Voce Acendeu a Luz da minha Vida
Aqui onde se espera...
Sempre um lenço de despedida...
Em alma que flutua...
Na luz órfã do dia...
São certos os abismos...
Escondendo os perigos...
Da mentira que roda e enlaça...
Sufocando toda graça...
Do falso amor sentido...
Descobre-se impaciente os recados...
Sentado à mesa dum café passado...
Pega-se pensando e quando socorreste o miserável...
Percebesse estar só e só ter criado embaraços...
Talvez não suspeites...
Que na verdade nenhum lugar ocupastes...
Apenas distraites...
Com o que não te pertences...
Na escuridão que procura e adormece...
Rolando o leito que se aquece...
Nenhum conhecido que tivesse...
O amor que o pegue criado...
Terra assombrada que lhe é devida...
Cuja vida é água a correr...
Para a fronteira fechada...
Enganando-se a sofrer...
Aproveitar o tempo...
Tirar da alma os bocados...
Antes só...
Que mal acompanhado...
Sandro Paschoal Nogueira
Quando a noite se despede da luz e as estrelas bordam o céu com sua tímida claridade, a saudade emerge como uma brisa suave, sussurrando o seu nome ao vento. É nesse silêncio profundo que o seu rosto se desenha na minha memória, cada traço tão vivo, cada detalhe tão nítido, que quase posso sentir o calor do seu olhar e o toque delicado da sua presença. A lembrança se torna meu refúgio, um lugar onde o tempo se curva e a distância se dissolve, trazendo você para perto de mim.
Na solidão desse instante, uma lágrima tímida escapa, carregando consigo o peso de um amor que as palavras jamais poderão conter. Ela desliza lentamente, traçando caminhos invisíveis em minha pele, como se fosse uma prece silenciosa, uma oferenda à mulher que domina meus pensamentos e faz o meu coração pulsar com intensidade.
E assim, no santuário erguido por essa lágrima, encontro um abrigo onde você reina absoluta. Ali, entre as sombras da noite e a luz da lembrança, você permanece viva, imortalizada no espaço sagrado que o amor construiu em mim. Cada batida do meu coração é sua, e cada pensamento meu é guiado pela sua doce existência.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
Era uma noite serena, banhada pela luz suave da lua que escorria pelas janelas, envolvendo a sala em um abraço prateado. Ele estava sentado à mesa, seus olhos fixos no papel à sua frente, mas sua mente vagava para longe, onde seus pensamentos sempre a encontravam.
Ela era sua musa, a centelha de inspiração que fazia sua alma dançar em um turbilhão de palavras. "Você sabe que é a minha musa, né?" ele disse, quebrando o silêncio com a suavidade de uma brisa de verão. Em seus olhos, havia um brilho inconfundível, uma admiração que não se podia medir em palavras, mas que ele sempre tentava capturar.
Ela sorriu, um sorriso que continha o universo em toda a sua complexidade e simplicidade. "Em muitos deles, me vejo e nos vejo," ela respondeu, sua voz um suave eco de compreensão. "E vejo uma mistura também, de todas ou de muitas."
Ele não podia deixar de admirar sua percepção. Ela sempre parecia saber, sempre parecia entender. "Você tem o dom das palavras," ela continuou, o que ele recebeu como uma gentil bênção.
Mas ela sabia, sabia que não eram apenas as palavras dele que faziam a magia acontecer. "Contudo, os melhores e mais profundos e mais perfeitos vêm de mim, do que sentimos. Ao menos para isso serviu, te aperfeiçoou em seu dom." Sua declaração era uma dança sutil entre reconhecimento e partilha, um lembrete de que suas almas estavam entrelaçadas em cada frase que ele escrevia.
Ele suspirou, o peso de suas dúvidas transparecendo em seus olhos. "Será que o nosso destino é ficarmos juntos?" As palavras saíram de sua boca como um pedido tímido de resposta, uma esperança guardada cuidadosamente.
"Não sei," ela respondeu, um suspiro suave que se misturou ao ar. "Você já disse que não." Havia um toque de tristeza em sua voz, como uma melodia inacabada que ressoava no coração dele.
Ele hesitou, preso entre a razão e a emoção. "Mas, o que você sente?" Ele precisava saber, precisava entender aquele enigma que ela era.
"Medo," ela respondeu, suas palavras pairando como uma neblina entre eles. "Não sei se te vejo com alguém... Você casou com a solidão."
