Voce foi meu Pecado

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A nossa língua comum foi construída por laços antigos, tão antigos que por vezes lhes perdemos o rasto.

De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu

Mas somente em seus sonhos os homens podem ser livres. Sempre foi assim e sempre irá ser

Trate bem a terra. Ela não lhe foi doada pelos seus pais. Ela foi-lhe emprestada pelos seus filhos.

Olha, não foi fácil. Não foi fácil fazer força para não lembrar do teu sorriso e das tuas palavras calmas no fim da noite, não foi fácil mesmo. Eu não queria sentir seu cheiro a cada passo que eu dava e muito menos ver teu rosto estampado a cada esquina, isso não é vida, é tortura. A cada passo que dou, lembro das suas promessas que nunca saberei se foram reais ou frutos de uma imaginação muito fértil; lembro da intensidade dos sentimentos e do quanto isso me assustava. Me assusta saber que ainda existam pessoas encantadoras que com um sorriso te fazem acreditar que voar é possível. Voar é possível sim, mas a queda é dolorosa demais. Não vale a pena.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Trecho da crônica "Fuga de verão"

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De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu

Como foi que ficou tão tarde tão cedo?

⁠Nunca desistir: essa foi a escolha que tive que fazer.

Uma menina tímida, delicada e sonhadora...
Uma mulher decidida, forte e real.
Foi o tempo que passou, modificou e aperfeiçoou.

O "Pão e Circo" foi uma política aplicada na Roma Antiga que provia comida e diversão ao povo com o objetivo de desviar sua atenção de questões relevantes que pudessem gerar revoltas populares. Acho que ainda estamos em Roma Antiga. Mas agora os palhaços estão na platéia, alheios à realidade e contemplando no picadeiro seus times no brasileirão, a rivalidade de Rita e Nina, o tchu e o tcha.

Quando foi que me apaixonei? No primeiro abraço? No primeiro beijo? No primeiro olhar? No primeiro toque? Não sei! Só sei que me apaixonei por você.

Hitler não era mau, foi apenas um louco, mau foi o povo que aclamou sua insanidade.

Viva o hoje, amanhã se foi, esse sou eu.

Será que foi decepção que fez ela virar do avesso?
Coração de aço é bem mais forte que o de gesso
E já nem pensa em dormir, vive o presente, que é real
Rotina é feita pra quem quer repetir filme no final

Chorar não indica fraqueza em alguém.
Desde o nascimento,
sempre foi um sinal
de que se está vivo.

“É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios”.

