Voltei Amigo
Ruas Caminhadas.
Dez anos se passaram desde que deixei a cidade,
Recentemente, voltei pra lá, meio por saudade.
Poucas mudanças, quase nada alterado,
É até engraçado, parece que o tempo ali foi parado.
Em uma década, só o mato foi aparado.
Andando por ruas onde, quando criança, corria,
De bicicleta, subia e descia sem ter medo do dia,
Percebi que cresci, mais alto fiquei,
O que era gigante, agora, miniatura enxerguei.
Por cada esquina e praça, um eu antigo eu via,
Uma fagulha do que fui, que hoje em mim renascia.
O filósofo, o questionador, o inventor esquecido,
O artista enterrado, que eu mesmo tinha reprimido.
É triste e feliz ao mesmo tempo esse reencontro,
Essa dualidade que me deixa viver sem confronto,
Revisitando o passado e o que nele deixei,
Descobrindo, de novo, os pedaços de quem sou e serei.
Fui jogado aos Lobos
Voltei com casaco de pele
Na madrugada fria
O instinto me protege
Nos olhos daquela índia
Vi o poder dos ancestrais
Ela havia me falado
que tudo era apenas teste
Voltei menos humano quando estive entre humanos.
E•N•C•O•N•T•R•O A•S•T•R•A•L
Hoje, ao despertar,
voltei de uma viagem sem igual,
um sopro de outra vida,
um encontro astral.
Sem ar, perdida no desconhecido,
as palavras eram sombras, sem sentido.
Um vazio imenso me envolveu,
e o mundo, por instantes, emudeceu.
Mas então, te vi.
Teu olhar encontrou o meu,
e num sorriso, o tempo cedeu.
Tudo voltou, num fluxo infinito,
as vidas que um dia vivemos,
no amor mais bonito.
A realidade me puxou de volta,
te afastando para longe de mim.
Sem entender por que te perdi,
fiz uma prece, sussurrei ao fim:
que o destino, em sua dança,
te traga novamente para mim.
Agonia
Essa semana voltei a ler bell hooks e em uma página ela diz que, quando adolescente, costumava escrever, mas após terminar as escritas, achava algo "bobo". Com o tempo, percebeu que estava se inviabilizando. Não discordo dela. Sempre que termino de escrever algo, leio e penso comigo mesmo que bobagem, que ninguém nunca leia isso. Confesso que estou mudando de ideia sobre isso. Com o tempo, tenho certeza de que vou melhorar minha escrita e talvez achar isso até mesmo aceitável. Mas até lá, sigo por essa caminhada da autocrítica e me automenosprezando.
As palavras definem quem somos: órfão, viúvo, colega, mas não há uma palavra que defina a agonia da incerteza. Eu invejo aqueles que acreditam em um ser superior que escreve nossas histórias e nos protege de algum mal. Amor, amigos, conexão por um instante Quando dizemos essas palavras, o caminho se torna claro por um momento e depois desaparece. Se há algum caminho para mim, estou procurando por ele ainda.
''assim como nos apegamos à ideia de que aqueles que nos machucaram quando éramos crianças nos amavam, tentamos racionalizar o fato de sermos machucados por outros adultos, insistindo que eles nos amam. No meu caso, muitas práticas de humilhação às quais fui submetida na infância continuaram em meus relacionamentos românticos adultos."
Sempre que voltei de uma zona de guerra, achei que estava voltando com um aviso: “Não façam isso”. Mas cá estamos.
Hoje voltei a me lembrar
Que era corriqueiro te amar
Mas tu que se inicia
Um dia ou outro, vai se findar.
Tudo foi tão de repente
Num piscar de olhos se acabou
Tudo que parecia tão real
Infelizmente teve o seu final.
Você alegrava meu dia
Era razão do meu viver
Mas assim como te conheci
Um dia vim te perder.
Não me esqueço de suas palavras
“já te amei, não amo mais”
Senti uma coisa inexplicável
Meu coração dilacerou, foi inevitável.
O dia mais longo de minha vida
Que eu pretendo esquecer
O sol em trevas se transformou
E meu mundo mais triste ficou.
Você foi uma coisa boa
Que trouxe ótimos momentos
Mas como disse outrora
Tudo isso só vai ser memórias
Dentro dos meus pensamentos.
Ass:Wj
Houve..
Houve um tempo em que
Me voltei por completo
Na sua direção. Fui
Inteiramente todo seu.
Hoje, já não lhe vejo
Nem nas entrelinhas
Das minhas escritas.
Passamos...
Seu doce colo
Sonhei que voltei no tempo
E realizei meu maior desejo…
Deitei-me em teu doce colo
E recebi um beijinho teu…
E apenas sussurrei: “Minha mãe!”
De repente, duas lágrimas de felicidade
Escorreram de meus olhos…
Acordei, voltando ao meu tempo…
Não mais senti o teu doce colo,
Não mais senti o beijinho teu…
E apenas sussurrei: “Minha mãe!”
De repente duas lágrimas de saudade
Escorreram de meus olhos…
Meu navio saiu do porto carregado de bagagens. Negociei com a vida e voltei de velas ao vento. Nos bolsos nenhum vintém, na alma a sensação de paz!
Se pra você essa balança comercial não fecha, vale o conselho: "Nunca misture a ida com a volta".
Adriribeiro/@adri.poesias
Orgulho e Pena
Novamente nos despedimos com um beijo no rosto e um abraço.
Novamente eu voltei sentindo um misto de orgulho e pena de mim mesmo.
Orgulho, pois, novamente, eu resisti a todos os meus impulsos, sentimentos e desejos e não a beijei como um louco inconsequente. Garanti que as coisas continuem da forma que estão, o lugar seguro, a sua amizade.
Pena, pois, novamente, me acovardei, não tive a coragem necessária para tomá-la em meus braços e beijá-la como um louco inconsequente, não falei sobre os meus novos e não planejados sentimentos. Não me dei a oportunidade ou o direito de estar apaixonado pela primeira vez na vida. Não nos dei a chance do talvez.
E como poderia?
Como eu poderia arriscar o que temos por um sentimento possivelmente unilateral?
Talvez ela me perdoasse por um movimento impulsivo e não retribuído. Mas eu, eu jamais me perdoaria.
Novamente luto com meus demônios em silêncio e sozinho. É uma batalha que ainda estou ganhando, embora não saiba ao certo até quando.
Chego a desejar o dia da minha derrota.
Aquele dia só fui deixar uma lembranças
Voltei chorando .
Mais as lembranças ficarão me lembrando .
VOLTEI A SENTIR
Eu voltei a sentir as coisas
voltei a ser humana
agora estou aqui de novo
me escondendo dos demônios
agora tenho medo
agora passo mal
agora choro
agora sinto tudo isso de novo
o que fazer quando tudo é
Somente erros do passado?
Como consertar tudo isso?
se nem forças pra andar tenho.
Como discordar de tudo isso?
Eu nasci pra ser usada e humilhada
não sou uma estrela cadente que brilha no céu
devo ser mais uma planta que as
pessoas pisam enquanto andam
eu não posso sentir tudo isso de novo
isso vai acabar comigo, não vou suportar.
Em textos e prosas rasas me encaminhei,
e na pausa desses sonhos e devaneios atona voltei,
Para a alegria outrora tido como certa ser detida, e os passos da verdadeira senhora alegria se apresentar em seguida.
Ela não me deu trela
Então eu voltei pra casa só
Ela não me deu trela
Então desse jeito deve ser melhor
