Voce foi Melhor Tio do Mundo

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O Reflexo Também Tem Uma Arma


A vidraça estava ali como todas as vidraças do mundo: limpa o bastante para fingir que era transparente e suja o bastante para esconder alguma coisa.
Parei diante dela.
Não porque quisesse me olhar.
Ninguém para diante de uma vidraça para se olhar. Isso é coisa de gente satisfeita, vendedor de roupa, sujeito que acabou de ganhar um emprego ou alguém que ainda acredita que o rosto tem alguma coisa a dizer.
Eu só estava passando.
Foi o reflexo que me fez parar.
Primeiro apareceu a minha silhueta.
Depois o rosto.
Depois alguma coisa que não combinava comigo.
A iluminação era ruim, o vidro tinha marcas, riscos, manchas e aquela sujeira fina que a cidade deposita sobre tudo como se cobrasse aluguel. Meu reflexo estava quebrado em vários pedaços.
O rosto num lugar.
O ombro em outro.
Um olho ligeiramente acima do outro.
A boca cortada por uma rachadura.
Parecia uma fotografia de família depois de uma discussão.
Fiquei olhando.
O reflexo também.
Aquilo começou a me irritar.
Não havia nada de especial em uma imagem quebrada. A cidade estava cheia delas. Pessoas quebradas também. Algumas usavam terno. Outras tinham diploma. Algumas tinham filhos. Outras tinham planos para o fim de semana.
A diferença é que as pessoas conseguem esconder melhor as rachaduras.
A vidraça não.
Ela não tinha autoestima.
Era uma vantagem.
Cheguei mais perto.
Foi então que percebi.
O reflexo não estava exatamente repetindo meus movimentos.
Minha cabeça inclinou um pouco.
A imagem demorou.
Um segundo.
Talvez menos.
O suficiente.
Pisquei.
Ele não.
Aquilo seria engraçado se não fosse tão desagradável.
Dei um passo para trás.
O reflexo continuou perto.
Foi aí que tive a impressão de que ele estava apontando alguma coisa para mim.
Não uma arma de verdade.
Seria mais simples se fosse.
Uma arma resolve a discussão.
O reflexo parecia apontar a própria verdade.
E isso é muito pior.
Fiquei olhando para aquele rosto dividido em pedaços.
Um rosto que eu conhecia.
Ou achava que conhecia.
Havia coisas ali que eu não lembrava de ter colocado.
Cansaço.
Rancor.
Pequenas derrotas cuidadosamente arquivadas.
Algumas pessoas que eu dizia ter esquecido.
Algumas decisões que eu chamava de necessidade porque covardia é uma palavra feia demais para certas ocasiões.
E havia também aquele velho sujeito que passava a vida dizendo que estava tudo bem.
O mentiroso profissional.
Eu.
O reflexo parecia saber.
Isso me incomodou.
A gente passa anos aperfeiçoando versões aceitáveis de si mesmo.
Aprende quando sorrir.
Quando apertar a mão.
Quando dizer “vamos ver”.
Quando dizer “não foi nada”.
Quando dizer “eu já superei”.
É um treinamento longo.
Quase uma carreira.
E então uma vidraça qualquer vem e estraga tudo.
Não há salário que pague isso.
Tentei olhar para o outro lado.
Uma rua.
Um carro.
Uma mulher atravessando.
Um cachorro urinando num poste.
A vida continuava oferecendo suas pequenas distrações.
O mundo é muito eficiente nisso.
Quando você começa a pensar demais, ele manda um cachorro mijar num poste.
Olhei para o cachorro.
Funcionou por três segundos.
Depois meu canto de olho voltou para a vidraça.
O reflexo continuava lá.
Esperando.
Não parecia zangado.
Isso seria fácil.
Parecia apenas decepcionado.
E não há nada mais ofensivo do que a decepção de alguém que não precisa dizer nada.
Fiquei imaginando quantas vezes eu havia passado diante daquela mesma superfície sem perceber.
Talvez todas as pessoas façam isso.
Talvez a cidade inteira seja construída de vidraças.
Portas de vidro.
Janelas.
Espelhos.
Telas de celulares.
Vitrines.
Carros estacionados.
Tudo refletindo alguma coisa.
Tudo devolvendo nossa cara em prestações.
E talvez seja por isso que ninguém olhe direito.
É mais confortável enxergar o preço de uma televisão na vitrine do que enxergar a própria expressão sobre ela.
Mais fácil admirar um carro do que perguntar quem está dirigindo.
Mais fácil procurar alguém bonito do outro lado do vidro do que descobrir quem está deste lado.
Afastei-me.
Desta vez o reflexo acompanhou.
Normal.
Finalmente.
Talvez eu tivesse imaginado tudo.
É uma explicação bastante útil.
A imaginação é o advogado de defesa dos culpados.
Fui embora.
Andei alguns metros.
Então olhei novamente.
Só pelo canto dos olhos.
Ele ainda estava lá.
Pequeno agora.
Fragmentado.
Quase irreconhecível.
Mas ainda apontando aquela coisa para mim.
A verdade.
Continuei andando.
Não olhei para trás.
Pelo menos não diretamente.
Porque algumas verdades não precisam que você as encare.
Elas sabem esperar.
E, quando você pensa que escapou, aparecem refletidas no vidro de um carro, numa janela escura, na tela apagada do telefone.
E ficam ali.
Sem disparar.
Sem gritar.
Sem pedir explicações.
Só apontando.
Até você descobrir que o sujeito do outro lado da vidraça não estava tentando matar você.
Estava apenas tentando impedir que você continuasse mentindo.

