Voce foi Melhor Tio do Mundo

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O mundo está saturado de machistas e feministas e está em falta de humanistas! Por mais humanidade e menos rivalidade!

As redes sociais conectam instantaneamente milhares de pessoas ao mundo virtual e automaticamente as desconectam do mundo real!⁠

Estranho mundo:
Homens fazem curso para se tornar homens! Buscam ser uma lenda quando não servem nem para mito!

Num mundo de verdades individuais, a mentira é coletiva!

Num futuro próximo, pensar será considerado terrorismo! Num mundo em que a estupidez é premiada, a inteligência é erradicada!

Estranho mundo!
Robôs são humanizados e socializados, e humanos são robotizados e distanciados!
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Calçadas ao mundo.
Andamos sobre concreto, mas muitas vezes tropeçamos na própria indiferença. Calçadas que deveriam ser caminhos, setornam muros que se erguem sem aviso.
O cadeirante encontra barreiras, o cego tropeça no invisível, o idoso sente o peso do mundo que outros ergueram sem perceber.
Não é só pedra ou cimento, éfalta de olhar, de cuidado, de consciência.
O ego sobe alto, enquanto a empatia fica no chão.
Cada passo é responsabilidade, cada gesto é construção. Não fique esperando só pela prefeitura da sua cidade. Seja você a pessoa que fará a diferença, será que você vai esperar
Seu filho, sua mãe ou alguém que você ama sofrer para fazer a calçada acessível?

Se existisse língua ‘difícil’, ninguém no mundo falaria húngaro, chinês ou guarani, e no entanto essas línguas são faladas por milhões de pessoas, inclusive criancinhas analfabetas!

" Com efeito, como poder-se-ia vencer o mal, o erro, a injustiça no mundo se não se começar a vencê-la em cada ser em particular?"

"Não podemos mudar a opinião de ninguém, mas podemos orientar-lhe no modo de ver o mundo."

"Caminhando lado a lado, construiremos um mundo digno e fraterno, feito pelas mãos do companheirismo."

“A volta do Brasil ao terceiro mundo é algo bem planejado e executado por forças antigas e poderosas.”

“Fico só, isolado no mundo, ponto pequenino na imensidão da massa populacional. Importante é que sou ciente disso.”

"Mesmo sem precisar, sabemos a importância da riqueza no mundo; assim são os amigos: quem os tem, compreende sua força, mesmo que dela não necessite."

⁠Inversão de valores

Amamos coisas
Usamos pessoas.

Conectado com o mundo
Desconectado em si mesmo.

Ficou On nas redes
E Off na vida.

Querida,


eu gostaria que o mundo estivesse acabando amanhã.


Então eu poderia pegar o próximo trem, atravessar Portugal inteiro, cruzar o mar até a Inglaterra e bater à sua porta sem precisar explicar nada. Quando você abrisse, eu não perguntaria se ainda há espaço para mim. Apenas estenderia a mão e diria:


Venha comigo.


Nós vamos nos amar sem medo, sem orgulho, sem o peso das palavras mal colocadas, sem o receio de quem vai embora primeiro.


Porque o mundo está acabando amanhã.


E, quando o mundo acaba, ninguém precisa fingir que é forte.


Ninguém precisa esperar o momento certo.


Ninguém perde tempo tentando vencer uma discussão que, no fim, nunca importou.


Se o mundo acabasse amanhã, eu não teria vergonha de dizer que senti sua falta todos os dias em que permaneci calado. Não esconderia que, por muitas noites, imaginei como seria ouvir sua voz outra vez, nem confessaria isso com a esperança de mudar alguma coisa. Apenas porque algumas verdades merecem existir antes do fim.


Nós caminharíamos sem destino.


Entraríamos no primeiro café aberto, pediríamos qualquer coisa e riríamos do absurdo de ainda existir café quando o céu estivesse desmoronando.


Você seguraria minha mão.


E, pela primeira vez em muito tempo, nenhum de nós precisaria perguntar o que o outro está sentindo. O fim do mundo teria nos devolvido uma simplicidade que a vida insistiu em roubar.


Eu olharia para você como olhei tantas vezes antes, mas dessa vez sem pensar no passado, sem medo do futuro, porque ambos deixariam de existir em poucas horas.


Só haveria o agora.


E o agora seria suficiente.


Se o mundo acabasse amanhã, eu pediria perdão por tudo aquilo que descobri tarde demais. Pelas vezes em que o meu silêncio falou mais alto do que o meu amor. Pelos instantes em que o orgulho venceu o desejo de permanecer.


Você talvez me dissesse que também errou.


E eu responderia que já não importa.


O mundo está acabando amanhã.


Não existem culpados quando o relógio decide parar.


Existem apenas duas pessoas que se encontraram tarde demais para um tempo curto demais.


Talvez, quando o último trem deixasse a estação, nós estivéssemos sentados lado a lado olhando a paisagem desaparecer pela janela. Não conversaríamos muito. Algumas pessoas foram feitas para dividir o silêncio, e o nosso sempre disse mais do que qualquer palavra.


Quando a noite chegasse, eu encostaria minha cabeça no seu ombro e pensaria que a eternidade nunca significou viver para sempre.


