Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
Se eu pudesse voltar no tempo,
Iria querer prender no meu abraço
Seu corpo amante,
Até sentir você gemer;
Se eu pudesse voltar o tempo
Iria fotografar seu olhar brilhante
Num momento do prazer
Se eu pudesse dominar o tempo
Iria congelar nossos lábios
Num beijo sem fim.
Se eu pudesse saber sobre o tempo que virá
Iria programar as coordenadas do meu coração
E gravar no seu,
Para você sempre me encontrar!
I want to go back there (Eu quero voltar pra lá)
Aqui não é o meu lugar
Deslocada e sem rumo
Tento me encontrar
Mas não consigo me achar
E quem é que pensa em mim
Se eu não penso em ninguém
Quem é que espera por mim
Se de mais ninguém estou a fim
Quem um dia pensou
Já não tem mais tempo
Pensa agora em outro alguém
E de mim, não se lembra mais
Vou em busca do amanhã
Que meu hoje virou ontem
Se aqui não dá pra ser feliz
Vou tentar ser lá
(Nane-06/11/2014)
O autista
Meu olhar vagueia
E incomoda
Me julgam alheio
Não sabem do meu mundo
Onde sou rei
Me acham diferente
E não percebem
O quanto diferem de mim
E são estranhos (pra mim)
Preocupam-se com outras vidas
Falam de outras pessoas
Escondem sentimentos
Ensinam o que não fazem
E mesmo assim...me julgam diferente
Ser normal para eles
É fazer o que fazem
E ordena a sociedade
Ser normal para mim
É fazer o que eu quero
E quando eu quero
Sentem pena de mim
Por me acharem diferente
Mas o que não sabem
É que eu, na minha indiferença
Sinto pena deles todos
(Nane-06/11/2014)
A índia selvagem
Índia da vida, índia da paixão
Que caçando sua comida
Flechou meu coração
Índia selvagem
A mata é a tua casa
Me pegue e me leve a ela
Eu sou a tua caça
Índia tão forte, nunca sentiu dor
Você é minha vida
Tenho a ti um eterno amor
Sou moço novo
E muito inteligente
Há te ofereço casa,
Comida e pente
Sei que não falo tupi
E muito menos o guarani
Índia não tenha medo
Eu não vou lhe ferir
Índia esbelta
Quero te ter na minha palma
Você é minha vida
E sem ti, chora minha alma
Índia tenha pena de mim
Sou apenas um jovem fidalgo
E sem você do meu lado
Sou um homem mal-amado
Já amei muitas mulheres
Dormi com todas aquelas piriguetes
Todas me fizeram errar
Mas hoje só quero uma
Deixe-me te amar
Índia não posso ficar aqui
Tenho que voltar à Portugal
Ver minha família
Comemorar o natal
Índia venha comigo
Conhecer Lisboa
E se não pudestes ir
Logo profundamente
Irá me ferir!
Índia não tenho muito tempo
Meu navio embarca amanhã
Mas não vou mentir
Que sempre lhe quis
Venha comigo
E me deixe te fazer feliz!
Vou te e seduzir até te enlouquecer, vou te fazer implorar um abraço...senti meu cheiro, meu toque...não importa quanto tempo tenha que esperar para viver esse momento.
Há um lugar onde tudo é permitido, onde vivo os meus sonhos...há um lugar só meu e teu. Há um lugar onde nossos corpos se entrelaçam, onde nossas bocas se encontram, onde nossos olhos se colam, onde somos só eu e você. Há um lugar onde tudo isso acontece, onde vivo nossa história...há um lugar dentro de mim onde somos nós !
Será que é tão difícil assim achar um ponto de equilíbrio? O meu anda tão distante da realidade. Preciso seguir um Norte. Preciso colocar sempre (EU) em primeiro lugar, os outros são e virão como consequência dos meus atos, dos meus sentimentos e de como me sinto comigo mesma.
Quero estar onde meu coração se sinta livre e minha mente tranquila. Quero acordar com o canto dos pássaros e adormecer com a carícia branda da lua.
Auto-Retrato Falado
Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço
coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.
Meu coração não só bate, como também apanha. Ele sofre tanto, coitado! Principalmente por dores alheias. que eu resolvi fazer um curso intensivo de como ser menos intensa, porque, qualquer dia, pode não aguentar a pressão e me deixar na mão. Matriculei-me recentemente na escola de aprendiz de como se amar primeiro e espero não ficar em recuperação.
Eu estava desistindo. E eu teria desistido se uma voz não tivesse se feito ouvir no meu coração. Essa voz disse: eu não vou morrer. Eu me recuso a isso. Eu vou conseguir sobreviver a esse pesadelo. Eu vou superar esses problemas, por maiores que eles sejam. Eu sobrevivi até aqui, milagrosamente. Agora eu vou transformar os milagres na minha rotina. Cada dia vivido será maravilhoso. Eu vou me empenhar o máximo necessário. Sim, enquanto Deus estiver comigo, eu não vou morrer. Amém.
