Voce esta se Achando a Dona da Verdade
Errei.
Como errei.
Há um marco na vida de todos homem.
Um marco onde descobrimos que há decisões impossíveis de se alterar.
Quando percebemos o impacto das decisões.
Quando percebemos o que causamos.
Quando vemos lágrimas irreparáveis.
Quando sabemos que ferimos pessoas as quais já não podemos mais nos desculpar.
Quando percebemos que abandonamos alguém quando essa pessoa mais precisava de nós.
Quando falhamos.
Quando não soubemos cuidar.
No dia em que tomamos a pior decisão.
Eu passei por isso.
E feri alguém que esperava meu cuidado.
Feri alguém a quem prometi cuidar.
Como miserável homem que sou, falhei.
E nunca mais a vi.
Usar a posição, status ou função como ferramenta de justiça egoísta só mostrará o quanto distante se estar de Cristo!
03/05/2026
Não é um espaço vazio.
Não tem paredes ou limitações.
Ele expande, ele tem vida…
É semelhante às profundezas do mar.
Aquele que me deu nome,
o que me acolheu,
que deu sentido a quem sou.
Onde eu nado livremente,
como se já conhecesse cada esconderijo daquele oceano.
Eu sou a extensão.
Eu vivo ali.
Também é o meu lar…
Os meus mergulhos não me afogam.
Eles me dão consciência de quem eu sou.
E, quando retorno, é o sol que me recebe,
com a sua força e clareza.
E essa é só uma pequena parte
da beleza do pertencer.
Ana Caroline Marinato
Recentemente, ouvi um episódio do Pequeno Expediente, de Flávia Gaeta.
O episódio era “O que é ser mulher?”.
A Flávia ficou impactada pela pergunta do seu Analista e não conseguiu responder a essa pergunta tão profunda com simples palavras...
Buscou em Clarice, Mary Shelley e Elis Regina as melhores definições, tentou colocar em palavras algo tão genuíno e, no final, ficou sem uma resposta concreta.
Eu entendi o que quis dizer, Flávia.
Afinal, como algo tão espetacular pode ser definido assim?
Ser mulher não tem uma única definição.
Não abrange apenas o que os olhos podem ver ou as mãos tocar.
Ser mulher é se reconhecer em cada uma.
É uma essência, uma força que eu vejo em você e reconheço em mim,
que reconhecemos em todas as mulheres que vieram antes e em todas que perpetuarão esse legado.
Somos a união e a integração de dois sexos, mas ser mulher está além disso.
Não é posicionamento, é sabedoria ancestral, que, para muitos, é considerada uma maldição, mas, para quem consegue ver, é uma dádiva.
Não é sobre religião ou espiritualidade.
É sobre o que antecede e o que perpetua.
É um Rio Fluido que interage no tempo.
Não importa o século, pois também não é linear.
O futuro influencia o passado, e vice-versa... no legado que é construído, explicado e entregue como um presente.
Retornando à essência, ser mulher também é entrega, como mencionou.
É se expor sem medo.
Sei que a resposta não te satisfaz, eu senti em você.
E eu te acolho como parte de mim, como a grandeza e a profundidade que eu vejo em você.
Não é para ser explicado em palavras.
É para ser vivido na essência.
Mas, se você se visse com os meus olhos,
a resposta pediria licença
para saltar ao vento
e existir no mundo.
Bailando com as palavras,
que sempre escorrem dos seus dedos,
nascidas do seu interior...
02/05/2026
Eu amo o quentinho do café em minhas mãos, quando abraço o copo com os meus dedos.
Amo ver pessoas passarem, com seus sonhos, suas histórias e pensamentos.
Perceber que existem muitos mundos nesse mundo e que cada um tem o seu particular.
Quando eu era pequena, pedia pra Deus para pensar sobre o pensamento e a visão de outras pessoas.
Hoje, entendo que Deus nunca me permitiu viver isso do jeito que eu queria. Afinal, como seria dar uma espiadinha em algo tão particular?
Como uma criança pode ter esse tipo de pensamento?
