Voce esta se Achando a Dona da Verdade
Não adianta fingir que está tudo bem, Se de Ti eu recebi perdão, Mas não consigo perdoar ninguém, Guardando pedras no coração.
A outra face eu não dei, Só a minha razão escutei, Amei quem me fazia bem, Mas meus inimigos rejeitei. miriamleal
O valor de algo é revelado pelo preço que alguém está disposto a pagar por ele. E por sua alma não foi oferecido ouro, prata ou riquezas deste mundo. O preço foi o sangue de Cristo. Isso não exalta o homem, mas revela a profundidade do amor de Deus. miriamleal
Nem todos terão acesso ao que Deus está construindo em mim,
e eu aprendi que isso também faz parte do Seu agir. miriamleal
Se alguém precisa destruir pessoas para sustentar sua autoridade, não está revelando a força do Reino, mas a fraqueza do próprio coração. A autoridade de Cristo restaura; não se alimenta da ruína das ovelhas. miriamleal
Onde está o amor? Porque o amor não procura os seus interesses, não se alegra com a injustiça e tudo suporta.
(1 Coríntios 13)
Onde está Cristo quando a acusação substitui a misericórdia? Onde está o Evangelho quando a humilhação toma o lugar da restauração? Onde está o Bom Pastor quando as ovelhas são tratadas como alvo de condenação? miriamleal
A verdadeira santidade não está em parecer melhor que os outros; está em permitir que Deus revele, cure e transforme aquilo que ainda precisa ser restaurado em nós.
A Palavra de Deus não foi dada para ferir quem já está quebrado, nem para alimentar o orgulho de quem a anuncia. Ela foi dada para revelar a verdade, conduzir ao arrependimento, restaurar vidas e aproximar as pessoas de Cristo.
A Bíblia continue sendo o nosso espelho, antes de ser o nosso argumento. Porque quando Cristo está no centro, a verdade confronta, mas também restaura; corrige, mas também cura.
Não me glorio por ter sido escolhida para condenar quem ainda está longe; me glorio em Cristo, que é poderoso para salvar.
Quem tem DEUS,
nunca está só na Terra,
só está a pessoa na multidão,
mas a solidão,
é onde DEUS se manifesta!
Está deitado aqui sem o calor do seu corpo e um Martinho, queria tanto se aquecido pelas sua chamas, suas mãos por todo meu corpo, aquela pegada forte que só você sabe onde me arrepia.....
O AMANHÃ NÃO ESTÁ PRONTO
WILLIAM CONTRAPONTO
Não basta levantar cidades ao chão,
se há vidas sem portas para atravessar,
não basta prometer alguma transformação,
se o povo continua sem lugar.
Um país não começa na bandeira,
nem termina no discurso oficial,
começa quando a vida verdadeira
deixa de ser tratada como detalhe banal.
Que a escola ensine a pensar sem tutela,
que a ciência não conheça um patrão,
que o jovem possa escolher sua janela
sem depender do acaso ou da posição.
Que a casa seja mais que quatro paredes,
que a saúde não dependa da sorte,
que ninguém tenha de carregar suas redes
como quem procura sozinho o próprio norte.
Que os trilhos atravessem as distâncias,
levando gente, trabalho e direção,
que a indústria transforme nossas esperanças
em conhecimento, emprego e produção.
Que a terra produza sem ferir a floresta,
que o campo tenha futuro e dignidade,
que o progresso não cobre uma dívida desonesta
daqueles que sustentam a sociedade.
E se houver riqueza escondida no chão,
que ela não termine apenas em dinheiro:
que vire escola, pesquisa e profissão,
que deixe conhecimento no país inteiro.
Não quero uma pátria feita de unanimidade,
onde discordar seja considerado traição;
quero uma democracia com liberdade
para a pergunta, a crítica e a contestação.
Porque ouvir não significa concordar,
e vencer não significa ter sempre razão;
às vezes é preciso perder para escutar
aquilo que faltou à nossa decisão.
Que o governo saiba também se questionar,
que o poder não se confunda com verdade,
que o povo possa entrar, falar e participar
sem pedir licença à autoridade.
Se o orçamento nasce da população,
que volte à população em forma de ação;
não quero promessa vestida de eleição,
quero palavra transformada em realização.
Talvez nenhum projeto alcance a perfeição,
talvez todo caminho carregue algum erro;
mas um país que aceita a correção
já começa a vencer o próprio medo.
Não somos o futuro que alguém desenhou,
nem o passado que insiste em permanecer;
somos aquilo que ainda não se completou,
somos a pergunta que escolheu viver.
Amanhã não pertence ao poder,
nem nasce pronto na mão de alguém;
é escolha de quem decide fazer
do próprio caminho, um caminho também.
O ILUDIDO E O DOIDO
Tem gente que faz loucura
Sem pensar no que está fazendo,
Vai seguindo pela vida
Sem saber onde está indo.
Quando a coisa dá errado,
Diz: “Eu não sabia, não!”
Mas existe outro mais fino
Que conhece a situação.
O doido age sem juízo,
Sem medir consequência,
Já o iludido faz sabendo,
Mas disfarça a consciência.