*O BAR ONDE AS ALMAS BEBEM* - O bar nunca fechava.
Porque o bar era o mundo.
Os balcões eram estradas polidas pelos cotovelos de homens que aprenderam a negociar a própria alma antes mesmo de aprenderem a pronunciá-la. Ali ninguém chegava para beber. Chegava para esquecer o nome daquilo que um dia acreditou ser.
O barman nunca servia bebidas.
Servia sentenças.
Seu rosto era o meu, alguns fracassos mais velho. Seus olhos não julgavam. Apenas devolviam a imagem de um homem que descobriu cedo demais que a consciência é o único carrasco que jamais dorme.
Sentava-me diante dele como quem comparece ao próprio julgamento.
Não havia defesa.
Ao meu redor, os copos tilintavam como sinos de um funeral interminável. As vozes enchiam o ambiente, mas nenhuma dizia coisa alguma. Eram ruídos produzidos por almas que confundiram existência com sobrevivência e passaram a chamar adaptação de virtude.
As cadeiras vazias pesavam mais do que as ocupadas.
Porque a ausência também possui corpo.
Ela senta ao nosso lado, acende um cigarro invisível e nos acompanha até o último gole.
Acendi meu charuto.
A fumaça subiu lentamente, desenhando pensamentos que jamais encontrariam repouso. Não era fumaça.
Eram ideias recusando o cemitério.
Flutuavam acima da minha cabeça como corvos circulando um campo onde Deus esqueceu de aparecer. Algumas morriam antes de ganhar forma. Outras retornavam para devorar aquilo que eu ainda chamava de esperança.
O barman serviu o whisky.
Não veio da garrafa.
Veio dos grãos espalhados pelo caminho. Da terra pisada por desconhecidos. Das derrotas herdadas de homens que nunca conheci. Das lágrimas que não eram minhas, mas que fermentaram dentro de mim até perderem o gosto de sal e adquirirem o gosto amargo da lucidez.
Bebi devagar.
Cada gole era um verso.
Cada verso era uma hemorragia que aprendera a sangrar para dentro.
Foi então que compreendi a maior mentira já aceita pelos frequentadores daquele lugar.
Não haviam destruído os valores.
Apenas mudaram seus nomes.
A covardia vestiu a roupa da prudência.
A indiferença passou a ser maturidade.
O egoísmo ganhou o perfume da liberdade.
A mentira tornou-se diplomacia.
A rendição foi chamada de paz. E a consciência... essa foi trancada no porão para que ninguém precisasse ouvir seus gritos durante o jantar.
Todos brindavam.
Não à vida.
Mas ao alívio de não precisarem mais distinguir o certo do conveniente.
É mais fácil dormir quando se assassina o espelho.
Olhei novamente para o barman.
Ele sorriu com uma tristeza antiga.
Como quem sabe que nenhum homem sai dali melhor do que entrou. Apenas mais consciente da própria escuridão.
E talvez seja esse o verdadeiro inferno.
Não o fogo.
Nem os demônios.
Mas caminhar entre milhões de pessoas e descobrir que a maioria já não vendeu a alma.
Descobrir que sequer acredita possuir uma.
Apaguei o charuto.
As últimas espirais desapareceram no teto como desaparecem as civilizações: não quando deixam de respirar, mas quando deixam de reconhecer o peso da verdade.
Deixei o copo vazio sobre o balcão.
O barman nada disse.
Também não era necessário.
Há silêncios que escrevem poemas com mais sangue do que qualquer homem conseguiria suportar