Aquela declaração era uma verdade que ele não podia negar. A solidão era sua companheira constante, uma presença silenciosa em cada canto de sua vida. "Solitude," ele corrigiu, uma tentativa de suavizar a dor que ela via. Para ele, a solidão era uma escolha, um refúgio onde ele podia se perder em seus pensamentos sem as distrações do mundo exterior.
Mas, por mais que ele tentasse se convencer, a verdade era clara. Ela era o que faltava, o elemento que tornava sua vida completa. E enquanto eles navegavam nesse mar de palavras, suas almas continuavam a dançar, sempre unidas, mesmo quando a dúvida e o medo ameaçavam separá-los.
E ali, sob a luz da lua, com o murmúrio das estrelas como testemunha, eles permaneceram, dois corações entrelaçados em um diálogo eterno de amor e incerteza, buscando respostas nas profundezas de suas almas, enquanto o tempo passava suavemente ao seu redor.
#Em #ruas...
Vielas...
Ela está...
Sob a luz da lua...
Ou de postes bruxeleantes...
Cantos em penumbra...
Jovens mancebos...
Alguns senhores garbosos...
Andarilhos da noite...
Ficantes...
A pele não tem mais viço...
Noites mal dormidas...
Bebidas...
Drogas...
Tudo consumiu...
Vulgaridade sua amiga...
Nessas horas vazias...
O perigo é certo...
Seu tempo que é incerto...
Ri de sua infelicidade...
Justifica sua iniquidade...
Das escolhas erradas...
De sua mocidade...
A ânsia de viver ainda é grande...
Mais madrugada não garante...
Sofre...
Não se dá por vencida...
Enquanto haver um sopro de vida...
Quando aurora anuncia...
O início de mais um dia...
Tal qual Nosferatu...
Volta para sua tumba...
Que antes vazia...
Agora preenchida...
Pela triste criatura...
Das madrugadas perdidas...
Sandro Paschoal Nogueira
O dia seguinte ao do amor
Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
Sem a escuridão como saberíamos a importância da luz? Não temas seus pensamentos negativos, são parte de você, de cada ser vivo, com esses pensamentos desenvolverá seu lado positivo, sua luz.
“ Observo o fluxo, procuro a vibração da energia.
Um pórtico audaz, anestesia fragmentos de luz,
antecipando eventos, intensos e calorosos,
alinhados à verdade de uma primavera que seduz.”
Mesmo atravessando os dias,
essa luz não diminuiria.
Ainda que o sol se escondesse,
sua essência me importaria.
A leitura de sua alma,
abraça minha intenção.
O tempo não causa medo,
quando eu entendo seu coração.
Desde primeiro dia que te conheci, vi sua luz irradiando, nunca perca está alegria, e este sorriso estatelar que tem., com o tempo fui te amando, te amando mais e mais. Você cada dia se torna a pessoa mais bela e iluminada, tenho muito orgulho de ver seu progresso. Fico feliz por poder ser coadjuvante deste amadurecimento, te amo demais pessoa linda...
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Em tempos de luz, é necessário cultivares amizades, para quando a escuridão apossar- se do sol e do clarão da lua, tu não ficares sozinho.
121022
EDUCAÇÃO
O profissional da educação funciona como um ponto de luz em meio a escuridão, o alimento para quem tem fome, a água para quem tem sede. Mas se refletires minuciosamente, não haveriam professores, gestores e muito menos as escolas, se não houvessem os estudantes. Saibam que são o motivo de existir aqueles que lhes ensinam, que vocês são tudo de bom que neste mundo existe. Expressando filosoficamente, o corpo discente de uma escola, simplesmente é a razão da existência de qualquer mestre!!!
180423
Halo Solar.
Quando o Sol surge em luz em algum lugar no céu que vive,algo magnífico pode ser visto.
Dentro dos seus olhos de estrela.
Uma silhueta com cores cresce na sua luz.
Como um arco colorido e esférico,que de repente se forma em certas nuvens bem no alto.
Um arco que o rodeia,mesmo sem poder tocá-lo.
Por uma ilusão no azul do céu,esse arco parece maior que o Sol.
E na sua simplicidade de estrela,de algum jeito o Sol sabe que é assim.
Mas distante da estrela que o ilumina,se imagina adornando uma coroa solar.
Reluzente de esperança.
Com algumas cores a sua silhueta brilhante,tenta ter o Sol mais perto da sua aparência.
No céu azul retocado por uma luz e com minúsculas pedras frias,que voam sob uma estrela.
Com um arco esférico,
tendo algumas cores que atravessam essas minúsculas pedras que o colorem,através da luz de uma estrela formidável.
Um arco brilhante na luz de uma estrela.
