Voce foi Melhor Tio do Mundo
Sabe o que o abatedouro e o hospital tem em comum? A roupa branca, e se, e se o hospital nunca foi para te salvar?
O ódio sempre foi inimigo da inteligência e impede o florescer, tando do amor quanto da sabedoria.
F. Meirinho
Muitos buscam usar Deus como ferramenta, muleta ou programa, quando foi ele quem criou as ferramentas, os meios, a finalidade e o próprio utilizador.
Nem dá para dizer que Porto Alegre está mal administrada! Não há gestão alguma! A cidade foi entregue à própria sorte!
O dia mais feliz da minha vida foi aquele em que o teu olhar encontrou o meu. Naquele instante, sem que uma única palavra fosse necessária, algo em mim reconheceu o que o coração ainda não sabia explicar.
O segundo dia mais feliz foi quando regressamos da nossa viagem pela cura. Depois de atravessarmos dores, silêncios e recomeços, pudemos enfim nos reencontrar fisicamente. Era como se nossas almas já caminhassem juntas muito antes de nossos passos voltarem a se cruzar.
Há encontros que pertencem ao tempo. Outros pertencem à eternidade. O nosso sempre me pareceu dos dois.
#JaniaraDeLimaMedeiros
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
In Chá com os Poetas e a Moça Bonita
O quanto tem custado a nossa profissão de fé?
Quanto do velho homem já foi mortificado, por amor a Cristo?
Ou será que a velha natureza ainda prevalece em nós, revelando que pouco temos negado a nós mesmos?
Se me apaixonei pelos teus olhos, foi porque eles me permitiram decifrar o mistério mais bonito de todos. Eu não me encantei pelo que o mundo vê em ti.
*Eu me apaixonei pela tua alma.*
Minha vida é um livro aberto e foi feito para aqueles que apreciam belas histórias e não para aqueles que invejam as lindas páginas que são escritas!
Quero da vida o que foi me dado por direito, o que me tirarem a própria vida se encarregará de me ressarcir.
Aproveite cada segundo da sua vida. Se o ontem foi ruim, faça com que o hoje seja bem diferente e deixe que o amanhã Deus se encarrega de transformar pra você.
O maior erro do ser humano, além de difamar a vida dos outros, é invejar aquilo que não foi feito pra ele.
Deitado eternamente nos braços de quem já foi seu
Esta seria a terra prometida
Se quem a prometeu
Não tivesse sido como eu
E quando abrir os olhos
Você verá tudo vermelho
Nenhum sinal daqueles que amou
Sem anjos para mim quando eu morrer
- Anjos
Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Não foi um beijo, não foi uma cama… foi escolher se sentir viva longe de mim toda vez que a gente se machuca. Isso também é uma forma de traição, mesmo que o mundo finja que não.
"Há pessoas que olham para uma árvore cortada e enxergam apenas o que foi perdido. Deus, porém, sente o cheiro das águas antes mesmo que os primeiros brotos apareçam. Onde o ser humano vê o fim, Deus continua vendo a possibilidade de um novo começo."
— Fabinho Martins
Tempo o que seria? Quando foi que a correria se tornou mais importante? Quando foi que deixar de ver seus amigos se tornou banal? Por que se tornou tão irrelevante? Gente, amigos são família que a gente escolhe, todo relacionamento é como planta precisa de atenção, carinho, um tempinho e água pra crescer forte e bonita... Dizem que você precisa apenas de 8 minutos, o que será 8 minutos do seu dia? Certeza que você não tem esse tempo? As vezes, agora, aquele seu amigo ta precisando tanto de você, mas você ta olhando para o relógio e correndo, não ta percebendo que esta perdendo aquela pessoa que deveria ao menos ser importante pra você.
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