Vovo Vou Sentir sua falta
Vou te encontrar
entre os Ingás-Vermelhos
e os doces Ingás-Brancos,
Nos teus sedutores beijos
me perder de uma vez
na Primavera dos desejos
e me encontrar na convicção
de ser o teu amor e a sua paixão.
Sempre vejo o vulto
da Joaquina chorosa
a caminhar pela praia,
Vou pedir à ela para
não ter o mesmo destino,
E se eu tiver nunca vou
esquecer que sou poetisa
para secar as lágrimas com
as minhas letras todo dia.
Sob o teto de estrelas
sou como uma Mocho-dos-banhados
voando com os meus poemas,
Vou seguindo me iluminando
pelas estradas deste destino
onde sonhar pouco a pouco
por uns anda sendo proibido.
Dourada intrépido
sem escamas colorindo
e embelezando as águas
claras deste poético rio,
Vou seguindo como ele
o rumo das correntes
buscando por dias
sempre mais contentes
que nos levem a ter
destinos convergentes.
Festa do Agricultor
Vou daqui de Rodeio
para Apiúna nem que
seja pegando carona
para a Festa do Agricultor,
Dançar ao som de sanfona
abraçada com o meu amor
em poesia e toda sintonia
para viver a nossa alegria.
Abril
Abril é o mês
para ser o marco
poético de paz
para todos vocês,
Vou buscar que assim
seja todas às vezes
e por todos os meses.
Nos teus olhos tenho
oceanos a cruzar,
Nunca vou os dominar
porque tu és meu
e feito de liberdade;
Na tua pele tenho
a poção do transe perfeito,
Nos teus passos
o caminho indelével
deste continente inabalável
profundo e místico
que nos une na poesia sidérea
sob a regência da Via Láctea.
Meu poema absoluto
da América do Sul,
amor profundo,
e tesouro misterioso,
Sempre vou me render
ao seu charme sedoso,
Não haverá regresso
porque para ti irei viver
do amanhecer ao anoitecer.
No alto do Pelô eu vou
encontrar o teu amor,
como se encontram
os blocos que fazem
a gente dançar sem parar,
com você é que eu vou
pirar sem me preocupar.
O quê fez o Samba Reggae
nascer parece até com
tudo o quê fez o meu
amor por você só crescer
como quem vira a noite
só para ver o sol nascer.
Isso tem tudo a ver com Axé
com muito suingue para lá,
e tem tudo a ver com Axé
com muita emoção para cá;
e se você me pedir para ficar,
eu fico sem pensar em voltar.
Com o ritmo do mar,
com o samba de roda
fazendo a gente requebrar,
seduzir e nos amar
com o doce merengue,
o tempero da salsa
e a bênção do candomblé,
foi assim que
o Samba Reggae surgiu,
e fez eu aprender no teu amor a ter fé.
Você vai no Mamulengo,
e eu vou também,
Estou me preparando
o ano inteiro para
me tornar o seu bem,
Os fios do destino
vão ser firmes com
muito desejo e paixão,
Estou costurando
o presépio completo
e pedindo a intercessão
de São Francisco de Assis
para o amor encontrar
a gente para sempre. Amém.
onde as estrelas são
mais visíveis eu
vou encontrar Órion
minha constelação
da vida que guarda
toda minha poesia
Seguindo os passos
de Caá-Yari,
não me faz melhor
nem pior,
apenas vou vivendo
o meu caminho
pleno de amor.
Quem quiser que
entenda o porquê
deste poema que
traz o essencial
e a paz para superar
o quê não é normal.
Este e cada um
dos meus poemas têm
o aroma do mate
divido entre os pajés como
celebração da amizade.
Quem entendeu
o seu valor não cultiva
o ressentimento,
e nem passa por cima
do sofrimento alheio.
Com as duas mãos vou
escrever poesia no ar,
Vou entrar na roda
de Dança das Pretinhas d'Angola
para o teu coração
de longe de vez capturar;
Os meus quadris vão se soltar
e com minha saia vou sarandear,
E você vai acabar se declarando
para mim quando menos pensar.
Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.
Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.
Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.
Não que eu não saiba
ou não queira amar,
Eu quero amar,
e no amor de verdade
não vou deixar de acreditar.
É que o meu coração
foi bastante bagunçado
sem eu ter procurado,
E chegou a hora que
não posso mais me dar
o desfrute de errar.
Aos bacamarteiros peço
de coração a boa mira,
a intervenção com saudação,
a dança, a oração e a canção.
Espero que até São João
o amor eu encontre
ou ele venha me encontrar,
E que os bacamarteiros
me acompanhem
para desta vez o alvo eu acertar.
A estação é a estação
poética de Tupã,
Se há alguém que se
sinta Jurupari na vida,
Não vou permitir
que nos atinja,
Fiz a nossa bebida
com os frutos
dos olhos de Cauê,
Agora só falta você
na minha vida,
e eu na sua
para a viver a delícia
que por dentro
pede que seja partilha.
Sob a bênção
de Sepé Tiaraju
que a coragem
e bondade
não te faltem,
Vou desenhar
uma Lua
na sua testa
e farei uma festa
a cada volta sua.
Com amor pode
ter certeza que
vou fazer um
bom Acarajé com
um sabor que
beija e nos brinda;
Você não vai mais
querer outra coisa
na vida a não
ser o meu amor
e viver de poesia.
I
Nesta ou em nenhuma outra vida
não vai obter oração e o meu perdão,
não vou sossegar enquanto não
comerem o pó da própria destruição.
II
Amaldiçoo muito além da eternidade
todos aqueles que jogaram a crueldade causando destruição na minha Nação,
para que nunca mais obtenham a redenção.
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