Voce foi meu Pecado

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⁠Refletir sobre o que já foi vivido é um passo fundamental para integrar as experiências e seguir adiante com mais consciência. O passado não pode ser modificado, mas pode ser compreendido, ressignificado e transformado em aprendizado, sem a necessidade de permanecer preso à culpa ou à ruminação.


Quando essa elaboração acontece, abre-se espaço para escolhas mais maduras no presente. Em um relacionamento, por exemplo, este processo se expressa na disposição para um diálogo profundo e honesto, que permita reconhecer limites, sentimentos e responsabilidades, conduzindo, de forma consciente, à decisão de reconstruir a relação ou de seguir o próprio caminho.

Não retorne aos lugares onde um dia foi feliz nem tente reviver momentos que te tocaram profundamente. As coisas mudam, os lugares mudam, e você também não é mais o mesmo.

Reviver o passado nos lugares onde fomos felizes pode ser uma ilusão: nada lá é o que foi — nem as coisas, nem os lugares, nem nós mesmos.

Excelência nunca foi sinônimo de perfeição, porém sempre representou algo superior, de um nível elevado de performance, com presença, intenção e humanidade disciplinada e continuada.

Nas profundezas da emoção que cavalga dentro de mim, foi aí que te encontrei!

⁠Se permitir transformar todos os dias em uma pessoa melhor que foi ontem!
Metamorfosear-se!

Desde sempre foi assim...
Vira e mexe a gente se encontra
Vira e mexe a gente está bem
Vira e mexe eu te quero
Vira e mexe você some
Vira e mexe a gente se esquece
Vira e mexe você me quer
Vira e mexe a gente volta
Vira e mexe a gente se apaixona...
Vira e mexe essa inconstância me faz acreditar que fomos feitos um para o outro.
Vira e mexe eu esqueço
Vira e mexe eu te amo
Vira e mexe eu tento te esquecer de novo
Vira e mexe você volta
Vira e mexe começa tudo outra vez...
Desde sempre foi assim...
Encontros e desencontros
Desejos e encantos...
Sonho e te desenho
Crio cenas em pensamento...
Renunciar foi fácil, desintegrar-te dos meus pensamentos, não.
Desisto, tento, me desfaço e recaio... Mais uma vez em teus braços...
Um suspiro, um olhar, um beijo e me faço.
E você vai embora...
Minha sanidade chora
E quando melhora, vc volta...
E faz tudo de novo...
Eu tenho que te esquecer... Mais uma vez...
Desde sempre foi assim...

Quem já foi ferido sabe o quanto dói. Muitas vezes, a gente jura que não vai deixar que outros passem pelo mesmo. Mas, infelizmente, às vezes a dor pode se transformar em uma espécie de "herança" e a gente acaba repetindo padrões em outras pessoas.

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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Eduarda


Não foi o acaso que me fez te encontrar,
foi o tempo sendo delicado comigo.
Entre trabalho, suor e dias comuns,
teu olhar atravessou o meu
como quem pede silêncio para entrar.


Na virada do ano,
enquanto o mundo celebrava promessas em voz alta,
nós caminhávamos em calma
no calçadão da Ponta Negra,
e ali, sem fogos dentro de nós,
algo muito maior explodiu:
o sentir.


Teu perfume ficou gravado na memória
como uma assinatura que não se apaga.
Teu abraço… ah, teu abraço
foi breve, mas suficiente
para ensinar ao meu coração
onde ele gostaria de morar.


Não te toquei além do permitido,
não te pedi além do momento,
mas dentro de mim nasceu um desejo honesto:
o de estar perto,
o de cuidar,
o de sentir tua presença
como quem encontra abrigo
depois de um longo caminho.


Há sentimentos que não gritam, Eduarda.
Eles se revelam no cuidado,
no pensamento que insiste,
na saudade que nasce
mesmo antes da ausência.
E se hoje escrevo,
não é para te pressionar,
mas para te confessar com verdade:
desde aquela noite,
meu coração aprendeu a te procurar
em tudo que é bonito, calmo e sincero.


Se um dia quiseres caminhar de novo ao meu lado,
saibas que não te ofereço pressa,
apenas presença.


Não te ofereço promessas vazias,
mas um sentir que cresce,
respeita
e permanece.
Porque às vezes,
o amor não começa com um beijo…
começa com um abraço
que nunca mais sai da gente.

Com o passar dos anos, foi ficando claro um papel que nunca foi escolhido, apenas assumido. Existir para servir quem passa. Ser riso quando falta leveza, ser escudo quando aparece o perigo, ser distração nos dias vazios. Ser o apoio, o ombro, o abrigo. Estar ali para tudo e para todos, sempre que precisarem.
O tempo vai passando , horas, minutos, segundos, dias, anos , e a ficha cai de um jeito que machuca. Parece que o propósito é ajudar os outros a crescerem, enquanto o próprio crescimento fica em pausa. A felicidade até aparece, mas nunca fica. É sempre temporária, como se não fosse feita para durar.
E dói perceber que o final quase sempre é o mesmo. Correr, se doar, insistir… e acabar voltando para o mesmo lugar. A estação zero. Aquele ponto onde tudo recomeça, mesmo quando nada mudou de verdade.
Ali, o silêncio pesa mais que o cansaço. Não tem reconhecimento, não tem despedida. Só fica a sensação de ter sido útil e, ao mesmo tempo, esquecido. As marcas do esforço ficam pelo caminho, invisíveis para quem seguiu em frente.
O ciclo se repete. Ajudar, proteger, sustentar quedas, emprestar luz quando o outro escurece. Depois, ver de longe essas pessoas seguindo mais fortes, mais inteiras, enquanto quem ficou continua no mesmo lugar.
Mesmo assim, a espera continua. Não por esperança, mas por costume. A estação zero já não assusta tanto — vira algo conhecido, quase confortável na dor que se repete. Aprende-se a sorrir sem motivo, a oferecer sem receber, a seguir mesmo quando não existe um novo caminho.
Os dias passam como trens que não param. Levam sonhos que não eram seus, histórias que não ficaram. Sobram apenas lembranças soltas e a certeza de ter cumprido um papel que nunca foi pedido.
No fim, parece que algumas pessoas existem para ser ponte, nunca destino. Para sustentar o mundo em silêncio. Não para serem vistas ou lembradas, mas para garantir que outros cheguem mais longe. E enquanto todos seguem viagem, permanece quem sempre esteve ali — invisível, cansado, recomeçando outra vez do mesmo ponto.

