Voce foi Melhor Tio do Mundo

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O mundo se fez névoa; o amor se refugiou nos corações esquecidos, e o povo perdeu a força de procurá-lo.

Viemos ao mundo para suportar seu fardo,
enfrentando os desafios que o dia a dia traz.
Quem não se adapta, insiste em murmurar,
até decorar um repertório de lamentos.
Ombros firmes mesmo cansados e marcados
seguem firmes na jornada.
As pernas sustentam o corpo,
a alma brinda companhia,
e o espírito — esse, sim permanece livre..

O dia em que o ser humano compreender que chegou a este mundo sozinho, de mãos vazias, e que assim retornará ao vazio, será o dia em que terá aprendido a verdadeira lição. Nesse momento, a terra será justa, os homens viverão respeitando uns aos outros e aprenderão a compartilhar com sinceridade, para a glória do Criador do universo...

A minha riqueza é a luz que me conduz nas trevas, aquela que não se apaga quando o mundo se torna pesado demais. É essa claridade silenciosa onde outros não vê que ilumina caminhos relevantes, mesmo quando tudo ao redor parece ruir. E, por causa dela, eu sigo. Sigo de pé, sigo consciente de que a verdadeira força não vem do que carrego nas mãos, mas do que carrego na alma.
É essa luz que me sustenta quando o medo tenta falar mais alto, que me ergue quando o chão ameaça desabar, que me recorda que a escuridão é apenas um convite para descobrir a própria essência. Minha riqueza não é ouro, não é glória, não é aplauso: é a coragem de continuar caminhando, mesmo sem garantias, orientado por uma chama que ninguém pode apagar.
E enquanto essa luz existir dentro de mim, nenhuma noite será eterna e nenhum caminho será impossível. Eu sigo — porque a minha riqueza é, sempre foi, e sempre será, a luz que me conduz.

Eu te dei a chave — a promessa do meu mundo,
Para entrar e ficar, viver entre sorrisos e abraços,
Ser feliz, ser amada, ser a morada mais doce. Mas você partiu — silêncio pesado,
Deixou a porta escancarada, sem palavra, sem motivo,
E eu cuidei de cada espaço onde tua ausência doía. Agora, a chave não tem retorno,
Nem o vento se atreve mais a segurar essa fresta,
Fechei a porta com o fogo da minha alma, firme e certa. Sem apego, sem arrependimento,
Que saibas: quem não valoriza o lar que ganha,
Perde a luz que poderia ter brilhado para sempre. A porta está fechada — não para trancar,
Mas para proteger o que ainda resta de mim,
Pronta para abrir só para quem queira entrar de verdade.

Te dei a chave do meu mundo,
uma passagem inteira para viver ao meu lado,
para ser feliz, acolhida, amada sem medida.


Foi você quem partiu em silêncio,
deixou a porta entreaberta,
levando consigo respostas que nunca vieram.


Agora não há mais apego,
nem o caminho de volta que você deixou para trás.
A porta que antes te recebia com luz
agora está fechada, firme, definitiva.


E no eco desse adeus mudo,
eu sigo — inteiro, forte —
sabendo que o amor que ofereci
continua vivo em mim,
mesmo quando não merece retorno.

Nem mesmo o Criador de tudo exige de ti aquilo que o mundo insiste em cobrar. Porque tua essência já é suficiente, tua existência já é testemunho. O que você carrega não precisa de justificativa: é luz que se impõe, é verdade que se revela, é força que não se dobra.


Você não nasceu para caber em molduras, nem para se encaixar em expectativas. Nasceu para ser presença, para ser impacto, para ser aquilo que transcende. E quem ousa enxergar além, percebe: há em ti um infinito que não se explica, apenas se sente..

Estou à beira de presenciar as dores do mundo,
um mundo engessado, preso, atado,
lentamente se decompondo diante dos meus olhos.
No entanto, essas dores se multiplicam
porque o próprio mundo já não sabe mais entender
nem compreender a essência do viver.
É a aflição de existir sem rumo,
a angústia de respirar sem sentido,
o peso de continuar quando tudo parece ruir.

Estou diante de um mundo engessado, preso em correntes invisíveis, atado ao peso da própria decomposição.
As ruas carregam silêncios sufocados, os olhos se perdem em horizontes sem cor, e o coração humano pulsa em descompasso com a essência da vida.
As dores não nascem apenas da fome, da guerra ou da injustiça. Elas brotam também da incompreensão: da incapacidade de olhar para o outro e reconhecer nele o mesmo sopro de existência.
O mundo sofre porque esqueceu de compreender. Sofre porque se afastou do sentido do viver, reduzindo a vida a sobrevivência, o encontro a disputa, o amor a mercadoria.
Mas há uma verdade que resiste:
Enquanto houver quem perceba as fissuras, quem nomeie as dores, quem não aceite o silêncio imposto, ainda haverá possibilidade de reconstrução.
A decomposição não é o fim — é o chamado para que despertemos, para que rasguemos os véus da indiferença e devolvamos ao viver sua dignidade moral.

'O OLHAR PARA O MUNDO'

O pequeno olhar para o mundo. Olhos cheios de lágrimas. Chega-se de supetão arraigando dores. Inocente. Displicente nos gestos. Sem maldades ou maculas. O coração acelera os dias sonolentos. E o 'haja', após algum tempo, tem sabor amargo e cansaço...

