Voce foi Melhor Tio do Mundo
"Não há no mundo ninguém que não precise de uma mãe. Até o filho de Deus teve os carinhos de uma mãe."
☆Haredita Angel
"...e para cada uma má ação, duas boas ações.
Pois, o nosso mundo pede:
-Equilíbrio! Equilíbrio! Equilibrio!
☆Haredita Angel
Salve os quatro cantos do mundo...
Salve o círculo mágico da vida...
Saúde, felicidade, paz, luz e muita sorte.
Para todos os aniversariantes de hoje.
☆Haredita Angel
Ninguém substitui o que é verdadeiro,
O coração sabe bem o que quer,
Se o mundo acabar, eu te amo primeiro,
Enquanto o meu peito pulsar e couber...
NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por: Marco Arawak
A Terra não é cenário.
É o chão de tudo o que acontece.
Antes de qualquer pensamento,
há algo que sustenta.
Antes de qualquer palavra,
há aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começa em mim.
Meu corpo é feito de coisas antigas:
água que já foi nuvem,
pó que já foi estrela,
calor que atravessou outras formas.
Sou um encontro breve
de elementos que existiam antes do meu nome.
Não sou origem.
Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha.
Ela simplesmente existe.
E enquanto suas condições permanecem,
eu também permaneço.
O chão não me sustenta por cuidado.
Ele sustenta porque é chão.
Se falha, eu caio.
Sem intenção.
Sem julgamento.
A água não me protege.
Ela corre.
Se está limpa, me nutre.
Se está ferida, atravessa meu corpo ferido.
O ar não se oferece.
Ele está.
E quando falta,
não há filosofia:
há silêncio.
Nada na natureza me explica o sentido da vida.
Mas tudo nela a torna possível.
Não vivo em um mundo que me reflete.
Vivo em um mundo que me antecede
e continuará depois de mim.
Minha história não é centro.
É passagem.
Sou um instante dentro de algo maior,
um acontecimento breve
num ritmo que não pede significado.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração é um acordo invisível
com o que me cerca.
Cada passo é uma confiança no chão.
Cada dia é um empréstimo de equilíbrio.
Nada em mim é garantido.
A Terra não é boa nem má.
Ela não cuida,
não pune.
Ela simplesmente segue.
Mas eu sinto.
Eu temo.
Eu escolho.
E é nesse ponto que algo muda.
A vida não é protegida.
Ela acontece enquanto pode.
Mas dentro dessa fragilidade,
nós nos movemos,
amamos,
construímos,
lembramos.
Sou forma por um tempo.
E toda forma, um dia, se desfaz.
Nada desaparece de verdade —
apenas muda de lugar, de estado, de nome.
Quando algo termina,
outra coisa começa.
O planeta não perde.
Ele se transforma.
Eu, sim, posso desaparecer.
Por isso, existir não é um direito natural.
É uma condição frágil.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
Mas o modo como vivo dentro dele
não é neutro.
Tudo o que faço
— usar, gastar, descartar, modificar —
retorna de algum modo.
Nada realmente vai embora.
Tudo permanece, de outra forma.
O que jogo fora
continua existindo em algum lugar.
O que fere a Terra
volta, cedo ou tarde, ao corpo.
A natureza do planeta não pede admiração.
Mas pede limite.
Não pede discursos.
Pede cuidado.
Não quer que eu me veja nela.
Quer que eu compreenda
o peso de estar aqui.
Não sou a voz do mundo.
Sou um de seus muitos gestos.
Talvez isso seja o mais profundo:
não habito algo que me pertence.
Habito algo ao qual pertenço.
Sou feito da mesma matéria
que rios, montanhas e ventos,
mas organizado de modo frágil,
breve, reversível.
Não carrego a Terra dentro de mim.
Dependo dela em tudo.
Se ela sustenta,
eu existo.
Se ela se rompe,
não há pensamento que me salve.
Não é metáfora.
É condição.
A natureza do meu planeta
não é ideia, nem símbolo, nem consolo.
É a base silenciosa
sobre a qual a vida se arrisca.
Compreender isso
não me eleva.
Me responsabiliza.
Porque não estou aqui para dominar o mundo,
mas para não quebrar
o que me permite estar.
Não sou o sentido da Terra.
Sou apenas algo que acontece nela.
Mas enquanto aconteço,
posso escolher
não ser ruína.
E isso, talvez,
seja o que nos torna humanos.
ENTRE O ENCANTO E O DESGOSTO
Por: Marco Arawak
No mar profundo, onde o mundo parece dançar sobre as águas, há mistérios que nenhuma palavra consegue alcançar. As ondas se desfazem e retornam, como pensamentos que insistem em voltar. Há dias em que tudo parece distante, fosco, sem cor; dias em que o desgosto chega sem pedir passagem e transforma até aquilo que era familiar em paisagem estranha.
As sombras machucam não porque tenham mãos, mas porque às vezes carregamos dentro de nós aquilo que ainda não conseguimos compreender. Há olhares que pesam, silêncios que dizem mais que palavras e lembranças que permanecem mesmo quando já não queremos recebê-las.
Então uma brisa atravessa a copa das árvores.
É quase nada.
Mas basta.
O vento movimenta as folhas, leva alguns segredos e devolve outros. Talvez a vida seja assim: uma sucessão de coisas que chegam, permanecem por algum tempo e depois seguem adiante, deixando em nós marcas que nem sempre sabemos nomear.