O MITO DO FELIZES PARA SEMPRE

‘’Esse é o pior dia da minha vida’’. Foi assim que ele assinou meu atestado óbito.
Eu acreditava fervorosamente que ele não seria capaz de me causar nenhum mal. Brigas são normais em qualquer relacionamento e no final de tudo a gente sempre finge que esquece. Eu sempre fingia esquecimento para torná-lo mais feliz! Mas ele não esperava eu esquecer completamente e me batia com sua dureza.
Ainda me lembro da nossa primeira briga durante o namoro pela escolha de um doce para fazer no almoço, eu não sabia que ele não gostava de doces, e no casamento percebi que não sabia muita coisa sobre ele.
Durante muito tempo a gente engole para não magoar, mas acaba se magoando e se entala engolindo tudo que vem pela frente. Eu não era a compreensiva e muito menos a compreendida! Logo, o AMOR somente não nos bastava.
Nós nos preenchíamos como um encaixe perfeito, como se nada mais fosse importante do que o outro. Falávamos o que agradava. Uma gentileza excessiva, como quem trata um idoso.
Pensava, bem que eu poderia sair e pegar um cinema sozinha, mas ele talvez não goste, melhor nem pensar. E fomos deixando nosso querer pra depois, nossas vontades para depois, e passamos a pensar em viver depois só pra fazer a felicidade do outro. Esse foi o principio dos nossos erros, deixamos de falar e viver por medo do que o outro iria pensar, e criamos um personagem que não duraria muito tempo.
As palavras ditas começaram a doer mais, os choros pelos cantos se intensificavam, o medo se tornava algo ainda mais presente nos corredores, e o pra sempre já não soava tão lindo como no dia do casamento. Era como se o pra sempre se tornasse uma eternidade, e nele as lembranças boas ficassem no passado. Começamos assim uma disputa de querer:
Eu queria poder sair e quem sabe pegar um cinema!
Ele queria ficar em casa e quem sabe um jantar feito por minhas mãos!
Eu queria um beijo bem demorado e quem sabe dormir de conchinha!
Ele queria um toque mais ousado e quem sabe fazer amor!
E nesse joguinho de quem sabe, quem não era favorecido sempre saia magoado. Cedia pra quem sabe não brigar.
Aprendemos que se não cedermos, a briga aumenta e quanto maior, mais difícil pra contornar. Pena que aprendemos bem depois de quase preenchermos nosso caderninho de brigas semanais. Também demoramos a aprender a admitir que erramos, por isso sempre acusávamos o outro e magoávamos bastante.
Éramos sensíveis para ouvir, mas duros para falar. Certa vez eu fiz um pedido: ’’ Amor, acho que você deveria cuidar do seu corpo, pois eu não estou satisfeita’’ Ele não me entendeu e se magoou profundamente por julgar que eu não o amava mais. E certa vez ele me fez um pedido: ‘’Querida, acho que deveria mudar seu jeito, não gosto da maneira como você age e muito menos como você fala’’ Eu não entendi ( ainda não entendo) e com certeza fiquei muito magoada por julgar que ele não me amava como eu era. Foi então que em meio a tantas idas e vindas, pedidos de perdão, amor gostoso na reconciliação que ele me pronunciou a frase que mais me marcou: ‘’Esse é o pior dia da minha vida’’. Não era um dia qualquer, era nosso aniversario de namoro, comemoração de nosso amor, dia em que decidimos pelo outro. Mas ele não se apegava a datas, também não se importou que no natal eu não quisesse brigar, mas ficar ao lado dele ouvindo os fogos nem tanto sentir prazer, mas senti-lo perto. Eu morri no nosso aniversario, e talvez não tenha ressuscitado ainda. Ele também deve ter morrido alguma vez com alguma palavra que eu tenha dito, talvez nem saiba se vá ressuscitar, mas nós juramos que seria pra sempre, mas ninguém disse que a felicidade seria pra sempre. Talvez ele tenha tirado férias durante um período de nossas vidas e vez o outra esteja doente e não vem trabalhar em nossos corações. Muitas vezes nos ocupamos, tão preocupados com o defeito do outro que nos esquecemos de olhar onde estamos errando, e por incrível que pareça, sempre erramos. Em um casamento não existe culpado, mas existem erros que devem ser corrigidos urgentemente.
Ele sempre que errava me pedia perdão e chorava. Eu sempre chorava, e quando pedia perdão chorando já não tinha mais tanto impacto. Quando ele me pedia algo sempre me tratava como filha, eu não sou filha, mas sempre o tratava como meu filho. Nossos erros e acertos eram sempre iguais. Nosso relacionamento era sempre intenso, por isso as brigas feriam tanto. O nosso pra sempre nunca acabou, e pra mim nunca vai acabar, ele será pra sempre especial pra mim. Ainda estamos nos adaptando e aprendendo que o pra sempre não é tão fácil quanto acreditávamos, e que casamento não é sonho, tem que estar muito acordado pra ser feliz, ou pra superar uma briga tão dolorosa.
Acreditamos no amor com toda a nossa alma, e nos amamos com toda intensidade do nosso ser, mas sabemos que pessoas são diferentes e demonstram de forma diferente seu amor. Por isso não devemos subestimar o amor de ninguém. E que o pra sempre existe sim se os dois decidirem isso, mas o felizes são momentos. Assim como as brigas também são.

Sem grandes esperanças. A gente não foi um sentimento, só uma estação.

Trecho de "O tempo todo."

O Camundongo da Cidade e o do Campo
Fábula de Esopo

Um camundongo que morava na cidade foi, uma vez, visitar um primo que vivia no campo. Este era um pouco arrogante e espevitado, mas queria muito bem ao primo, de maneira que o recebeu com muita satisfação. Ofereceu-lhe o que tinha de melhor: feijão, toucinho, pão e queijo.

O camundongo da cidade torceu o nariz e disse:
– Não posso entender, primo, como você consegue viver com estes pobres alimentos. Naturalmente, aqui no campo, é difícil obter coisa melhor. Venha comigo e eu lhe mostrarei como se vive na cidade. Depois que passar lá uma semana, você ficará admirado de ter suportado a vida no campo.

Os dois puseram-se, então, a caminho. Tarde da noite, chegaram à casa do camundongo da cidade.
– Certamente você gostará de tomar um refresco, após esta caminhada, disse ele polidamente ao primo.

Conduziu-o à sala de jantar, onde encontraram os restos de uma grande festa. Puseram-se a comer geleias e bolos deliciosos. De repente, ouviram rosnados e latidos.
– O que é isto? – perguntou, assustado, o camundongo do campo.
– São, simplesmente, os cães da casa – respondeu o da cidade.
– Simplesmente? Não gosto desta música durante o meu jantar.

Neste momento, a porta se abriu e apareceram dois enormes cães. Os camundongos tiveram que fugir a toda pressa.

– Adeus, primo – disse o camundongo do campo. – Vou voltar para minha casa no campo.
– Já vai tão cedo? – perguntou o da cidade.
– Sim, já vou e não pretendo voltar – concluiu o primeiro.

Moral:
Mais vale o pouco certo do que o muito duvidoso.

De todas as obras de Deus, a mais perfeita foi a criança.
Elas nos fazem amar e acreditar mais na vida.
Quem nunca esteve a ponto de morrer de tanta tristeza, mas sorriu ao olhar nos lhos límpidos e brilhantes de uma criança?