Voce foi meu Pecado
Minha alma gêmea, meu amor eterno,
Tu és o amigo fiel, o companheiro de todo inverno.
Em nossas jornadas, muitos caminhos trilhamos,
Corações entrelaçados, por onde quer que andamos.
Tua mente é de um sábio, tua alma, um menino,
Brincando entre sonhos, destemido e divino.
Sempre ao meu lado, em cada desafio,
Teu abraço é meu refúgio, meu doce alívio.
Lembranças das lutas, das batalhas enfrentadas,
Nas noites escuras, nas auroras douradas.
Ergueste-te, valente, um verdadeiro guerreiro,
Teu coração, um castelo, aberto, inteiro.
Tua casa, coração, onde sempre entro sem bater,
Portas abertas a sorrir, me convidam a viver.
Nos momentos incertos, tu és o farol que clareia,
Em cada tempestade, a calma que permeia.
Nas horas difíceis, tua palavra me sustenta,
Força, fé e carinho, tua essência que acalenta.
Tua presença constante, um sussurro ao meu ouvido,
A certeza pulsante: nunca estive sozinho.
Não há necessidade de dizer, é verdade conhecida,
Mas ecoa em meu ser, a doçura de tua vida.
Grato eu sou, por cada dia, cada riso partilhado,
Meu amor, meu amigo, por todos os lados.
Este poema é para ti, meu eterno companheiro,
Amor e amizade entrelaçados, o meu mundo inteiro.
Celebro nossa união, forte como um antigo mito,
Por tudo que és para mim, por seres meu infinito.
No Jardim dos Pensadores
No vasto jardim do ser, onde brotam os pensamentos,
Planto meu amor não correspondido, rego-o com lágrimas silentes.
É uma flor estranha, que floresce em sofrimentos,
Entre os espinhos da dúvida e os solos das mentes.
Qual é a essência desse amor que apenas eu sinto?
Pergunta o filósofo em mim, buscando entender.
Será ele menos real, por ser um labirinto
Onde apenas minha alma pode se perder?
Nietzsche disse uma vez, com ardente fervor,
Que devemos amar a vida, aceitar até a dor.
Assim, amar sem retorno seria então uma forma de nobreza,
Amar o destino — amor fati — em sua pura beleza.
Schopenhauer, mais sombrio, poderia argumentar,
Que todo desejo é sofrimento, e o amor é um mar
Onde navegar é buscar a dor, em ondas de ilusão,
Afastando-nos da tranquila costa da razão.
Mas que diria Platão, com sua visão das formas ideais?
Será que o amor verdadeiro, em esferas celestiais,
Não precisa de resposta, pois é puro em si mesmo,
Uma união de almas, não um simples esquema?
E Kant, com seu imperativo categórico a guiar,
Diria que amar com respeito e dignidade, sem usurpar,
É agir eticamente, mesmo sem reciprocidade,
Pois o amor em si deve ser nossa moralidade.
Assim, me vejo filósofo entre estrelas e poeira,
Buscando sentido no amor que a alma inteira
Consome em chamas de um eterno questionar,
Onde ser amado não é certo, mas amar é um ato de se dar.
No fim, talvez Sartre e Beauvoir possam me ensinar,
Que somos livres para escolher como amar e navegar.
Que o amor não correspondido pode ser liberdade,
A escolha de amar, apesar da adversidade.
Filosoficamente, o amor é um eterno debate,
Uma dialética entre o coração e a mente.
Nesse jogo entre ser e parecer, tarde ou cedo,
Aprendemos que amar é, em si, um credo.
Reações Inacabadas
Na tabela periódica do meu coração,
Tu és o elemento raro, a essência da emoção.
Minhas moléculas vibram ao te ver,
Uma reação exotérmica, difícil de conter.
Meu amor, uma síntese de dopamina e desejo,
Neurotransmissores disparando sem cesseiro.
Serotonina diminui, na trilha do teu não,
Levando à melancolia de uma reação em vão.
Nossos encontros, experimentos falhados,
Misturas heterogêneas, destinos não alinhados.
Eu, hidrogênio, em busca de um oxigênio para ligar,
Você, um nobre gás, impossível de alcançar.
No laboratório do afeto, tento catalisar,
Esperanças, aditivos, para a reação avançar.
Mas o equilíbrio químico nunca vem,
A solução supersaturada apenas reflete meu desdém.
