhuma dessas formas de existir merece deboche ou julgamento.
Respeitar todas as religiões não significa concordar com todas elas, significa reconhecer que cada ser humano tem o direito de buscar sentido do jeito que faz mais paz para si mesmo.
No fim, o mundo não precisa de pessoas pensando exatamente igual, precisa de pessoas capazes de conviver mesmo pensando completamente diferente. Talvez ninguém tenha te ensinado isso na escola, mas fica aqui o convite: aprenda a respeitar o que você não entende.

Agimos como gostaríamos de ser porque, quando há tempo para pensar, escolhemos a versão de nós que queremos apresentar ao mundo. A ação comporta cálculo, linguagem, educação, desejo de reconhecimento.

Mas a reação acontece antes da diplomacia do pensamento. Ela atravessa nossas defesas e revela aquilo que ainda não conseguimos elaborar: nossas feridas, medos, ressentimentos, necessidades e modos aprendidos de nos proteger.

Por isso, não somos necessariamente aquilo que fazemos quando estamos no controle. Há algo de nós que aparece quando o controle falha.

É justamente aí que a frase se torna incômoda: nossas reações talvez não revelem quem somos por inteiro, mas revelam quem ainda somos quando não conseguimos escolher quem ser.

E talvez seja nesse intervalo, entre o impulso que nos atravessa e a resposta que aprendemos a construir, que começa o trabalho de transformar-nos.

Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro.

Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.

Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.

Quiçá cá entre nós, nas ondas vocais,
No ritmo cardio
Ouvir sua doce vós, é tudo o que quero mais.

Pai olha pra mim
Preciso tanto de ti

Pai sei que errei
E o quanto falhei

E agora venho clamar
Por sua graça e amor sem par

Pai estende sua mão, quero seu perdão, sem ti nada sou

Pai ouça meu clamor, te imploro o favor, oh meu salvador.

Pai eu sei que falhei
Por ti não busquei

Pai eu busco a ti
Quero voltar a sorri

Pai estende sua mão, nos trás salvação, vem morar em mim
Pai por Cristo Jesus, e o sangue na cruz, que seja assim.

Até o fim.

[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvava a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.

Como queria, rasgar o peito e arrancar, toda tristeza, todo sentimento de pesar, todas as lembranças tristes, que insistem em ficar.
Como queria, deitar e acordar, livre das desilusões, das fadigas também.
Dor na alma, quem não tem? Muitos dissimulam e fingem ser fortes, conseguem ocultar.
Dor na alma, como proceder? Não há remédio humano capaz de curar.
Quando a alma chora ninguém pode ver Porquê água dos olhos não escorrem, um sorriso oculta a face triste do ser.
Muito se fala sobre ter empatia, solidariedade, e o que mais vemos é o mal prevalecer. Até mesmo os doutores, destilam horrores contra seres humanos que a alma implora o socorro ao ser.
Quando a alma dói não tem como explicar, se compreensão não existe, dobrado é o sofrer.

[verso] Vem, vamos seguir em frente, Como as águas de um rio, Que jamais retrocede. Seguindo e deixando um pouquinho de nós pelo caminho, Qual água de um rio, Que encharca as beiras, Hidratando árvores e plantas rasteiras.

[verso] Vem, vamos doando vida Enquanto nos despedimos do lugar original, Nos lançando a imensidão do oceano, De igual modo, Nos arremessando na imensidão do acaso, No porvir onde tantos quantos foram, E não retornaram para nos contar como estão.

[verso] Que a vida intensa em lapsos temporais Momentos únicos que não voltam jamais.
Portanto a vida é Viver intensamente direção ao além.

[verso] Vem, vamos seguir em frente, Como as águas de um rio, Que jamais retrocede. Seguindo e deixando um pouquinho de nós pelo caminho, Qual água de um rio, Que encharca as beiras, Hidratando árvores e plantas rasteiras.

[verso] Vem, vamos doando vida Enquanto nos despedimos do lugar original, Nos lançando a imensidão do oceano, De igual modo, Nos arremessando na imensidão do acaso, No porvir onde tantos quantos foram, E não retornaram para nos contar como estão.

[verso] Que a vida intensa em lapsos temporais Momentos únicos que não voltam jamais.
Portanto a vida é Viver intensamente direção ao além.

Está cheio de ateu dentro da congregação
Está cheio de ateu dentro da congregação
Estes pulam pregam e louvam com muita dedicação
Mas o testemunho deles negam a obra da redenção.


A vida do crente tem que ser uma carta lida
A vida do crente tem que ser uma carta lida
Rodeado de testemunhas cuida do seu proceder
Para nunca ser escândalo para o povo que crê.


O crente fiel no varejo até pode errar
O crente fiel no varejo até pode errar
Se erra no atacado a ninguém vai enganar
Pois o seu testemunho diz que em pecado ele está


Levante as mãos pra o céu se tua vida está na luz
Levante as mãos pra o céu se tua vida está na luz
Seja sal para este mundo e no evangelho te conduz
Louve e exalte ao Pai Altíssimo e dê glórias a Jesus
Louve e exalte ao Pai Altíssimo e dê glórias a Jesus


Louve e exalte ao Pai Altíssimo e dê glórias a Jesus

Você é uma pessoa amada ou usada?
Se for amada certamente, sempre será lembrada e admirada.
Se usada, vai ter prazo de validade, e chegará o momento ao qual não servirá para mais nada, logo então, para sempre descartada.

Cheguei numa fase onde tento viver um dia de cada vez.
Em alguns nem consigo viver, nem queira entender, apenas siga o fluxo em seu viver.


Levamos a vida em segredo, ninguém sabe o que sente ou suporta no íntimo do teu ser.


Deus é a única testemunha, aquele que consegue plenamente o descrever.


Terapia ou diálogo ocasional apenas esboça a nuance de uma realidade intrínseca do indivíduo. Porque nossas mentes, muitas vezes não coadunam com nossos lábios, e as palavras inalditas permanecem nas câmaras reservadas do silêncio, em algum lugar dos pensamentos, porque lá elas estão protegidas de nós mesmos, de serem usadas contra nossas próprias vidas.

O que é vencer na vida?
Ser bem sucedido?
Ter riquezas descomunal?
Juntar um patrimônio no qual jamais seremos capazes de usufruir em tua totalidade?


Que é a vida, senão um caminho de mão única,
por onde o viver segue de partida, rumo a algum lugar desconhecido dos viventes. Porque sabemos da nossa efêmera e momentanea experiência nesta dimensão.
E a única certeza a qual temos é que não subsistiremos por muito tempo.

Não sou o dono da verdade, assim como nenhum ser humano possa ser.
A verdade não tem dono, ela é a própria essência do unigenito filho do SOBERANO E ETERNO E ALTÍSSIMO PAI CELESTIAL.
Sua graça constrange o meu ser.
E que nada, definitivamente nada, faço por esse dom eterno merecer.

Amigos contamos, quais os dedos de nossa mão.
Nem sempre são parentes, porém, mais chegados que irmão.
Amigos verdadeiros, quantos podemos dizer que existem, sem enganar o nosso coração?

– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.