Bom, até hoje não descobri…
Recentemente, decidi não questionar tantas coisas sobre mim. O nível de cobrança tem diminuído um pouco e, com isso, tenho me permitido viver…
E isso tem me feito um bem danado, porque eu tenho percebido coisas sobre mim que antes eu não sabia.
Esse momento também tem me permitido abraçar a Ana que eu já conhecia. E não só a Ana…
A Carol também, aquela que tinha pensamentos peculiares e deveras questionadores para uma criança de 8 anos.
Tem sido interessante esse processo de integração e descobertas.
Ana Caroline Marinato
Entre flores, nuvens, estrada e silêncio… eu.
Uma pequena parte do todo.
Ele sorriu pra mim.
Ele sempre sorri…
E o meu coração sempre aquece.
Como pode criar coisas tão perfeitas e magníficas,
capazes de tocar tão fundo?
Eu só tenho a agradecer
por poder contemplar o seu íntimo.
Agradecer por sempre ter a oportunidade
de caminhar na presença do sol.
Agradecer por perceber
e me encantar com cada cor
que surge nesse longo caminho.
Por cada nuvem,
em seu formato único,
que mais me lembra um pensamento.
Por um azul tão infinito
que me traz paz.
Eu vejo e sinto,
porque também faço parte disso.
Você também.
Você também tem olhos de vida…
Se permita.
Ana Caroline Marinato
Sabe o que mais me intriga?
A complexidade e a magnitude do céu.
Ele me abre um vazio no interior.
Não um vazio de ausência,
onde o vácuo é absoluto.
Mas um vasto lugar,
onde a imensidão cabe perfeitamente.
Ele me convida a perceber o infinito de possibilidades
e, ao mesmo tempo,
o quão pequena eu sou diante de tudo.
Se eu pudesse trazer para essas palavras
o mais lindo céu que já vi…
E se pudessem tocá-lo
como eu o toquei…
Observei camadas
e deixei que cada ponto de luz me atravessasse.
E hoje percebo
que uma parte dele reside em mim.
Afinal,
existem coisas impossíveis desver.
E é por isso que eu sempre me lembro:
as estrelas são possíveis
para quem tem o céu no coração.
Ana Caroline Marinato
Sabe? Hoje eu estava pensando…
Às vezes nos protegemos tanto,
que deixamos de viver algo magnífico.
Por medo.
Por tudo o que já nos aconteceu.
Por todas as construções que já iniciamos.
Por todo o amor que depositamos naquilo que é “nosso”.
E eu estou aqui,
tão exposta a tudo,
com sede do que é feito para mim.
Do que encaixa
e, ao mesmo tempo, liberta.
Vivendo todos os dias.
Descobrindo o tempo,
o que me tranquiliza,
o que me toca
e o que me encanta.
Vivendo amor em todos os detalhes.
A vida está pronta para viver.
Ana Caroline Marinato
16/05
Mulheres…
Mulheres que moldam gerações, que despertam sensações.
Que não pedem permissão para existir…
Que são o que são:
mães, artistas, esposas, poetas,
escritoras, cantoras, psicólogas, filósofas…
Mulheres.
Belas mulheres em toda a sua essência.
Mulheres presentes em toda a sua intensidade.
Como admiro essas mulheres…
Que tocam a alma, que se permitem.
Que transbordam o universo dentro de si.
Que são livres, mesmo em meio às suas limitações…
Ana Caroline Marinato
São tantas caixas reviradas,
momentos,
um passado.
Uma construção de história.
A minha história.
Que não terminou.
Eu continuo aqui.
E, mais uma vez, eu recomeço,
vestida com minha coragem,
mas cercada de medos.
Eu existo.
Tudo passa.
E eu sinto…
O segredo é sentir.
Só sentindo
que transformo.
E eu tô aqui,
vivendo sem esquecer
de tudo que foi.
Faz parte da minha construção.
Ela estava forte o suficiente
para suportar.
Eu sigo aqui,
esperando ansiosamente
por mais um capítulo
da minha história.
Só que agora é diferente.