Sorte não é esperar que o mundo nos favoreça.


Sorte é ter a inteligência para aprender, a disciplina para se corrigir e a coragem para enfrentar as dificuldades.


O homem que melhora a si mesmo todos os dias não depende da fortuna. Ele transforma cada experiência em conhecimento, cada erro em aprendizado e cada obstáculo em força.


A verdadeira sorte é ter a oportunidade de se tornar, a cada dia, um ser humano melhor.

"Num mundo sem mente, impera a pulsação, Justiça de carne, tribunal do coração. Lá, a desonestidade contra a integridade Gera a sentença que pune a infidelidade. Julga-se a maldade que feriu a felicidade, Presos na cela por pura severidade, Buscando a cura, o retorno à alteridade."


Emerson Novartes

"Eu odeio a minha escola. Eu odeio todo mundo. Eu odeio minha vida."

Family Guy

Nota: Fala da personagem Meg Griffin.

Se a ignorância fosse bênção, não haveria tanta dor no mundo.

​Propósito de vida: "Não viva apenas para ocupar espaço no mundo. Deixe marcas positivas, estenda a mão a quem precisa e faça a sua passagem valer a pena."
Daniel Alves Pena

⁠É amor que eu estou buscando, Mas de um tipo belo e inaudito que não está no mundo.

⁠Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.

Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.

O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.

No 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o mundo se curva diante de uma força que muitas vezes caminha em silêncio, mas que sustenta vidas, histórias e futuros inteiros. A mulher carrega no olhar a coragem de quem enfrenta batalhas diárias sem perder a dignidade, e no coração a sensibilidade que transforma dor em aprendizado e desafios em caminhos. Em cada canto do mundo existem mulheres que acordam cedo, que lutam, que resistem e que seguem em frente, mesmo quando o cansaço pesa mais que os sonhos. Elas são a prova viva de que a força não está apenas nos gritos de vitória, mas também na persistência silenciosa de quem nunca desiste.
Entre essas mulheres estão as mães solo, verdadeiras guerreiras da vida. São mulheres que, com amor imenso e determinação inabalável, assumem múltiplos papéis: mãe, pai, proteção, abrigo e exemplo. Elas enfrentam dias difíceis, noites de preocupação e responsabilidades que parecem não ter fim, mas ainda assim encontram forças para oferecer carinho, orientação e esperança aos seus filhos. São pilares que sustentam famílias inteiras, mesmo quando o mundo parece exigir delas mais do que seria justo.
Em diferentes realidades — nas cidades agitadas, nas periferias esquecidas, nos campos silenciosos ou nas casas simples — mulheres seguem escrevendo histórias de resiliência. Muitas vezes seus sacrifícios passam despercebidos, suas lágrimas são escondidas e suas vitórias não recebem aplausos. Ainda assim, elas continuam de pé. Recomeçam quantas vezes for preciso, transformando dificuldades em aprendizado e amor em combustível para seguir adiante. Existe uma grandeza profunda nessa força discreta que constrói futuros sem pedir reconhecimento.
Hoje celebramos a mulher como símbolo de vida, esperança e transformação. Porque antes de qualquer conquista humana, antes de qualquer história ser escrita, existe uma verdade simples e eterna: sem uma mulher, não existiria o homem. Foi nos braços de uma mulher que a vida começou, foi por meio do cuidado de uma mulher que muitos aprenderam a caminhar. Que este dia seja mais do que uma homenagem — que seja um reconhecimento eterno da grandeza feminina que move, sustenta e transforma o mundo todos os dias.

