Voce esta Guardada em meu Coracao

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Ainda tenho quem desperte o meu melhor lado. Aquele que não quer sair de dentro de um abraço e me faz fechar os olhos querendo eternizar o momento, mesmo que só dentro de mim. Nessa horas é que os olhos me entregam, mas a alma já aprendeu a recuar. Porque às vezes é preciso saber engolir a lágrima. Às vezes é preciso saber engolir o próprio coração, que teima ainda em existir.

Tenho
Medo de ficar só!

Mais o meu
Medo maior é de ficar por ficar!

Pois os sentimentos
Tem que morar onde tudo começa!

Todos os dias me vejo diante do espelho e o meu reflexo com o tempo retrata aquele que um dia fui, sou e ainda vou ser....Eu mesmo!

Encerro o meu dia agradecendo a Deus pelos livramentos e por tudo que vivi. Que a noite seja um descanso para a nova etapa que será iniciada com o despertar do novo dia. Que seja de paz, descanso físico, mental e esperanças se renovando em nossos corações.
Boa Noite!

Por isso, meu eterno e indefinível anônimo, sinto-me feliz em integrar a pobre gotinha do meu pequenino eu humano no mar imenso do teu grande tu divino.

Senhor, tens o total controle de meu corpo, pois soube antes habilmente conquistar minha alma.

⁠Dangerous, meu cavalo lindo, tolo demais para correr. Não aceitava nem rédeas nem chicote. Deveria ter sido um cavalo de guerra. Ele se cansou do pasto. Não conseguiu suportar a paz, o sossego e desistiu da vida... Agora está livre... Na escuridão.

⁠Hoje se alguém me perguntasse qual seria meu maior sonho.
Eu sem dúvida nenhuma responderia você.

Eu Te agradeço, meu Deus, por tudo o que o Senhor fez por mim hoje. Por Suas bênçãos e livramento de todos os males que poderiam me acontecer.

Bom Dia!

Todos os dias quando acordo eu ofereço a Deus meu sorriso e a minha gratidão. Essa é minha primeira oração.

Vejo fulana reclamando de ciclano porque ciclano a machucou. Não sei se é meu espírito narcisista falando mais alto, mas penso que ninguém machuca ninguém. Quem machuca é você mesmo. O outro nunca teria o controle absoluto de te ferir se você não deixasse isso acontecer, a gente é que se permite machucar. Por isso não culpo ninguém que já me fez algo ruim, tenho em mente que eu mesma que fiz algo de ruim pra mim colocando essa pessoa na minha vida. E que sirva de lição. Da próxima eu aprendo. Não me levem a mal, porque às vezes até vale a pena se machucar por certas pessoas. Mas o que eu levo pra mim é que cada um tem que responder por si mesmo na vida. Todas as minhas dores e problemas são pessoais e intransferíveis. Carregar mágoas e apontar culpados é correr em círculos.

O som da tua voz é música para os meus ouvidos, dança para o meu corpo...tua voz é som de violino aos olhos meus.

" A sombra, cor do meu corpo,
Segue o teu corpo na rua:
Longe ou perto, como a sombra ,
A minha alma segue a tua."

Foi um acordar diferente:
o seu corpo dentro do meu,
o meu corpo que já não é meu,
o teu corpo contém o meu,
o meu corpo preso no teu,
acordado dentro do teu,
a pulsar dentro do teu,
a sentir dentro do teu,
o meu corpo que já não é meu,
que já não é nada fora do teu,
que já não respira fora do teu,
o teu corpo que acorda o meu,
o meu corpo que vive do teu,
o meu corpo que esta aprendendo a ser só teu,
o teu corpo que desejo um dia, que seja só meu,
o teu corpo dentro do meu
e o meu corpo dentro do teu,
e partiu de dentro do meu
levando o meu corpo no seu,
o meu corpo que, sem o teu,
é um corpo que adormeceu,
acordado dentro do teu,
a pulsar dentro do teu,
a sentir dentro do teu,
o teu corpo que longe não é meu
não devolveu o corpo que é meu.

Meu amor é tão ardente,
me beija com tal paixão,
que eu chego a sentir na boca
o gosto do coração.

O som da sua voz sussurrando em meu ouvido abafa o som da solidão causada por sua ausência

Kurt Staden



Parece nome de nazista... e era.


Meu pai tinha um amigo, chamado Kurt Staden.


Um alemão de quase sessenta anos, que combatera na frente Russa, na segunda grande guerra.


Esse alemão, andava apoiado em duas bengalas, tinha o rosto todo deformado e um ar austéro.


São Paulo antigamente talvez fosse um pouco mais fria do que é hoje. Por várias vezes vi o Senhor Kurt, sempre de sobre-tudo.


Pouco falava da guerra, mas quando falava reunia à sua volta muitas pessoas.


Uma destas vezes parei e resolvi escutar um pouco o que dizia.


Falou que ficou mais de um ano em uma trincheira em Leningrado; que o frio era horrível e que a carnificina era indescritível.


Os russos atacavam com muitos homens, e os alemães entrincheirados, varriam os batalhões com metralhadoras ponto 50.


Os cadáveres ficavam lá.


O cheiro da morte era insuportável.


Quem não morria pelos petardos e balas, morriam de fome, pois era impossível manter logística de abastecimento de alimentos naquele inverno tão rigoroso.


Desta forma, começaram a comer animais, ratos e por fim, o canibalismo.


Comiam parte dos cadáveres para que pudessem sobreviver.


Os russos em maior número, em determinado momento, começaram a avançar; no rolo compressor chegaram até Berlim.


Tanto era o ódio, que no avanço russo, inúmeras alemãs foram estupradas e mortas.


O Senhor Kurt foi salvo pela Cruz Vermelha, semi morto.


Era apenas um soldado seguindo ordens.


Perdeu uma perna pelo frio intenso e outra quase totalmente destroçada por estilhaços de bomba.


O Senhor Kurt tinha um olhar triste e sempre fitava o infinito, como se estivesse procurando algo que tivesse desaparecido da sua vida.


O Senhor Kurt faleceu no final dos anos 60, aproximadamente há 25 anos após ao término da guerra, sozinho e longe da velha Alemanha.

O meu melhor; guardo
para quem merece.

Simula um toque, que desabroche
Esse teu casto mastigado pelo meu
Se quer tamanho vou despir a alma
E afogar a calma salivando um beijo teu
Siga a seta e diga que sou seu

Utopia

Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajeitava
Lá no alpendre a conversar

Meus pais não tinham
Nem escola, nem dinheiro
Todo dia, o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar

Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
Tudo aos poucos se ajeitava

O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar ao sol poente

Passou o tempo
Hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quanto muitos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém

E há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chamam a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.