Ácido e base, tentamos neutralizar,
Mas cada titulação apenas parece nos separar.
Como reagentes em um béquer, sob a chama da paixão,
Só para descobrir que falta a estabilidade na equação.
E na balança analítica, meu amor pesa mais,
Um excesso de reagente, em desespero voraz.
Enquanto isso, tua ausência é o precipitado,
Que se forma no fundo, frio e calculado.
A cinética desta paixão, lenta demais,
Tempo e energia, consumidos demais.
No fim, talvez, devo filtrar meu próprio coração,
Separar o sentimento, recristalizar a razão.
Quimicamente falando, o amor é um estado instável,
Uma mistura de potenciais, bela, mas volátil.
Entre soluções e solvatos, meu amor não correspondido,
Persiste, um elemento isolado, em um frasco esquecido.
O Crepúsculo do Desejo
Nas sombras do meu coração, onde murmúrios ecoam,
Habita um amor sepultado, sob véus de luto e segredo.
Uma paixão fantasma, que nas trevas me assedia,
Um amor não correspondido, que como sombra, comigo vadia.
Nas tumbas de sentimentos, onde repousam os mortos,
Meu amor solitário vagueia, entre os esquecidos.
No jardim das almas perdidas, ele sussurra para a noite,
Promessas não cumpridas, num lamento sem açoite.
Como um vampiro, ele suga a essência de meu ser,
Deixando apenas a casca, um vazio a padecer.
Nas veias desse amor, corre não sangue, mas veneno,
Um elixir doloroso, doce e pleno de pequeno.
O céu de minha mente, outrora claro e vasto,
Agora coberto por nuvens negras, um tormento nefasto.
Cada estrela apagada, um sonho de reciprocidade,
Cada trovão distante, o eco de minha saudade.
Em noites de lua nova, quando a escuridão é completa,
A tua ausência é um espectro, na penumbra discreta.
Rondando os corredores de minha alma enclausurada,
Um amor zombeteiro, na escuridão encarnada.
Oh, como desejo libertar-me deste cárcere sentimental,
Quebrar as correntes desse amor brutal.
Mas como arrancar o próprio coração, motor de meu tormento,
Sem o qual a vida cessa, e com ele, só sofrimento?
Assim, na catedral do desespero, ao altar me prosto,
Ofereço meu coração, um sacrifício ao gosto
De um amor cruel, deus de minha devoção,
Que rege minha vida com mãos de perdição.
Esse é o crepúsculo do desejo, o ocaso do meu querer,
Onde amar é um inferno, um eterno padecer.
Entre sombras que dançam, e o frio que tudo consome,
Meu amor não correspondido, em trevas, encontra seu nome.
Na sombra da tua poesia, eu me perco,
Entre os versos teus, encontro o meu caminho.
Tuas palavras, como um sussurro, são um cerco,
No silêncio da noite, fazem-se carinho.
Recordo ainda o que lia, com fervor,
Cada estrofe tua, uma nova descoberta.
Teu poema, um espelho de amor,
Reflete em mim, alma aberta.
Versos que fizeste, ecoam no peito,
São melodias de um coração pulsante.
E eu, humilde poeta, aceito,
Teu convite a este enlace vibrante.
O que achei dos teus versos? São estrelas,
A brilhar no infinito da minha mente.
São chamas que se erguem, a aquecê-las,
Minhas noites de sonho, tão contentes.
Respondo-te assim, em rima e canção,
Grato por cada palavra que me ofertaste.
Nos teus versos, encontro a direção,
E na poesia, nosso laço, eternizaste.
Essência do Sol
És o sol no meu horizonte,
Clareando a vida em cada instante.
Teu brilho, farol constante,
Ilumina meus caminhos distantes.
Teu amor, pura serenidade,
Transcende a beleza e a vaidade.
Em tua essência, encontro verdade,
Simples e plena, sem necessidade.
Não preciso de ouro ou prata,
Teu sorriso é o que me mata.
Na simplicidade do teu olhar,
Todo o meu mundo vai se moldar.
Abraços teus, laços fortes,
São meu abrigo, meu norte.
Em cada gesto, amor genuíno,
Construímos um futuro divino.
Na jornada que juntos trilhamos,
O material deixamos.
Pois na alma e no coração,
Encontramos nossa maior razão.
Caminhemos lado a lado,
No amor puro, despido e sagrado.
Pois és meu sol, meu céu, minha luz,
A razão pela qual meu coração reluz.