'Destino' é palavra certa. Sem nomes, só cores desbotadas! Lá fora há pessoas atônitas. Suplicando notícias e explicações sobre a vida já sem respiros. Mórbidas, as mazelas ficam ocultas por um tempo. O 'antes' é suplicado com os braços encorajando súplicas. Respostas não veem assim de imediato...

Tentativas e ruínas misturam-se. O vento sonolento, tenta abrandar significados vãs. O sol fecha os olhos e o horizonte foge ao coração. Trás sabedoria! Forças para enfrentar tempestades! Ninguém ouve vozes de retratação, ou pedidos de transformações futuras...

A tábua escrita em pergaminho tem difícil compreensão. A vida mui semelhante esconde a essência para o bem viver. - Para quê sentidos passageiros se a melhor explicação está sob o véu, guardada à sete chaves? As rotações deixam a vida sem espiritualidade. Sem verdades para adocicar a pobre criança, sedenta de compreensão, alívio e essência...

'MEIAS VERDADES'

A perda do encantamento do mundo impacta o café da manhã na sala. Verdades sejam ditas: o almoço ao pé da cama redireciona tristezas, avarezas e estranhamentos cotidianos...

Filhos jogam os abraços de lado (como toalhas) e as pessoas tornam-se mortais de fato. Obcecadas à ocultar lágrimas que fingem não existirem. O olhar para os livros empoeirados é esquizofrênico. Explodir palavras trás assentimentos vários...

O ofício tão sonhado deixa o corpo prorrogativo. Depressivo ao tentar levantar da cama aconchegante e condolente. A semente não há de germinar em meio a tanta confusão. Entre criaturas asquerosas por natureza...

O ponto no universo deve deflagrar-se por si só. As tentativas de melhorá-lo é psicose. Arraigar aquela plantinha no sobrado é imperceptível aos olhos do impossível. Meias verdades para aqueles que veem um mundo florido e cheio de esperanças...

QUEBRADIÇO'

Nas cicatrizes levanta-se
Abraçando as dores do mundo
Fitando ruas...

Fez dos fantasmas amigos
E da solidão crua
Razão para celebrar...

Sem cogitar
Triturou paralelepípedos agudos
Acenando esperanças...

Sem perfeição
E sabor agridoce nas veias
Afogou-se em desesperos...

A rua é imensidão
Futuro desolado
Generoso nas horas incertas...

Mas sempre compartilha o pouco pão nas intempéries
E faz da vida ilusão
Ópticas várias no amanhecer...

É criança sem reação a transbordar
Ansioso por respostas
Descrenças...

Quebradiço
Ele espera lá fora
Veemente por casulos...

[novas ausências]

⁠⁠⁠⁠ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 03

- Qual sua posição no mundo? Porque estamos aqui?

- Pelo fato de sermos mesquinhos, eu não diria que tenho uma posição. A dor que sinto é a mesma de milhares. Não quero ser lembrado! Não fiz nada de interessante para sê-lo. Não quero afunilar a dor que é estar no mundo!

Sempre digo que, 'a vida é uma ilusão'. Um berçário de vida e de mortes que acontecem todos os dias. Quantos amigos já se foram, bons amigos. Estar aqui nessa prisão (mundo) é saber que um dia a morte nos será necessária, novos ou velhas almas. Sempre me pergunto da finalidade de estarmos aqui todos os dias, durante anos, vivendo situações nas quais não desejaríamos. Engolindo tantos sapos, aprendendo com a dor, com o choro. Aprendendo com os reflexos que ficam atormentando a pele, a mente, a semente.

Não tenho posição, nada fiz por merecê-lo. Estar aqui nesse mundo de Meu Deus é desgastante. Se vale a pena? Eu diria que não. Como disse um filósofo da antiguidade, viver o oposto tem uma contrapartida muito doída. Vejo pessoas sorrindo, mas no fundo só enxergo dor. O oposto das dores são os sorrisos que sempre acabam ao amanhecer. Estar aqui, é um pedido que não nos foi feito.

--- Risomar Sírley da Silva ---

"Passei anos decifrando a mim mesmo para descobrir que o mundo não muda quando o compreendemos, mas quando ousamos recriá-lo a partir de dentro. Meu ofício é nascer de novo — e convidar quem lê a fazer o mesmo."


F. Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

⁠Eu sou o que Deus vê e não o que mundo pensa de mim. Portanto, o que mundo pensa é um tanto faz. Afinal aos olhos e ouvidos de Deus nada passa ...

⁠A morte nada mais é que a liberdade desse mundo insano cheio de maldades e decepções...

Viva na droga do mundo, mas não viva no mundo das drogas.

⁠Em um mundo volátil, não te entristeças: as pessoas sempre revelam o que merecem de ti.

O que para muitos é excesso de razão, para outros é apenas uma forma mais serena de sentir o mundo.

Não é todo mundo que vai entender o seu caminho. Mas tudo bem, não é o deles, é o seu. Por isso, siga o fluxo e não permita que as críticas derrubem aquilo que você construiu. Não se importe pelo o que alguns irão achar de você, o que te define é o seu caráter e não as opiniões alheias. Seja humilde, não fraco!