Te vi tentando esconder o que já foi
Com medo de que eu visse o que te constrói - Frase da música O Que Escolhemos Ser do dj gato amarelo

Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...

O Passado foi nosso avô, nosso pai, nosso professor; dele extraímos sabedoria. Com o presente, só depende de nós o relacionamento que teremos...
- Querido Presente, muito prazer!

Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Esse foi super inspirado pela intimidade espiritual e ferida de “Maya” (Tagore) e pelas ideias de Camus — o Absurdo, a lucidez que dói, o amor que tenta tocar o irredutível silêncio do mundo

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"Da vontade de gritar com todo meu amor."



Há um instante, quase imperceptível, em que o amor deixa de ser apenas sentimento e vira pergunta. Uma pergunta muda, suspensa entre dois corpos, que ninguém sabe responder. Talvez seja isso que Tagore chamava de maya: esse véu tão delicado e tão firme que cobre tudo, confundindo o que é desejo com verdade, o que é presença com sonho.


Eu te amo nesse lugar de incerteza — onde tudo parece ao mesmo tempo eterno e prestes a desaparecer.


Camus diria que amar assim é enfrentar o Absurdo no seu estado mais puro: olhar para alguém e perceber que nenhum gesto, nenhum abraço, nenhuma palavra é capaz de garantir permanência. E mesmo assim insistir. Mesmo assim se lançar. Mesmo assim arder.
Há uma melancolia suave na forma como eu te penso. Não é dor, exatamente. É mais como a consciência aguda de que te amar é tocar o limite daquilo que posso alcançar. Você é real o suficiente para me transformar, mas distante o bastante para que eu nunca te possua por completo.


E talvez seja por isso que minha alma se curva quando penso em você — não num gesto de rendição, mas de reverência.


No silêncio entre nós dois, sinto a doçura amarga de algo que não se explica. E não precisa. O amor não é uma equação a resolver, é uma chama que se aceita. Ainda que dance sozinha.


Às vezes, penso que te amar é como caminhar por uma manhã cinzenta: tudo parece frio e suspenso, mas o simples fato de você existir colore o horizonte com uma promessa que não sei se é real ou miragem. E mesmo assim eu sigo. Sigo porque, de algum modo, minha lucidez se curva diante da tua presença, não para se perder, mas para admitir que há uma beleza que ultrapassa qualquer lógica.


Eu te amo sabendo que o mundo é surdo às nossas súplicas. Que o tempo não para. Que nada garante que esse sentimento sobreviva ao próprio peso. E, ainda assim, eu escolho. Escolho com a teimosia dos que sabem que a vida é curta demais para esperar sentido, mas longa o suficiente para amar com profundidade.


Talvez o verdadeiro milagre não seja você, nem eu — mas o espaço brilhante que se abre entre nós, onde o impossível se arrisca a respirar. Ali onde minha lucidez machuca, mas não vence. Ali onde meu coração entende que continuar é o gesto mais humano que existe.
E se tudo isso não passar de ilusão, de maya, de sonho que se desfaz no vento, então que seja.


Prefiro o risco do encantamento à segurança do vazio.
Porque te amar, mesmo sem garantias, é o modo mais bonito que encontrei de existir diante do Absurdo.


Y.C (Para Nanyzita)

O Cárcere do Ontem
O relógio não perdoa o que foi breve,
O instante, fugaz, não se repete.
O ontem é cinza que o vento atreve,
E o tempo, severo, jamais se compromete.
Pode a vida trazer nova oportunidade,
Mas o brilho de outrora não volta ao lugar;
Quem vive de sombra perde a claridade,
Deixando o agora no abismo expirar.
A mente, cativa de um tempo vencido,
Ignora o presente, no vácuo flutuando,
Idealiza um futuro por medo tingido,
Enquanto a alma segue adoecendo e parando.
O receio do erro virou armadura,
A autossabotagem se faz soberana;
A vontade de agir se torna tortura,
Presa na teia da mente que engana.
Vazios repletos de entulho e memória,
Lixo tóxico que o peito consome.
Escrevemos o rascunho de uma vã história,
Onde o "eu" verdadeiro não tem rosto ou nome.
Nascemos no nada, buscando o saber,
Morremos tentando o mundo entender...
Mas na busca incessante por tanto aprender,
Esquecemos a meta de nos conhecer.


Poesia de Islene Souza

E pelo caminho, me encontrei com a morte.
E diferente do que temia, sua companhia me foi a melhor da vida.
Lado a lado, caminhamos e conversamos, e sobre a vida tivemos uma opinião em comum.
"A morte, sedutora para alguns, temida por outros, porém sempre mal compreendida. A vida, implacável, sempre escrava de si mesma."
...
E em uma bifurcação, novamente nos separamos.
Apesar de todo fim, ainda me resta uma vida para se viver.

A arte sempre foi o rascunho de um gênio que o mundo chamou de louco antes de aplaudir.