Voce foi meu Pecado

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*Pela Fresta*

Teu disfarce e o meu não querer
Vai trazendo a curiosidade de te espiar
Mesmo que de soslaio

A porta range baixa, eu seguro o fôlego
o teu passo de gato ecoa no corredor
E eu juro que não espiei.
Mas guardei tua sombra na memória

Meu caminhar suave, não vai despertar o que dorme dentro de ti
Quem sabe o estrondo do silêncio desperta teu sorriso

E desperta. Um canto de boca, rápido
Tipo segredo que a fresta não segura
Aí a gente volta a fingir,
Enquanto o poema escreve a gente

Mesmo te espiando, finjo não te ver me espiando.
(Saul Beleza)

Minha saudade calada me faz gritar.
A companhia da solidão fere minha alma.
E o meu silêncio...
o meu silêncio grita
bem alto dentro dos meus pensamentos.
Onde ninguém escuta. Somente eu.
(Saul Beleza)

*É por nós que canto.*

Quando a noite cai e o mundo silencia,
meu peito encontra um motivo pra ser melodia.
Não é acaso, não é sorte, não é dia qualquer —
*é por você que canto*, é por nós dois pra sempre.
E se um dia o vento levar minha voz,
que ela volte no eco e diga: somos nós.
Porque amar é isso, dividir a canção,
e fazer de um "eu" bonito, em um "nós" em oração.
(Saul Beleza)

"Meu silêncio vai te respeitar sempre" ... isso vale mais que mil gritos. É maturidade pura.

Quando se chama alguém de "Cora Coralina" é elogio do tamanho do mundo. Cora era poesia, força, mulher que viveu muito e entendeu a vida. Quem ganha um título desses é porque deixou marca boa.

Escolhi o silêncio que protege em vez do grito que machuca. Isso é amor que virou respeito.
(Saul Beleza)

*Conselho de vó*

Óia, meu fi...
Jardim bom é que nem coração.
Tem que capiná todo dia,
tirar mato ruim,
dar água na hora certa
e num dexá espinho criá raiz.

Se a flor num quis vingá,
paciência.
Terra boa num falto.
Sol num escondeu não.
O que num pode é você
ficá segurano toco
que só te fura.

Deixa a vida passá,
aduba de novo
e espera.
Que flô que é pra ficá,
ela fica.
E se num ficá,
a gente pranta outra
e vai reza.
(Saul Beleza)

*Saudade na Madrugada*

Essa madrugada judiou do meu coração,
na cama sobra espaço e no peito solidão.
Não senti o peso leve da tua cabeça,
nem o cafezinho nosso que a alvorada aquece.

Vem, fica... num me deixa assim não.
Sem você o corpo esfria, a casa é só um porão.
Madrugada amiga, leva esse pedido:
que ela volte e o vazio seja preenchido.
(Saul Beleza)

*Até Breve, Divarde*
(Xodó da Vó Ana)

Descansa em paz, meu primo, tio, irmão *Edward*
O nosso Divarde.

Foi bom esposo,
foi pai, foi avô,
foi tio, foi primo e irmão.
Foi tudo pra gente numa vida só.

A vida segue...
mas a tua saudade fica.
Fica na mesa vazia,
fica na história contada,
fica no nome que a gente repete com carinho.

Até breve, Divarde.
Que lá no céu você continue
espiando a gente com orgulho,
cuidando da família como sempre cuidou.
(Saul Beleza)

*Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido. E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.*
(Saul Beleza)

Sozinha,
calada,
em meu próprio abismo,
te vi.
Não precisou de toques,
não precisou de sentir.

Quem me dera,
quem me dera te tocar,
sentir seu cheiro entrar em meus pulmões,
sentir teu calor.

A solidão não abraça —
ela te despedaça até destruir.
Corrói a alma,
te cansa até não sobrar nada.

Mas ao te encontrar,
senti que a luz viria.
E agora?
Quem me dera,
quem me dera ouvir sua voz como música,
ver seu sorriso como uma pintura cara…

Se a solidão vencer,
procure sua luz.
Não se afogue na incerteza.
Todos temos nossa luz —
eu sou a sua?
pois você é o meu.

Só por hoje cultivo a paz interior


Só por hoje, protejo o meu coração de qualquer mágoa, julgamento ou irritação que tente roubar a minha harmonia. Escolho respirar fundo diante das provocações e responder ao caos com o meu silêncio e a minha prece. Percebo que a paz não significa a ausência de problemas externos, mas a decisão consciente de manter a alma ancorada no bem, blindando os meus pensamentos contra tudo aquilo que não edifica.

“Não existo porque penso; existo quando meu pensamento não é uma cópia, mas uma ruptura. Pensar é criar, questionar é despertar, resistir é existir.”

“Não quero que você pense como eu. Quero que meu pensamento provoque você a investigar o seu.”

“Se penso sem pensar no pensar, meu pensamento pensa que pensa, enquanto eu apenas acredito nele.”⁠

“Se não penso o meu pensar, meu pensar pensa por mim; e, quando isso acontece, quem vive não sou eu, é a minha mente que mente.”

Eu não quero esgotar todo o meu tempo nesse experimento
De morrer minha vida
Até viver minha morte

Não divido isso com ninguém, porque percebo, no fundo do meu caminho, que certas verdades só brilham quando caminham sozinhas comigo.

“Meu cupido deve ter sido treinado pelo Exército Brasileiro: ele não atira flechas, dispara um canhão — e sempre no alvo errado.”

“Meu cupido deve ter passado pelo Exército Brasileiro; não usa flecha, usa canhão — e erra feio.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras


Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.