Felicitado por uma luz amiga.
Estrela das manhãs azuis.
Que algumas vezes é presenteada com um grande arco,feito um símbolo colorido.
Algo dedicado por um céu com nuvens mais altas.
Com algumas cores que o Sol vê antes do entardecer.
Colorido e esférico arco.
Com o Sol no meio de sua bonita existência.
E que se comove com essa silhueta,que tenta por algumas nuvens ser igual a ele.
No azul celeste do céu.
Para esse arco colorido,o Sol é o seu aconchego.
O seu espelho nas vezes em que volta ao céu,querendo ser aquela estrela em algum novo dia,nem que seja apenas por uma graciosa ilusão.
Ano-Luz.
O universo é um lugar que em poucos números,seria muito difícil descrevê-lo.
Ou compreendê-lo.
Nas grandiosas distâncias que o tornam,a luz consegue fazer algo surpreendente.
Viajando em uma velocidade constante,sem se perder ou se cansar,essa poderosa partícula vai para as dimensões desse lugar cheio de alguns vazios e mistérios.
E com as suas milhares de belezas cósmicas.
Em um ano-luz ou antes disso,uma poderosa partícula,sai de um lugar para o outro,em uma velocidade ainda não vista em um outro lugar.
Veloz e lúcida.
Viajando entre uma grandiosa escuridão.
Muitas vezes é assim.
Em um segundo,uma hora,ou um dia.
Meses ou anos.
E até mais.
A luz é precisa em uma coisa.
Seguir constante.
Uma outra coisa que ela sabe e faz de uma forma essencial,é brilhar.
Até no nome é assim.
Nos seus vastos percursos,mesmo com curvas,dobras ou coisas assim,a sua velocidade não muda.
E continua o seu brilhantismo através do universo.
Atravessando ao lado do seu nome iluminado.
A luz em vastos anos,com uma inseparável tranquilidade,já viu o nascimento de milhares de estrelas.
Celebrou as gigantescas galáxias.
Separadas por distâncias incalculáveis,para alguns olhares.
Mas na sua luz,um jeito de contar pode ser entendido.
É verdade que por muitas vezes a sua velocidade em luz,já foi distraída por centenas de buracos negros no seu percurso.
É incrível como a luz e a sua velocidade,podem ser supreendidas por uma distorção que gira no universo,com uma poderosa gravidade.
Por alguns instantes em números cósmicos,a luz fica girando em um misto de distração e fascínio.
E mesmo assim veloz e confiante,precisa seguir.
Nesse milagroso universo.
Luz essa que viajando por muitos anos,já cumprimentou as Nebulosas.
Nos seus distintos tamanhos,a luz conta os seus lados.
Na sua constante existência,a luz já brilhou sobre cometas e asteroides.
Já sorriu para estrelas raras.
Bem brilhantes como ela.
Mas,não tão velozes.
Em uma velocidade que não cessa,a luz é mesmo fantástica.
Desde a criação do universo,onde teve o seu primeiro brilho.
O expandindo com uma velocidade inimaginável.
E em anos-luz ainda continua crescendo.
Desde o seu primeiro e inesquecível brilho,continua a sua iluminada jornada pelo universo.
Uma luz que não se esvai com a própria velocidade,e que tem em números uma abreviação.
Para um outro entendimento.
De qualquer lugar que a luz queira sair,irá na mesma velocidade.
Sem que precise descansar,ou perguntar.
Luz veloz,que já visitou milhares de planetas e exoplanetas.
Em um conhecido e bonito sistema planetário,a sua luz é dita por uma unidade.
Começando no Sol,até a distante Nuvem de Oort.
Aliás,antes de chegar nessa nuvem grandiosa e tênue,a sua luz começa a contar em anos.
E ela faz com uma precisão absoluta.
Com a sua velocidade.
Viajando por distâncias cósmicas,contando a cada instante inúmeros números.
Nesse universo que pode criar pequenos e grandes milagres.
Como a luz.
Que o ilumina com as galáxias e as estrelas.
Com pulsares,magnetares e estrelas de nêutrons.
E o que mais tiver luz.
Luz que percorre distâncias universais,de um jeito constante.
Em uma ilusão das galáxias distantes,o seu brilho é refletido como grandiosos espelhos.
Luz que está no passado,presente e no futuro do universo.
Com a sua velocidade,vendo os vestígios dos cosmos.
Nessa viagem constante e demorada,a sua luz continuará seguindo.
Brilhante e veloz no primeiro percurso que teve início bilhões de anos atrás,e que parece não ter fim.
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