Voce foi Melhor Tio do Mundo

Cerca de 411475 frases e pensamentos: Voce foi Melhor Tio do Mundo

Constrói em ti o que desejas ver no mundo
e não atribuas aos céus o trabalho que é teu.

Há um ruído constante no mundo.
Um zumbido de notificações, luzes piscando, vozes comprimidas em telas.
Chamamos isso de conexão.
Mas, quando o silêncio chega, percebemos — há algo que se perdeu entre um toque e outro.


Vivemos cercados de redes: sociais, neurais, digitais, afetivas.
Somos fios, dados, pulsos elétricos viajando por cabos invisíveis.
E, ainda assim, sentimos falta de algo que o Wi-Fi não alcança: o olhar demorado, o riso inteiro, o abraço que não depende de senha.


O perigo, talvez, não esteja nas redes — mas na mente que, sem perceber, se desconecta de si mesma enquanto acredita estar on-line.
Desaprendemos a estar sozinhos, e confundimos presença com visibilidade.
Somos uma multidão em silêncio, cada um falando com seu reflexo.
E, nesse espelho luminoso, o humano se desfoca.


Mas há quem perceba as rachaduras — professores, artistas, pensadores, sonhadores —
que ainda acreditam que pensar é um ato de resistência. Eles caminham entre as redes e tentam tecer novamente o fio do sentido. A reflexão é sobre eles — e sobre nós.
Sobre a mente que precisa se reconectar com aquilo que não se mede em bytes:
a empatia, a escuta, o amor, a presença.


Não é uma revolta contra a tecnologia, nem um lamento nostálgico.
É um convite à consciência.
A lembrar que a rede mais importante ainda é a que se forma entre mentes e corações vivos.


E, talvez, o primeiro passo para isso seja simplesmente pausar.
Respirar.
E se perguntar:
“Em que momento eu me desconectei de mim mesmo?”

Tem pessoas que passam
e deixam o mundo torto.


Depois delas,
as ruas não sabem mais ser só ruas.
O lago não sabe mais ser só água.
Os lugares viram armadilhas
para a memória.


Eu ainda te procuro
onde você não está.
Na igreja.
Na academia.
Nas esquinas da cidade
que aprenderam o seu jeito de andar.


Eu quase fui.
Quase deixei um bilhete.
Quase atravessei meu próprio orgulho
para te desejar feliz aniversário.
Quase me esqueci
de tudo o que me feriu.


Mas eu não fui.
Porque algumas pessoas
ensinam a gente
que amor também pode ser silêncio.


Eu lembro de coisas
que talvez você nem lembre mais.
De caminhadas sem destino.
De risadas que não precisavam de motivo.
De um jantar simples
que virou casa.
De um dia em que você acordou
nos meus braços
e, por um instante,
o mundo ficou quieto.


Eu sei que erramos.
Eu sei que doeu.
Eu sei que você não soube me cuidar.
Mas o que eu senti por você
foi limpo.
Foi inteiro.
Foi verdadeiro.


E talvez isso seja o que mais machuca:
ter amado alguém
que não soube ficar.


Eu carrego uma marca na pele
que não é vaidade.
É memória.
É prova de que existimos
em algum tempo do mundo.


Às vezes penso
que eu não significo nada pra você.
Que eu fui só mais um trecho da sua vida.
Uma página dobrada.
Um nome esquecido.


Mas eu sei o que eu vivi.
E isso ninguém apaga.


Você não está mais aqui,
mas tudo ainda sabe o seu nome.
Mesmo que eu não diga.


E dói.
Dói porque foi real.
Dói porque eu ainda sinto.
Dói porque eu não soube te esquecer...

Um dia bem agitado
Que eu pude vivenciar
Muita gente está de férias
No meio do mundo a passear
Mas como estou na labuta
Nesta minha diária luta
Sou grata por poder trabalhar.

Carta à Hora Zero


Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.


Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.


Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.


Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.


Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.


Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.


Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.


Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.


Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”


Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.


Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.

Nem todo mundo é bem-intencionado; silenciar os planos evita nadar contra a própria correnteza.

Às vezes, preciso adentrar o mundo do sono, não para esquecer os problemas, apenas para sentir-me mais leve e aliviar os pensamentos que me perseguem quando estou acordado.

Eu não falo de dom nem de talento. Falo desse jeito de estar no mundo, com vontade de dividir um pouco do que a gente carrega, mesmo que seja só um grão. Às vezes é apenas uma palavra ou um gesto simples, mas que faz diferença.

Todos os dias acordo com vontade de entender o mundo. Mesmo de perto, olho para longe, tentando compreender algumas loucuras. Se somos tão racionais, por que só lembramos de cuidar da gente quando estamos doentes, às vezes tarde demais? Fingimos ser inquebráveis, mas por dentro somos feitos de sentimento. Temos um coração e uma pele sensível, revestida de coragem, e só precisamos ter mais cuidado com a gente mesmo.

Um sorriso nos lábios, um brilho no olhar e um mundo para conquistar. 💗

Seja fiel aos seus princípios.
Coloque limites sem aprisionar a alma.
O mundo talvez não fique mais belo,
mas será mais justo para você.

Eu saio do teu mundo e entro no meu mundo...