O mundo gira. Incessante, implacável, ele segue seu curso mesmo quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Nas horas mais escuras, quando a tempestade rugia com toda sua fúria, é fácil esquecer que o céu azul ainda existe lá em cima, escondido pelas nuvens negras.
Mas a verdade é simples: nenhuma tempestade dura para sempre. Ela vem para lavar, para purificar, para nos lembrar da nossa própria força. E quando finalmente passa — porque sempre passa — algo mágico acontece.
O sol aparece.
Não timidamente, mas em toda a sua glória dourada, banhando o mundo com luz renovada. As gotas de chuva restantes brilham como diamantes dispersos. O ar cheira a esperança. E nós, que sobrevivemos, emergimos diferentes: mais resilientes, mais gratos, mais vivos.
Então, quando a vida escurecer, lembre-se: você é mais forte do que a tempestade. O giro do mundo não para, e o seu momento de luz está chegando. Aguente firme. Respire fundo. O sol sempre volta para quem espera com fé.
Sempre.

Há um conflito silencioso entre quem somos e quem mostramos ao mundo. Desde cedo, aprendemos a vestir máscaras como quem veste um casaco em dia de frio: para suportar o ambiente, para caber nos lugares, para não ferir nem sermos feridos. No entanto, essa proteção também pesa. A aparência de força, muitas vezes, esconde um coração em tempestade; o sorriso social, por vezes, cobre ruínas que ninguém vê.
Vivemos tentando equilibrar a verdade interior e a versão aceitável de nós mesmos. Queremos ser acolhidos, mas tememos que nossa essência, crua e imperfeita, assuste. Assim, vamos aparando arestas, calando dores, podando sonhos, como um jardim bonito demais para parecer real. O problema é que, quando negamos demais o que sentimos, a alma cobra em silêncio.
Ser humano é justamente carregar essa contradição. Somos casa e vitrine, abrigo e espetáculo. E amadurecer talvez seja isso: diminuir a distância entre o rosto que oferecemos ao mundo e a pessoa que, em segredo, pede apenas o direito de existir por inteiro, sem pedir desculpas.

ETs, Terra plana, Universo paralelo, Apocalipse, Dilúvio, Fim do Mundo, a volta do Cristo...etc
Enquanto você se distrai com isso, eles, os poderosos, vão te deixando na miséria e eles cada vez mais rico e poderosos....

OS EUA ameaçam a soberania do BRASIL, mas tudo bem, todo mundo quer a Copa do Mundo! Viva o menino Ney, viva a seleção.

"Refém do Invisível"

Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.

Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.

Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.

Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”

O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?

Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.

Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.

Se houvesse justiça nesse mundo, Trump, Bolsonaros e Netanyahu estariam presos e condenados! Vergonhosamente são exaltados!⁠

Somente um mundo desprovido de amor e totalmente insano permite que um país promotor de guerras e ódio sedie a Copa do Mundo!

Mundo surreal!
Negros como o Cafu apoiam o Bolsonaro e Trump; racismo estrutural é totalmente capital! Tristeza!
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