Ninguém prometeu o amanhã, mas hoje, se eu pudesse, te guardaria ao meu lado, como se o tempo fosse apenas um sussurro.
Se o nosso fim na Terra chegasse, eu te abraçaria um pouco mais, como se o toque pudesse eternizar o que as palavras não conseguem dizer.
E, se fosse o último suspiro, eu desejaria morrer num instante onde o teu sorriso brilhasse, porque, se você sorrir, eu vou brilhar.
O teu sorriso é uma porta aberta, um caminho para o paraíso, me levando pelas estrelas, até alcançar as constelações.
Mesmo no fim, ou talvez especialmente nele, seria o teu sorriso a última luz que guiaria meu coração.
Meu Céu e Minha Sina
Ó solidão que amarga em cada minuto distante,
Um tempo que se estende, qual dor incessante.
Foi assim que vieste, destino imprevisível,
Qual sombra fugaz, mas tão indivisível.
Entraste em minha vida, sem aviso, nem razão,
E já roubaste os sentidos do meu coração.
És singular, meu norte, minha inspiração,
Um universo onde perco toda a noção.
Teus olhos, verdes como o mar em alvorada,
São para mim estrelas numa noite estrelada.
Ao sorrir, abres portas do paraíso eterno,
E me lanças num mundo onde tudo é moderno.
Todos esperam o sol, num alvorecer constante,
Mas tu chegas sempre, em um brilho fulgurante.
Minha sina, meu sol, meu sistema solar,
Tua presença é farol, no céu a brilhar.
Se um dia partires, meu rumo a mudar,
Saiba que espero — há de voltar.
E quando em tristeza teus olhos se fecharem,
Que seja por um dia, não por dores que se alastrem.
Faz feliz teu coração, te peço e te imploro,
Pois és meu astro, meu céu onde moro.
Tua existência, constelação que me guia,
Minha Estrela Dalva, minha eterna alegria, meu pedacinho de céu com cor de esmeraldas.
"Doce Redenção"
Ó meu amor, no canto há um violão,
Ecoa suave uma doce canção,
Que em teu nome faz vibrar o ar,
E ao som dos céus me faz sonhar.
No silêncio que a calma traz,
Sonhos florescem, o tempo refaz.
Da janela, a vista encanta o coração,
Corcovado e Redentor em sua amplidão.
Quisera a vida sempre assim,
Com tua presença junto a mim,
Até que a chama do tempo adormeça,
E a eternidade, em nós, permaneça.
E eu, que da tristeza era herdeiro,
Descrente do mundo, eterno estrangeiro,
Ao encontrar-te, vi o céu se abrir,
E soube, enfim, o que é sorrir.
Felicidade, doce descoberta,
Teu amor, minha alma desperta.
Onde Está Meu Amor?
Diz-me, onde está meu amor,
Aquele que ao me olhar já sabe
Que meu coração bate por nós dois,
E que amar-me não é uma metade,
Mas um todo que preenche e refaz?
Será que está perdido na pressa,
Nos dias que correm e não esperam,
Ou em sonhos que nunca se cruzaram
Com os passos que trilhei até aqui?
É mais fácil amar quem já me ama,
Um caminho onde o toque é certo,
Onde não há sombra de dúvidas
Nem esforço para ensinar o afeto.
Mas onde está quem há de ser meu abrigo,
Que faz do amor não um peso, mas um voo?
Será que vagueia, distraído,
Ou sente, em silêncio, o mesmo vazio?
Se o amor é troca, por que ainda espero
Por um eco que me chame de volta?
Por que, ao invés de ser quem aprende,
Eu sou quem ensina, sou quem implora?
Diz-me, onde está meu amor?
Nas entrelinhas de uma vida que sonho,
Ou no peito de alguém que, em silêncio,
Também me busca sem saber meu nome?
A razão do meu encantamento
Eu conto os dias pra vê-lo, mas o meu relógio mostra o tempo errado.
Eu busco uma estrela tão bela, que uma noite me conquistou, fascínio.
Raridade, tem amor no mundo pra quem souber olhar, minha novidade.
Chamo-te em transmissão de pensamento, a Lua que eu te dei num encantamento.
Atenção nos cruzamentos, a luz na escuridão, um turbilhão de sentimentos.
Penso em ti andando pela praia, as ondas vão bater em mim, foi que nem maré.
A razão do meu existir e essa saudade eu queria não sentir.
