Voltei Amigo

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Tempo Perdido
Andei, caminhei, rastejei, guerriei
Cai, venci, perdi, voltei só tempo
Revela, destampa, oráculo da vida
Olho o que fui e agora...
Tardio tempo, talvez não tenho
Corro contra ele
Não tenho mais o tempo
Quero viver, não quero morrer
Mas não tenho mais o sentido da vida

fui embora


de mim


e voltei
casa

Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...

Ela não mudou nada, e eu? Eu voltei.
Mas tal como um espelho estilhaçado, continua sendo um espelho, mas não o mesmo que já foi, e nunca vai voltar a ser.
E isso me frusta de uma forma imensurável. Eu odeio o jeito no qual eu me tornei depois dela.

[...] naquela noite, voltei o mais rápido que pude, precisava de conforto pra expor todas as lagrimas que dentro de mim se retorciam para sair. Como num passe de mágica, em somente alguns minutos, a rainha havia sido pega pelo pião, e o jogo acabou antes mesmo de um "check". Desolado e reprimido, voltei como muitos voltam para suas casas e famílias, em busca de um incessante porquê. [...]

⁠Memórias de um Lugar
Voltei a um lugar cujo nome eu sabia,
Mas ele já não me reconhece.
Hoje eu diria apenas um oi
Antigamente,
Eu falava sem medir as palavras.
O quarto antes cheio de cor,
Hoje parece estar vazio.
Sinto falta dos meus sonhos,
Do jeito que eu acreditava neles.
Sinto saudade das luzes da cidade,
Dos vagalumes á noite.
Das ruas cheias de vozes
Que agora parecem estar caladas.
Voltar não foi reencontro,
Foi perceber que não sou mais o mesmo
Que ja não cabia.
Que algumas coisas não se perdem
Apenas deixam de esperar.

Voltei-me assustada. Ninguém! Apenas o encarvoado das fachadas e o azul invisível do céu a cair sobre mim.

Capítulo — O dia em que eu voltei para mim


Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.


Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.


Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.


Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.


Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.


No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.


Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.


Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.


Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.


Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.


No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.


Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.


Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.


Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.


A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.


Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.


Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.


Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.


E fui.


Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.


Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.

⁠Voltei para te agradecer por ter soltado minha mão quando mais precisei, realmente eu precisava voar

O mar me chamou. Eu fui, mergulhei e voltei abençoada.

Eu sei, mãe
que desde que voltei
tenho sido um pai mais ausente que presente
peço perdão de modo a ser compreendido que não o faço propositadamente

Por isso, neste dia tão especial para nós, ao celebrar o aniversário da nossa princesa Daisy, peço-lhe que a exteriorize isto, ao ouvido dela.

Minha doce estrela cintilar
que brilha em minha humilde vida
de modo a suavizar a minha existência com fragrância de rosas

Quero que sejas humilde, alegre e altruísta;
por onde passe deixe cair
as sementes que eclodem a felicidade e boas lembranças.

Que haja em ti o poder
de discernimento e seja alegria do seu pai, o seu pai para consigo, para que se logre este sentimento afectuoso de amor de pai e filha.

E saiba dignificar a sua personalidade e tudo quando vier para fazê-lo, faça segundo a sua força e capacidade e que louvemos céu e terra em torno desta data magnifica em que o Senhor na sua miraculosa vontade, deu-nos esta linda, esplendorosa, carinha de anjo, cheíssima de benção e agraciada com longevidade e bem-estar.

Amo-te minha amada filha Soleny e feliz aniversário.

Voltei a sentir… mas dessa vez não é só sentimento jogado ao vento,
é algo mais fundo… mais quieto… mais verdadeiro.


Tem coisas dentro de mim que eu sei… nem todo mundo vai entender.
E talvez nunca entendam.
Porque hoje em dia, sentir de verdade virou algo raro…
e ser intenso demais assusta quem vive no raso.


Mas mesmo assim… eu continuo.


Continuo sendo esse coração que transborda,
que carrega fé até quando o mundo tenta esvaziar,
que encontra em Deus um motivo pra não desistir de ser quem é.


Porque o que eu sinto não vem do nada…
vem de algo maior, vem de um propósito,
vem de um amor que não é desse mundo.


E se for pra errar… que seja por sentir demais.
Se for pra ser diferente… que seja por ser verdadeiro.


No meio de um mundo barulhento e vazio,
eu escolho ser silêncio com sentido…
ser sentimento com raiz…
ser alguém que ainda acredita.


Porque no fim…
não é sobre ser entendido por todos,
é sobre não se perder de si mesmo…
e continuar sendo guiado por aquilo que vem do coração.

Voltei a escrever sobre o quê? Sobre quem? Sobre mim mesmo?

Voltei a mãe, trouxe-me felicidade. Família, escola, trabalho e igreja são portos.

Eu caminhava num caminho ruim,
mas antes do meu fim,
eu voltei para mim!

Quando fui embora fui te amando, e com o tempo continuei te amando, e quando voltei tu estavas com outro, percebi então que te amava mais ainda, por que chorei ao sentir ciúme.

Sonho que voltei à juventude e resgatei o tempo perdido…
……………………………………………..
#bysissym

Voltei no sobressalto, entorpecida, ofegante e ansiosa por finalizar a cena…

Passei por mim à janela e perguntei-me: Onde vais?
Horas depois, voltei e perguntei-me: De onde terei vindo?

Meses atrás voltei, depois de tantos anos, àquela cachoeira onde tudo aconteceu. As águas pareciam sussurrar minha história, e meus olhos se encheram de lágrimas ao perceber como Deus, em sua infinita bondade, me concedeu uma segunda chance, eu, que jamais me senti digno de algo tão grandioso.