Hoje eu escrevo em linhas.
Em algum momento, eu…
Eu conquistei esse direito.
Ninguém me negou isso.
Eu só não estava desperta
o bastante para perceber.
Eu achei que era assim.
Um dia conversei com a vida,
e ela me contou
a sua história…
E foi aí que eu percebi.
Não tinha nada que me prendia,
além do espaço que
eu mesma criei.
Um espaço seguro,
tão seguro quanto
o próprio gato de Schrödinger,
que se permitia coexistir…
Um dia o espaço colapsou,
e eu transbordei.
Transbordei feito um rio
represado em emoções.
E hoje percebo
o quão grandioso é ser rio
e poder transbordar.
Eu sou natureza viva.
Eu posso fluir.
E, quando a gente descobre isso,
o ritmo ajusta o fluxo
e a água escoa livremente
no tempo…
E, assim como o rio,
a vida segue em fluidez constante.
As circunstâncias nunca se repetem,
e hoje agradeço…
Pela inevitável transformação,
que pede silêncio para florescer.
25/05/2026
Ana Caroline Marinato
A beleza e o bom caráter
Ela é relativa
Ele é notável
Ela é demasiadamente apreciada
Ele por vezes é ignorado
Ela movimenta o comércio
Ele conquista pessoas
Ela ilude
Ele inspira
Ela satisfaz o ego
Ele valoriza os princípios
Ela tem milhões de seguidores
Ele persiste em ser seguido
Ela é efêmera
Ele se eterniza
Na vida é importante...
Ser sincero, sem ser grosseiro.
Ser respeitoso, sem ser bajulador.
Ser divertido, sem ser ridículo.
Ser tolerante, sem ser tolo.
Ser exigente, sem ser tirano.
Ser tranquilo, sem ser inerte.
Ser exemplar, sem ser arrogante.
Ser espontâneo, sem ser inconveniente.
Ser racional, sem ser nocivo.
Ser metódico, sem ser obcecado.
Ser gente, com humanidade!
O ser humano precisa...
Comer, para o corpo se manter.
Vestir, para o nu cobrir.
Se abrigar, para o refúgio conquistar.
Estudar, para o cérebro estimular.
Trabalhar, para a habilidade aprimorar.
Se entreter, para a mente não adoecer.
Socializar, para alegrias compartilhar.
Em família conviver e a cada dia um pouco da vida aprender.
25/09/25
Eu e a minha dor
Eu, intensa, ela também.
Eu, temerosa, ela, tenebrosa.
Eu, pensativa, ela, ofensiva.
Ela é invisível, mas existe, e vem potente.
Ela é traiçoeira, não avisa, apenas surge e me derruba.
Sim, é uma dor minha, uma dor que eu não escolhi.
Se você me olha e me vê aparentemente feliz, não faz ideia de quanto dói aqui por dentro.
E mesmo que você se mostre solidário, jamais entenderá o que eu sinto.
Às vezes sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida”, outras vezes sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro”.
Mas a vida segue e eu escolho ser feliz.
Nota:
Eu faço parte de 3% da população brasileira que é afetada pela fibromialgia, uma condição em que a dor é minha companhia.
No começo eu até pensava: “Tem gente que sente muita dor, pra mim é mais tranquilo.” Acontece que hoje eu passei a fazer parte daquele grupo também e isso me assusta.
É preciso viver um dia de cada vez, mas cada dia vem cheio de dor e angústia.
02/10/25
Eu, fibromiálgica!
Sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida.”
Sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro.”
Sou Fênix: "Renasço das cinzas todos os dias."
Diário de uma fibromiálgica 🖊️
Normalmente as dores começam lá pelas duas horas da madrugada. Elas começam um pouco tímidas, então ou vou me mexendo devagar na cama e até que consigo dormir um pouco mais, tentando não pensar nas pontadas que parecem vir de dentro do colchão.
Perto das cinco horas a dor fica insuportável e me obriga a levantar, porque eu já não consigo mais dormir.
