Voce foi Melhor Tio do Mundo
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
“A sobrevivência em épocas insólitas não está em negar o mundo, mas em absorvê-lo com discernimento, preservando o que em nós é núcleo e não ruído.”
“Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.”
”Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.” - Leonardo Azevedo. Nem todo sofrimento é sinal de falência emocional ou colapso psíquico; muitas vezes, ele representa o impacto inevitável de uma consciência que ultrapassa os limites do senso comum e da autodefesa simbólica. Filosoficamente, esse sofrimento é o eco do abismo existencial que se abre quando os significados prontos já não satisfazem e o indivíduo se vê diante do real em sua crueza. Psicologicamente, trata-se de uma resposta profunda ao rompimento das defesas que protegiam o sujeito da intensidade do mundo e de si mesmo, exigindo um novo arranjo interno para suportar o que foi revelado. Antropologicamente, essa vivência pode ser comparada aos estados de transição em rituais de passagem, onde o indivíduo perde temporariamente sua identidade anterior antes de ser reintegrado com uma nova configuração. Historicamente, figuras como Nietzsche, Kierkegaard e Camus traduziram essa dor da lucidez como etapa inevitável no caminho da autenticidade. Cientificamente, sabe-se que estados de sofrimento emocional intenso, quando bem acompanhados, podem induzir plasticidade cerebral e fortalecer circuitos resilientes. Poeticamente, é o momento em que os véus caem e o ser se vê nu diante do espelho da existência. Espiritualmente, pode ser interpretado como purificação, onde o excesso de luz cega antes de iluminar. Contextualmente, vivemos numa época que marginaliza o sofrimento em favor da performance, tornando ainda mais doloroso o ato de parar e sentir. Assim, sobreviver à clareza excessiva não é retroceder, mas atravessar um portal; e o que emerge do outro lado é alguém mais íntegro, menos iludido e mais próximo da própria verdade.
”Quando a dor dilacerar, sê luz. Quando o mundo perder o rumo, sê abrigo. Quando a força for necessária, que seja temperada pela compaixão. Porque ao final, só os que amaram com gentileza repousarão em paz e ascenderão em espírito.”
Posso eu, ser desse mundo? Onde o certo é disfarçar, no sorriso dolorido todos os cacos de vidros mordidos na força do maxilar ansioso?
Sua timidez dentro deste mundo reflete que deseja muito mais que um amor efêmero, seus olhares mostram caminhos que não podemos percorrer, seu incômodo e falta de sono demonstram desejos ocultos, seus olhos apaixonados, sabendo que não podem amar, mudam num olhar, se tornam por de Sol , dizendo: pode ir meu amor, te quero, mas daqui não podemos passar. Seu por de Sol é lindo.
Explorando esse mundo, conheci uma planta que te leva para outro lugar, sem ter que sair de lá, por causa dessa planta houvesse Guerras e Glórias e muitos mataram e morrerão por ela, então será que é a erva a culpada ou é o mundo para onde ela te leva. Foi essa a reflexão.
As vezes criamos um mundo, onde não sabemos ainda como viver nele, porque nunca estivemos lá. Mas desejamos por conta da ignorância.
CULTURA DA EMBALAGEM
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O mundo em que nós vivemos
É o da cultura da embalagem
Que despreza o conteúdo
Priorizando a imagem:
Da pessoa que tem riqueza;
A prendada de beleza;
Da virtude e da coragem.
Esse pacote de virtude
De nada importa ter
Basta apenas que se cuide
Do disfarce em parecer!
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Poesia inspirada no texto de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio (1940-2015)
ENQUANTO O ARROZ SECA
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Todo mundo tem um amigo `arroz de festa’. É aquela pessoa que está presente em todas as festas e eventos que pode e acaba ficando conhecido por isso.
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Você imagina o porquê da associação com a palavra `arroz’? Disse Onário que, isso provavelmente é uma alusão ao fato de o arroz estar presente em quase todas as refeições.
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Peço: não leve ao pé da letra as palavras de Onário. Com certeza ele desconhece o drama por que passa o povo brasileiro.
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02.05.2024
O MUNDO FORA DE ESQUADRO
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Valor é uma impressão que eu tenho de agrado ou desagrado das coisas.
Por isso quanto mais valor eu der a uma coisa, mais essa coisa sobe de importância [preço].
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A hierarquia dos valores virou de ponta cabeça.
Hoje, no rádio: publicidade dia dos pais:
A criança dizia que gostava do pai por isso e por aquilo,
mas que gostava mesmo era do CARRO DELE!
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Há dois anos: por que fazer inveja a uma pessoa da sua rua, se você pode fazer inveja o bairro todo. Compre hoje mesmo...carro tal....
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<> Publicidade....quanta agressividade...falta de respeito com o ser humano.
<> O pior: nossa crença de que se não consumimos, não valemos nada!
<> Sejamos consumidores inteligentes.
<> Por que é tão difícil curtir a frugalidade?
<> Faça uma perguntinha mais fácil!
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02.05.2024
"Em um mundo onde poucas pessoas estão verdadeiramente dispostas a ajudar, é necessário ter cautela ao compartilhar seus desabafos, pois a maioria busca conhecer suas vulnerabilidades apenas para usá-las em seu próprio benefício."
"Nós não vivemos em um mundo perfeito, e por essa razão, é normal sentirmos decepção em algum momento com alguém. No entanto, é importante lembrar que nem nós mesmos somos perfeitos, e isso nos permite cultivar compreensão e empatia ao lidar com as falhas dos outros."
Vivemos em um mundo tão agitado, muitas vezes esquecemos de valorizar o que realmente importa. A relação com nossos pais é um tesouro precioso que deve ser cultivado com carinho e dedicação. ⏳ Aproveite cada instante ao lado deles, pois o tempo voa e as oportunidades podem se perder sem aviso prévio. 🌿 Demonstre seu amor, cuide, se importe, pois esses gestos simples podem fazer toda a diferença na vida daqueles que nos deram tanto. 🌷 Lembre-se sempre de dar o seu melhor, estar presente, ser generoso, pois essas pequenas atitudes são recompensadas por Deus de maneiras que nem imaginamos. 🌟 Que possamos honrar e valorizar nossos pais enquanto estão conosco, para que quando partir, reste apenas o conforto das lembranças e a certeza de que fomos amorosos e gratos. 🙏🏼💕
Se nem com a ciência de hoje, podemos provar quando o mundo surgiu; o que dirá que pessoas a milhares de anos atrás, conseguiriam provar seu fim?
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