A alma também possui suas marés.
Há momentos em que transborda e outros em que recua para lugares silenciosos. Chora sem testemunhas, questiona antigas crenças, enfrenta censuras, medos e incêndios que ninguém vê. E, no fundo dessas inquietações, o coração continua procurando um caminho.
Porque há paixões que começam como promessa e terminam como ferida.
Há sonhos que se desfazem justamente quando acreditávamos tocá-los.
Há amores que deixam de ser abrigo e passam a doer.
Mas nem toda perda é o fim de alguma coisa.
Às vezes, é o espaço necessário para que outra forma de vida encontre lugar.
O amanhecer não pergunta o que aconteceu durante a noite. Simplesmente chega. A luz toca lentamente aquilo que estava escondido e devolve contorno às coisas. O que parecia perdido ganha outra perspectiva. O que parecia definitivo revela-se apenas uma passagem.
É nesse instante que a poesia começa a fazer aquilo que a memória nem sempre consegue.
Ela transforma.
Não apaga a dor, mas muda sua linguagem.
Não nega o desgosto, mas impede que ele seja a última palavra.
O amor pode ter sido ferido e ainda assim continuar sendo amor. A confiança pode ter sido abalada e ainda assim reconstruída. O coração pode carregar cicatrizes sem precisar transformá-las em morada.
A vida segue como um caminho que não revela toda a paisagem de uma vez. Caminhamos entre certezas e dúvidas, entre encontros e despedidas, entre aquilo que desejávamos e aquilo que aprendemos a aceitar.
Às vezes caminhamos sozinhos.
Mas estar sozinho não significa estar vazio.
Há dentro de nós um lugar onde alguma coisa permanece acesa, mesmo quando tudo parece silencioso. Não é certeza. Não é promessa. É apenas a possibilidade de continuar.
Um fio.
Um movimento.
Um passo depois do outro.
No céu vasto, o azul parece infinito. O sol atravessa as sombras e lembra que nenhuma noite possui o poder de apagar definitivamente a possibilidade de um novo dia.
Até a tristeza, quando atravessada com consciência, pode perder sua força.
Ela pode continuar existindo, mas já não governa.
O desgosto deixa de ser destino e transforma-se em passagem. O que antes parecia apenas ferida pode tornar-se consciência. O que doeu pode ensinar sem precisar permanecer doendo para sempre.
É assim que sigo.
Não porque tenha deixado de sentir medo, mas porque aprendi que coragem não é caminhar sem medo. É continuar mesmo quando o caminho ainda não está completamente iluminado.
Verso após verso, reúno aquilo que a vida espalhou.
Memórias.
Desejos.
Perdas.
Afetos.
Silêncios.
E, com tudo isso, construo não um universo perfeito, mas um universo possível: aquele em que a tristeza pode existir sem destruir a alegria, em que o pranto pode dividir espaço com o sorriso e em que a dor não precisa apagar o encanto.
Talvez seja esse o segredo da poesia.
Ela não promete que a vida será leve.
Promete apenas que podemos olhar novamente para aquilo que nos feriu e encontrar outro significado.
O que ontem parecia fim pode amanhã revelar uma passagem.
O que parecia vazio pode guardar sementes.
O que parecia desgosto pode, com o tempo, ensinar novamente o gosto da vida.
E a alma, depois de atravessar suas próprias tempestades, talvez não volte a ser a mesma.
Talvez volte mais consciente.
Mais silenciosa.
Mais inteira.
Porque a primavera não nasce negando o inverno.
Ela nasce depois dele.
E quando finalmente chega, não precisa explicar por que demorou.
Apenas floresce.
Antes de agir, pense.
Antes de pensar, saia do seu mundo.
Antes de sair do seu mundo, veja o que existe ao seu redor.
Antes de ver o que existe ao seu redor, pense no motivo.
Antes de pensar no motivo, tenha Fé.
As. Vezes vivemos nossas vidas como um pássaro. Eles voam alto para o mundo e querem conhecer novos horizontes. Mas depois de tudo isso, eles acabam procurando para se estabelecer, algo diferente, fugindo do mundo, para um lugar protegido e mais alto, onde fará o seu ninho.
Seu sorriso, todas as palavras que conheço são poucas para transmitir o que ele me causa.
Meu mundo pelo seu sorriso, quero tê-lo sempre, a cada instante, e ele percebendo, se cravou nas paredes de minha memória e eu o carrego para onde quer que eu vá.
Um dia sem o seu sorriso é triste e pesado demais, necessito dele como se sempre tivesse sido meu, como se florescesse só depois de minha vinda, é como se fosse somente para mim o "seu sorriso".
Mantenha a humildade como índole, pois lembre-se que o mundo da voltas e uma mão lava a outra, e de fato não fazemos nada sozinhos.
"Nem todo mundo está preparado para receber e/ou merecer uma grande gama, alfa, beta quantidade de amor, por isto você se machucou, mas aprendeu, o quanto é complicado doar migalhas de afeto, simplesmente por possuir/mos infinitamente tanto sentimento, logo doe 'ele' para você, mesmo."
"Sempre haverá crises (tendenciosas) no mundo e bem 'planejadas', mesmo assim muitos continuarão a amar suas nações..."
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