A eternidade, às vezes, cabe em alguns minutos vividos da maneira certa.


E, quando as luzes do mundo finalmente se apagassem, eu não pediria mais um dia.


Não pediria mais um ano.


Não pediria outra chance.


Porque você estaria ali.


E descobriria, no último instante da existência, que o único fim que realmente me assustava não era o do mundo.


Era o nosso.


Com amor,


Gabriel.

Quimera Cinza

Dizem que o mundo nasceu em sete cores.

O meu esqueceu uma.

Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.

Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.

Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.

Um simples lápis de cor.

Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.

Mas os dias passavam.

E toda entrega vinha sem o pacote que importava.

Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.

Era do próprio universo.

Então continuei andando.

Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.

Passei a procurar o caracol.

Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.

Em pessoas que juravam possuir mapas.

Em espelhos.

Principalmente nos espelhos.

Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…

Era apenas chuva.

Outras vezes confundia rastros com destino.

O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.

Você faz todo o trabalho por ela.

Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.

Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.

Talvez seja por isso que eu ainda acordava.

Não porque acreditasse.

Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.

No fim, encontrei um velho caderno.

Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.

Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.

Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.

Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:

“Você não está esperando uma entrega atrasada.

Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”

Foi quando entendi.

O lápis não estava preso em alguma estrada.

Não havia caminhão.

Não havia fábrica.

Não havia catálogo.

Assim como o caracol.

Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.

E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:

não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.

É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.

A cidade continuou cinza.

Eu também.

Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.

Apenas caminho.

Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.

São a arquitetura inteira do lugar.

AMIZADES

Amizades todo mundo tem, mas agora amizades verdadeiras são raras. Amigo é aquele que te defende quando você está certo, te corrige quando você está errado e acima de tudo é aquele que sempre está com você para o que você precisar, amizades novas devem ser conquistadas e as antigas preservadas e sempre lembradas.

Gente que Ilumina os Caminhos
Precisamos de gente que nos faça rir. De fazer chorar, o mundo já está cheio.
As pessoas alegres quase sempre estão prontas para viver pequenas loucuras, muitas vezes sem perceber. Não costumam gastar a vida planejando cada passo, mas sabem viver o presente com uma leveza admirável. Enxergam beleza na simplicidade.
Sempre me lembro do melhor amigo do meu filho Victor Hugo: o Piolho. Conheço-o desde a época da escolinha. Passava horas lá em casa jogando videogame com o meu filho.
O Piolho é dessas pessoas de bem com a vida. Nunca perde a confiança nos amigos, não vive preso às preocupações e não se impressiona com discursos sobre ambição. Quando volta do exterior, onde mora numa cidade do litoral paulista, é sempre o primeiro amigo que o Victor Hugo faz questão de visitar.
Precisamos conviver mais com pessoas que, com gestos simples, alegram o nosso coração. Pessoas que enxergam o lado bom da vida, mesmo nos dias difíceis. Que transmitem paz, fazem o bem sem esperar reconhecimento, ouvem mais do que julgam e nos lembram que a verdadeira felicidade mora nas pequenas coisas.
No meu dia a dia converso com muita gente: no trabalho, na padaria, na academia, na escola das minhas netinhas e nas caminhadas. Não sei explicar, mas quase sempre percebo quando alguém não está feliz.
Lembro-me de um dia em que, trabalhando como motorista, fui buscar duas senhoras para levá-las à Igreja Nossa Senhora de Fátima. Eram muito elegantes e exalavam um perfume refinado.
Assim que entraram no carro, uma delas disse:
— O senhor já me pegou uma vez.
Respondi sorrindo:
— Quem me dera ter essa sorte!
Elas entenderam o galanteio e caíram na risada. Depois de alguns instantes, uma delas revelou:
— Hoje faz seis meses que meu marido faleceu. Desde então, esse foi o primeiro sorriso que dei.
Olhei para ela e disse:
— Celebre mais. Brinque mais. Leve a vida com mais leveza. Uma vida sem alegria é um longo caminho sem lugares para descansar.
A vida segue.
E eu quero continuar caminhando de bem com a vida.
Como dizia a saudosa Cora Coralina:
"A alegria é uma escolha, uma atitude diante da vida."
Peregrino Nino Carneiro

Às vezes me sinto como não fosse desse mundo, fico com o pensamento em silêncio, e outras vezes com vontade de gritar para todo mundo que estou sem paciência para nada.
Às vezes não tenho vontade para nada, e outras com vontade de fazer tudo o mesmo tempo, pensamento acelerado, vozes que não calam, sair correndo sem parar, e o mesmo tempo se esconde das pessoas e de seus julgamento e raiva de fazer parte desse mundo de pessoas hipócritas.
Cansada de se esconder de seus próprios sentimentos.
Só quem tem bipolaridade sabe o que estou falando.
Posso estar escrevendo isso agora e depois de segundos ter vergonha daquilo foi escrito.
Tem dias que não tem vontade para nada, apenas de chorar, outros alegres.
Isso realmente não parece real.
Às vezes a raiva me consome, mas muitas vezes sinto algo vazio por dentro.