Eu pedi um arco-íris, desde os momentos de risos, até para transformar os meus sorrisos.
Me fascina e me cura, você une o mar, com o meu olhar, a luz pura.
Invocarei o nome dele, qual se fosse prece, para dar voz ao amor que me habita.
Nessa canção, o coração localizou o endereço do amor?
A Galáxia em ti, onde habita o meu sentir.
Eu gosto de me enxergar no reflexo do teu olhar,
é tão bonito de lá, tão sincero, tão real,
uma janela que me leva à galáxia que mora em você,
onde cada estrela brilha com o que há de mais puro em ti.
Eu te observo em silêncio,
como quem admira uma obra que nunca cansa de surpreender.
Cada detalhe teu é poesia,
cada gesto teu, uma dança;
teu sorriso é o sol que entontece os meus dias,
e tua beleza, um exagero que não cabe na palavra.
Teu coração tem a suavidade da brisa,
a força de um mar que sabe amar sem se perder.
Teu abraço é um lar onde o frio não chega,
teu perfume de baunilha é o ar que eu quero respirar.
E teu carinho? Ah, teu carinho...
é o mistério que fascina e desvenda minha alma,
sem precisar de metáforas ou adornos.
Eu só quero que saibas,
tudo isso que sinto não é apenas palavra bonita.
É o que nasce em mim toda vez que penso em ti,
tão real, tão vivo, tão você.
Por tudo que me tornei
Portanto quanto eu cresci
Pela tua raiz que em min Plantei
Pelo meu reflexo que em ti eu vi.
Para quem não tem propósito
Meu propósito não é um ponto fixo,
é um plano em construção.
Não busco um fim,
eu desenho caminhos.
Como o rio,
não importa onde começa ou termina —
importa o que cria enquanto flui.
Levo ideias, traço sentidos,
dou forma ao invisível.
Se há um segredo, é este:
não espere encontrar, cuide das suas águas.
Eu pensava que era nós!
E doeu tanto quando eu me dei conta de que era só eu!
Eu com o meu querer
Eu com as minhas "invenções"
Eu com as minhas ilusões
Ilusão achar que você me entendia e compreendia. Que queria caminhar junto comigo no meu mundo. Que enxergava o meu melhor.
Não!!! Você enxerga é as minhas "implicâncias", a minha "arrogância" e tantos outros defeitos que vê em mim.
E por favor, não me peça pra sorrir!
Não, eu não vou sorrir pra quem não acredita em mim.
Vô
me acolheu como filha
E se tornou o meu pai.
E que pai!!!
O melhor papai que eu poderia ter.
Um pai companheiro e bondoso
Um homem forte e guerreiro
Um pai que esquece de si
Um que pensa em mim
Alguém preocupado com a gente
Que fez e faz de tudo para sempre nos ver contente
Meu pai parece durão
Mas teu um grande coração
Sei que quando briga comigo
É por puro cuidado e amor
Ele nos dá seu abrigo
Nos oferece o ensino
De um homem de valor
Quero que saiba papai que te amo de montão
E por toda a minha vida estará em meu coração!
A estrada
-No cair da noite pego-me em pensamentos e percebo que lembranças furtam o meu momento, o impensável torna-se viciante como cascatas que não posso controlar, porém uma voz inquietante, o 'eu" minha razão submersa na superfície da emoção grita: "Não é tempo de parar pois a estrada da vida é longa, verse-á uma luz se caminhar.
-Por impulso, levanto-me a minha frente, intensifica-se o obscuro, sinto-me como um bebê envolto por uma placenta e isso me traz a certeza de um renascimento.
-Se páro, reflito, e prossigo não me restam dúvidas, mesmo que incerto, o amanhã trará o seu brilho.
-Então, permito-me alguns passos, no caminho piso em pedras que quase, me fazem tropeçar mas olho para o céu e vejo a constelação.
-Seguindo sem parar, percebo que as pedras já não me incomodam, que fazem parte do habitat natural, então vou seguindo, seguindo e sem parar mas me pego olhando para trás e pensamentos sombrios me vem, eles é que me fazem desequilibrar. Leio uma placa: uma seta me diz:- retorno e a outra: avance. Opto por avançar , embora meus desvarios me pedem para retornar. Avançando, avançando se estende diante de mim um caminho de esperança e em carrego dentro de minha bagagem a experiência. Eis um novo amanhecer.
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