Fico andando pela casa, faço alongamento e ligo a TV para assistir algo na esperança de esquecer a dor. Até que dá certo por alguns minutos.
Mas ela sempre me lembra: "Ainda estou aqui!". Isso faz com que eu ande mais pela casa e aumente os alongamentos. Sim, esses movimentos me ajudam. Acho que vou ter que me alongar por 24 horas.
Pentear o cabelo é trabalho árduo.
Vou insistindo e só assim consigo sair de casa para trabalhar, mas a dor vai comigo.
Percebo que no período da tarde me sinto um pouco melhor e consigo relaxar um pouco. E assim finalizo o meu dia, mas sempre pensando se o próximo será pior ou não.
Como sou muito persistente, não me dou por vencida. Essa dor não é mais forte que eu.
Percebi que o entretenimento me ajuda muito. Escrever, dançar, assistir a filmes e bater papo com os amigos são momentos que consigo relaxar bastante.
Eu já pensei muitas vezes: “Por que?”. E outras: “Mas não mata, poderia ser pior.” Eis a questão, ela não mata, mas maltrata todos os dias, é para sempre, é vitalícia como uma prisão perpétua. Eu, que planejei de viver até os 90, agora vou ter que viver com dor também até essa idade.
Para os que estão lendo esse texto: Não quero promover a fibromialgia, muito menos a minha dor, mas tenho necessidade de expressar o que sinto.
Penso que é algo que deve ser divulgado, especialmente porque há muita gente por aí que passa pela mesma situação que eu.
A fibromialgia mostrou sua verdadeira face pra mim há 3 meses. Eu sempre fui uma pessoa muito pensativa e reflexiva, mas tenho exercitado mais tudo isso nos momentos intensos de dor, já que é a única coisa que consigo fazer.
Acredito que todas as pessoas, de alguma forma, têm algum desafio na vida, e acho que esse será o meu maior desafio. Por outro lado, estou muito surpresa comigo, pois sinto que essa pessoa que sustenta esse corpo cansado está sendo muito forte e resiliente, o que poderia ter sido diferente.
Sou Frida, sou Fiona, sou Fênix.
Vida que segue!
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
Descobrir novas perspectivas é um sinal de resiliência e uma forma de refletir sobre a essência da vida.
Desabafo de uma poetisa
Lembro de começar a gostar de fazer redação aos 10 anos, na 5ª série (foi no Colégio CESAM, não lembro o nome do professor), e as poesias começaram aos 12 anos, sob a orientação do saudoso Prof. Waldemir Vasconcelos, na Escola Pedro Álvares Cabral.
Impressionante como criar aqueles textos me fascinava, foi quando comecei o meu "Caderno de pensamentos", coisa de adolescente da minha geração.
Andava muito de ônibus e na janela pensava, pensava, e depois escrevia, escrevia...
Aos 14 produzi um pequeno romance (nunca publicado). Depois fui ampliando meus textos até lançar meu livro de poesias em 2008 e um livro de história infantil em 2012.
De lá pra cá não parei mais, estou sempre brincando com as palavras. Escrever poesia para mim é meditação e entretenimento.
Agora sim quero falar do motivo do meu desabafo...
Quando começo a escrever uma poesia, faço vários rascunhos, procuro sinônimos e antônimos, rimas, palavras poéticas, entre tantas outras coisas que são necessárias.
Depois que o texto fica pronto, faço uma busca na Internet para analisar o material e não correr o risco de plagiar alguém.
Eu jamais, absolutamente, jamais utilizei a inteligência artificial para criar meus textos ou fazer revisão. Recuso-me a fazer isso.
Então, um belo dia eu fiz dois testes:
Levei um de meus textos para o detector de plágio e confirmei 0%, mas quando coloquei no detector de IA constou 95%.
Como assim?
Quer dizer que a IA se apropriou do meu texto? É sério? Isso desacredita as minhas produções. Absurdo!!!
Por isso deixo aqui o meu recado para quem gosta de escrever: Atenção! Precisamos tomar cuidado com as nossas produções! Nunca devemos deixar que tomem posse delas!
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