Faz de conta que não sabe,
Muda logo a explicação,
E quando alguém desconfia,
Ele diz: “Foi impressão!”
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Um conhece o caminho,
Mas finge estar perdido,
O outro vai sem rumo
Porque é doido ou distraído.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Na vida de um casal
Tem história de montão:
Um percebe a falsidade,
Mas faz cara de paixão.
Sabe onde está o problema,
Conhece a situação,
Mas prefere fazer de conta
Que não viu a traição.
Tem também quem viva em casa
Fazendo jogo ensaiado:
Sabe tudo que acontece,
Mas se mostra enganado.
Quando chega a tempestade,
Vem com aquela indagação:
“Quem foi que fez isso comigo?”
Sabendo a resposta de antemão.
No trabalho é parecido,
Tem sujeito especialista:
Sabe tudo que está errado,
Mas se faz de bom artista.
Quando a culpa bate à porta,
Ele muda de posição:
“Eu não estava sabendo!”
E escapa da confusão.
Tem colega que conhece
Cada passo da jogada,
Sabe quem puxa os cordões,
Sabe quem não faz nada.
Mas prefere ficar calado,
Esperando a ocasião,
Pois quem finge ser inocente
Muitas vezes tem intenção.
Entre amigos acontece
Uma coisa interessante:
Tem quem saiba da conversa
E se faça de ignorante.
O segredo está guardado,
Mas conhece a situação;
Só revela quando percebe
Que lhe traz algum tostão.
Na política é mais forte
Esse tipo de esperteza:
Tem discurso de esperança,
Mas por trás muita esperteza.
Promete céu ao eleitor,
Fala em povo e união,
Mas depois de eleito esquece
Da palavra e do povão.
Tem político que conhece
A miséria do lugar,
Sabe a dor de quem trabalha,
Sabe o povo reclamar.
Mesmo assim faz pouco caso,
Com conversa e distração,
Pois se faz de desentendido
Para fugir da obrigação.
E o povo muitas vezes
Também entra nessa história:
Sabe quem está enganando,
Mas insiste na memória.
Vota, sofre e depois diz:
“Eu não tinha informação!”
Quando a verdade estava
Bem diante da sua mão.
O doido pode ser franco,
Pode errar sem perceber;
Já o iludido tem ciência
Do que pretende fazer.
Um tropeça no caminho,
Outro escolhe a direção,
Mas se esconde atrás da fala
Para negar sua intenção.
Por isso tenha cuidado
Com quem vive disfarçado,
Que conhece cada coisa
E aparece desinformado.
Às vezes o mais perigoso
Não é quem perde a razão,
Mas quem sabe muito bem
E finge não saber, não!
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Um conhece o caminho,
Mas finge estar perdido,
O outro vai sem rumo
Porque é doido ou distraído.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Na escola da existência
Todo mundo tem lição:
Nem todo silêncio é medo,
Nem toda fala é opinião.
Tem silêncio de quem pensa,
Tem palavra de ocasião,
E tem gente que se faz de doida
Pra esconder sua intenção.
Ser esperto é uma coisa,
Ser desonesto é outra,
Quem conhece seus próprios atos
Não deve viver na sombra.
Porque a vida dá voltas
E revela a situação:
Quem brinca de ser inocente
Pode cair na própria mão.
No final dessa peleja,
Fica a grande conclusão:
O doido pode ser doido,
Mas merece compreensão.
Já o falso desentendido,
Que calcula cada ação,
Sabe muito bem o que faz
E ainda nega a razão.
Por isso digo em meu verso,
Com respeito e sem engodo:
Não confunda quem não sabe
Com quem finge saber de tudo.
Pois há loucura sem maldade
E esperteza sem coração.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Se um erra sem perceber,
O outro erra decidido;
Um é doido por natureza,
O outro é malandro escondido.
O Iludido é pior que o Doido,
Um sabe a razão,
Outro faz sem noção.
Está na hora de os escritores reconhecerem que nada neste mundo faz sentido. Só pessoas ingênuas ou desonestas acreditam saber e entender tudo. Quanto menos inteligentes são, mais imaginam que enxergam além. E quando um artista decide assumir que não compreende o que vê — só isso já é um grande sinal de lucidez e um importante passo à frente.
Vivemos num universo tão grande, que cabe inteiro em nosso coração. Dentro de nós está a alma do mundo e a sabedoria do silêncio.
Tudo em nós funciona em harmonia com a natureza. O que há de bonito no seu dia?
Repare bem, pois essa beleza é o seu melhor retrato. D'us está no cotidiano, esperando que notemos Sua presença. Toda manhã, Ele nos mostra Seu sorriso.
As nuvens que hoje ocupam o céu da sua alma vão passar. Mas o sol, mesmo quando escondido, nunca se apaga.
Não sei a resposta para a pergunta que não foi feita. Não sei onde está o sentido que procuro, perdido entre palavras soltas. A procura é um labirinto de silêncios e ecos. Um texto precisa de mais do que letras; precisa de alma. Isto é só um teste, um rascunho do pensamento. Então estamos sós, eu e a página em branco, à espera de um significado que teima em não chegar. A única certeza é a dúvida, e o único caminho é seguir escrevendo, mesmo sem saber ao certo para onde.
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
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