Quando chego na selva do Neris entro em vários mundos...
onde o ronco do WV vai abrindo o caminho com o seus farois...
a sua luz de tons quentes esbarra-se nas bananeiras com as suas folhas amareladas e desfalecida,
que em outros tempos foram verdes como a Amazônia...
quando o motor se cala,e, a luz se apaga, outro mundo nasce, onde a luz da lua cheia ilumina as trevas onde o farol do fusca não conseguiu alcançar...
luz divina, luz de DEUS, que resplandece céus e terra, faz o ype gigante ganhar sombra para os grilos se apresentarem com o seu catar; e as infinitas estrelas piscarem...
e o aroma é de querer mais e mais esse...
perfume que exala a fragrância de DEUS....
Entro dentro de outro mundo, que também é meu...
onde tudo é mecânico e digital...
acendo a caixa preta da parede, ouço tantos disparates que imediatamente apago
e me dispo do irreal...
volto para o meu mundo que é somente meu...
e lá eu posso sonhar...

Procurar a estabilidade num mundo instável é jogar a única vida que temos fora. Vamos viver o agora e abraçar o que de facto nos da felicidade nesta breve viagem que é a nossa vida. Um ano novo cheio de coragem para todos...

⁠O maior poder do mundo não é o religioso, não é o militar, também não é a imprensa. O maior poder do mundo é o dinheiro. Os poderosos do mundo cria os governos no planeta todo… eles colocam e tiram, na hora que eles bem entendem… Não briga com os seus amigos, porque ambos não vão mudar nada. Lembrem-se que, a maior riqueza do mundo é a amizade.

O cristianismo verdadeiro será sempre acusado de intolerância por um mundo que não tolera Deus.

"Tenham fé e preguem a Palavra em todo lugar, para que o mundo conheça a verdade, pois JESUS está voltando; aqueles que são chamados devem anunciar a Sua vinda e lutar pela salvação."


(Tailândia Maria Corrêa Belmiro)

Considerações amadoras sobre confidência profissional

Demétrio Sena - Magé

Meio mundo, em algum momento, precisa de um psicólogo/psicóloga. Psicologia é um ramo da medicina que se pode chamar de oficina do ser humano. Já precisei, embora tenha explorado "extraoficialmente" uma grande amiga psicóloga. Há casos em que algumas sessões nos ajudam por toda a vida, e casos em que, por toda a vida, precisamos de revisões pontuais, para não voltarmos ao ponto de partida. Ou de fuga. E antes de prosseguir nestas impressões pessoais, é preciso dizer que são impressões pessoais; isto não é uma analogia técnica ou de natureza profissional.

Mas quero falar de uma terapia muito eficaz, que sempre me ajudou em minhas angústias, dúvidas e manias.... em meus temores e segredos em ebulição: a confidência. Confidenciar é um ato libertador, quando acertamos na escolha de com quem fazê-lo. Ter confidentes é algo cada vez mais raro nesta fase de mundo e sociedade, onde a correria rouba todo o nosso tempo de falar e ouvir... especialmente o nosso tempo de identificar criteriosamente em quem poderíamos acreditar para fazer confidências; abrir nosso coração, nossa alma, sem temer julgamentos e censuras do que é justamente a nossa razão de procurarmos um colo.

A confidência é curativo; profilaxia paralela; nebulização... às vezes uma injeção de Voltarém na alma, nas emoções e na psique, pois há momentos em que um bom confidente precisa ser mais incisivo, para depois passar um algodão, aliviar a picada com o carinho que "o depois" requer. E como confidentes estão escassos, aí é que entra a psicanálise, tão popularizada nos últimos anos. A psicanálise à moda Freud, pai da psicanálise. Não a psicanálise/pregação religiosa; nem a psicanálise/aconselhamento pastoral; muito menos a psicanálise/vamos orar, entregar nas mãos de Deus.

Em suma, relembrando a natureza do texto, explicada no primeiro parágrafo, a psicanálise é a confidência profissional. Importantíssima nestes tempos, desde que não tenha a venda casada da proposta religiosa e qualquer dissociação dos princípios freudianos. Ou seria a psicanálise despsicanalizada. Neste contexto, a psicanálise é (com pleno reconhecimento de sua importância) a enfermagem da psicologia. Eu diria que um quarto de mundo precisa de confidente; mesmo em forma de psicanalista.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Os loucos são o equilíbrio do mundo que se julga ser normal.

⁠Vivemos em um mundo coletivo.
Ninguém consegue nada sozinho. Uma nítida prova disso é a felicidade, ninguém consegue ser feliz sozinho… Como vai explicar , mostrar que está feliz ,né! Embora não podemos contar para todos que estamos felizes, porém podemos contar para quem nos faz feliz!

Iza Lira

O Grito da Existência

Minha loucura não condiz com minha sensatez.
Caminho na contramão do mundo,
sozinho, desafiando a ordem das coisas.

Sou louco? Talvez.
Pois poucos ainda derramam sentimentos em papéis,
acreditando que palavras frágeis
tenham o poder de abalar a imensidão da realidade.

Minha sensatez, porém, não aceita a lucidez —
essa tirana impiedosa que me sussurra,
sem compaixão:
o mundo é podre, e sempre será.

E, ainda assim, é a loucura que me sustenta.
É ela quem me obriga a crer
que, mesmo nos detalhes mais insignificantes,
residem fragmentos de bondade, amor, caridade.

Mas a tensão me consome:
quando a sensatez domina,
ela caminha de mãos dadas com a lucidez,
vasculhando as entranhas da sociedade
e só encontrando escuridão.

E, ainda assim, a loucura resiste.
Teima. Insiste.
Se recusa a ceder à desesperança.
Mesmo sob a máscara da decadência,
acredita que ainda há,
por algum fio tênue do universo,
um sopro de bondade.