Voce esta se Achando a Dona da Verdade
Antes de dormir, olhei para minha estante, peguei um livro e li esse trecho:
“O fato é que, de qualquer maneira, nunca senti de modo tão intenso que você sou eu.”
Mesmo não sendo simpatizante desse amor livre, de Beauvoir e Sartre, devo dizer que amor é amor seja ele qual for.
Mais na frente ele continua:
”[…]Meu amor, você não é ‘uma coisa em minha vida’ - nem mesmo a mais importante -, porque minha vida já não me pertence, porque(…) você é sempre eu.”
O maravilhoso é que sempre sentimos essa unidade…
…nesse nosso amor.
Amo.
~*Rebeca*~
-
Tenho o dom de formar imagens na cabeça dele e, naturalmente, o resto da história é fixada no coração.
P.s.: Ô saudade do seu dengo, meu bichin…
~*Rebeca*~
-
Ao escrever,
proponho nos versos
meus sentimentos(...).
Perdas e Sonhos
que tento recuperar
algum dia.
E nessa esperanca
que me agarro...
Não concordo com amor livre. Quem ama assim, não sabe amar. Quem ama assim, ama sofrido. Quem ama assim, quer escrever história e não sente o amor sem autocontrole invadindo, pedindo mais amor pra ser alimentado. Creio em alma liberta, na paquera aberta e na sensação de descaramento livre, mas não aceito o amor liberto. O meu amor é amarrado, esse negócio de viver solto é pra passarinho. Eu sou gente, gosto de ser de alguém. Não brinco de escrever, eu sinto tudo o que escrevo e escrevo pra te conquistar.
Amor fadado e condenado ao intenso!
Aguenta?
~*Rebeca*~
-
O ANO-NOVO
Obrigado Deus pelas nossas derrotas, pelas humilhações, pelo sofrimento, pois assim nos tornamos fortes e temos animação por um dia melhor. Que tudo que passamos nos cubra em conquista e em glória, que o próximo ano se torne o ano da vitória, o ano da conquista, o TEU ANO.
Deus meu, sou grato pelos amigos e pela minha família, sou grato pelo Senhor ser o meu Deus.
Feliz ano-novo!
Obrigado a todos!
O termo carne designa o homem na sua condição
de fraqueza e de mortalidade.
"A carne é o eixo da salvação" (Tertuliano).
Com efeito, nós cremos em Deus criador
da carne; cremos no Verbo
feito carne para redimir a carne;
cremos na ressurreição da carne,
consumação da criação e da redenção da carne.
Lá na casa do Jota Cê tem:
Rede minha jogada por lá.
Gato que gosta de esparramar.
Coração quente acostumado com o bronze de amar.
Nordestina quando ama é assim...
... amanceba o amor fogoso, só pra emprenhar a saudade com gosto.
~*Rebeca*~
-
O galo canta e ainda puxa a saudade pelo esporão. Silêncio num céu cinzento. Madrugada que raia o dia. Escuto um amor convencido, e nem sou pretensiosa. O bocejo de uma saudade escapa queixosamente. Sou o espelho da coragem na simplicidade de uma revelação. Escrevo o desenrolar de um fascínio e seus detalhes rabiscados. Boquiaberta com a esperteza de um caminho e seus quarteirões abarrotados de caprichos. É uma mastigação de lembranças violentas e impacientes. Que vontade de dar uma surra nessa insônia.
São três horas da manhã... vou usar minhas reticências...
... atende esse telefone...
...é sua voz que embala o transe do meu amor...
~*Rebeca*~
-
Momentos a dois englobam tanta coisa, até mesmo o perdão, quando fica triste pensando que vai dormir no chão. Não seria romântico deixar a remissão arrastada no terreno de uma culpa. Aprendi a romantizar a gaveta do transtorno e deixo qualquer bipolaridade dentro do criado mudo. Sabe realmente o que me tira do sério? É compartilhar minha vida da maneira mais arreganhada com quem amo. A escola do perdão é o amor em movimento e o nosso não deixa de girar. O coração não suporta o coletivo de todas as surpresas no agrupamento dos dias. Conviver com os nossos momentos é dar espaço para os algarismos de uma vida íntima, pesadamente bem amada. Sinto os detalhes que carrego, parecem um tanque de gasolina aceso. É explosão, BUM! Queima amor e não pesa o medo. Sabemos admitir nossas falhas fantasiosas e damos espaço para a verdade sacudida e bem disposta. Quantos momentos a dois temos a cada segundo. Mesmo distantes pela geografia, dormimos agarrados todos os dias. Um amor que caminha junto mesmo quando a estrada é mal asfaltada.
Acabei de fechar os olhos e sabe qual foi a imagem que veio à mente?
Aquela dos beijos vagabundos no estalado da memória.
~*Rebeca*~
-
De besta, Gato, o senhor não tem nada. Nem mesmo o andar de malandro, muito menos quando sua lábia se torna lâmina. Palavras quando querem cortar, elas cortam e profundamente. Dizem que Gatos fazem as merdas e enterram. Você, bichano, nunca defecou tumulto de uma situação. Essa parte é minha, essa parte fedida quando quero dizer minhas verdades é sempre de uma nervosinha apaixonada. Xiringo bom ar no ambiente e deixo o que ficou pra trás, bem atrás, lá no fundo. Nenhuma mancada fica irreparável, nem combina com nosso jeito de levar esse amor. Xingamos o mundo e suas giradas, mas nunca ficamos afastados dos nossos abismos, que mesmo profundos pulamos juntos e de olhos esbugalhados. Você é o amor selvagem, que quando instigado fica fabuloso. Você é a pregação do estimulado que quando despertado, sabe dobrar os joelhos por mim. Reclamamos do que é cheio, porque nunca soubemos o significado do vazio. Não depois que anunciamos o novo, o inédito, acontecendo bem no meio da nossa venta. O cheiro sempre foi de rosas. A dor sempre foi do espinho e nunca despetalamos nada, nenhuma pétala, elas não caem... não as nossas. Crueldade extrema sabe o que é? Crueldade extrema é ler um texto que fala que te deixei no frio, sozinho e no escuro. Você nunca sentiu nem mesmo o dedo mindinho friorento, porque o calor do meu amor é verão. O tempo do que sinto não fica sozinho, porque esse amor virou atração no meio de uma multidão. O escuro é provocado seriamente pela lamparina de um casamento que nunca faltou querosene. O que quero dizer, Jota Cê, é que o nosso estragado é aproveitado. Nossos momentos inférteis são gerados com intimidade. Que o meu amor por você é do melhor, tem sangue do bom, é pra sempre.
O nosso lema nunca foi: ORDEM E PROGRESSO...
... porque o nosso grito sempre foi de guerra.
Trocamos nossa bandeira por essa:
DESORDEM, AMOR E PERDÃO!
[Perdoa de coração?]
~*Rebeca*~
-
Que vê o teu olhar?
Nesta noite gelada de céu estrelado
pergunto-me ao caminhar pelas ruas desta cidade,
com que cores tinges o manto
que cobre a nudez do amor
e geme as dores da esperança?
Que olhar lanças de mão cheia
aos que te pedem a tua?
Seiva que alimenta
a caducidade aparente da natureza que adormece,
que vigor sente este granito
das águas fugazes que correm para ocidente?
A oriente nasces,
Sol que rompes o silêncio da dúvida
e me ergues do teu colo onde me abandono.
O amor é tecido
de silêncios confiados...
O amor é confiado
na palma da mão aberta...
O amor é mão aberta
em ti pleno de graça...
O amor é graça
nos pés do mensageiro...
O amor é mensagem
do encontro comungado.
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