Voce a Luz do meu Viver

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Meu voo

Prefiro voar
Na verdade...
Navegar, no meu caso, nunca foi preciso.
Prefiro voar... Faz mais o meu gênero
Gosto de voar... Voar alto, bem alto
Gosto de ter sonhos e quem tem sonhos não navega, voa.
Voo a altas distâncias e de lá de cima vejo que sou tão pequenina
No entanto, sei que posso atingir a altura certa para que eu possa
pousar ...
Não um pouso tão seguro, as vezes quebro uma asa, uma pata e
me causa uma dor atroz essas quedas mal jeitosas, mas continuo
voando ou sonhando, não vejo diferença.
Minha meta é sempre o cume, o ponto mais alto da maior montanha;
é lá que tento fazer o meu ninho, é mais seguro e sem concorrência....
Só que às vezes, como já disse erro o pouso - montanha errada, piso em falso e ai "catacumba"! Lá vou eu...
De volta ao chão, mas sei que de novo vou tentar voar ou sonhar!

Teu olhar tocou minha alma
Teu sorriso invadiu meu coração
De repente as cores ficaram vivas
De repente o sonho se desprende do medo
E tudo que eu falar vai exigir o silêncio
Porque só no silêncio absoluto
Perceberás que o infinito nos une...

Poesia bailarina

A poesia se faz menina
quando baila e rodopia,
feito bailarina,
dentro do meu coração!
E dança... Dança...
Como se não fosse noite.
Como se fosse sempre dia...
Baila _ bailarina!
És tu, a minha poesia!...

Amigo da onça – Histórias engraçadas


Numa entrevista de emprego:

- Muito bem meu rapaz!...Eu até que gostei de você, achei você bastante simpático. Vamos fazer um último teste:
- Vamos dizer que você está no pantanal e de repente aparece uma onça enorme, o que você faz? Perguntou a entrevistadora.
- Se eu tiver uma arma eu atiro nela. Disse o entrevistado.
- E se o senhor não tiver uma arma?
- Aí eu pego uma faca e vou pra cima dela. Cheio de valentia respondeu o entrevistado.
- E se você não tiver uma faca? Continuou a entrevistadora.
- Aí eu saio correndo.
- E se o senhor não puder correr?
- Tem certeza que a senhora gostou de mim?

Se apossou de mim, não pediu permissão...entrou sem convite, se alojou no meu coração, me fez refém dos teus olhos, prisioneira do teu olhar. Me ganhou em silêncio, me cantou sem falar. Como ladrão me roubou, me acorrentou...jogou as chaves fora para não sair, não me libertar...me condenou a ter você em mim para todo o sempre !

Tantas cousas já aconteceram
Brigas e carinhos
Nós tivemos tantas discussões
Mas meu amor cresceu

Abaixo minha cabeça para que, meu sorriso não incomode.
Felicidade atrai atenção desnecessária.

Minha mãe conheceu o amor e meu pai conheceu o amor e eu sou o próprio amor e fruto deles.

Quem sabe a sorte

Desprovido de ânimo
meu coração enlanguesceu

Fatigado pelo tempo
meu coração esmoreceu

Desiludido com os homens
meu coração enrijeceu

Meu coração cansou-se
de ser súdito da vontade de outrem

Sinto o seu ardor arrefecer
o seu rúbido empalidecer

Nem mesmo a poesia
pode salvá-lo da morte

Quem sabe a sorte?

“Ser” austero

Castigado pelos meus atos
o meu “Ser”, soluçante,
geme alto dentro de mim.

A altivez é uma tendência
do meu caráter impetuoso!

Agô meu pai

O soluçar do tambor
faz o gemido de um cântaro vazio
lúgubre, lamurioso e triste

Sua epiderme magoada
segrega a seiva bílis encarnada
dos golpes do açoite

Palpita forte e sensível
invocando o velhusco negro
adormecido no seu oco

Agô meu pai!

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor

Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Estou a espera de uma nova chance, de um novo acontecimento, de uma nova estrela a brilhar em meu caminho que não ofusque o meu olhar, mas ilumine a estrada do meu coração. Estou a espera desta esperança desavisada que a gente sente quando tudo desaba de repente. Sei que tudo passa, tudo é uma questão de tempo, de escolha , de decisão, tudo é uma consequência da nossa permissão.... e o que temos de bonito , mora num pra sempre , e isto é só pra quem cuida do seu próprio coração.

Todo tempo que eu vivi
Procurando meu caminho
Só cheguei à conclusão
Que não vou achar sozinho.

O Apocalipse Angelical

Brasil! Era assim que costumavam chamar meu país de origem. As ruas do que um dia veio a ser a cidade de São Paulo estavam repletas de destroços,sangue seco e sujeira; em verdadeiras ruínas desde a batalha final entre humanos e anjos enviados pelo grandioso Pai, para pôr fim à sua criação.

Poucos sobreviveram ao que ficou conhecido como “Apocalipse Angelical” e os que conseguiram manter suas vidas a salvo abandonaram aquela cidade manchada de vermelho férreo, procurando abrigo em alguns raros lugares onde a fúria angelical, por algum motivo desconhecido, não conseguia alcançar.
Mas isso não desanimou a humanidade, muito pelo contrário. Movidos por um sentimento de revolta e compaixão, eles lutavam bravamente pelo direito de permanecerem vivos. No céu, aeronaves de combates da Força Aérea Brasileira lutavam bravamente abatendo os guerreiros alados, mas a luta parecia em vão, pois, para cada alado abatido, oito surgiam em seu lugar

Com o vento veio a flor
E com ela meu Amor
Seu aroma sentimento
Valoriso todo o ardor
A felicidade era tanta,
Que transcendia a própria dor.

Enquanto o meu coração bater, haverá esperança em vencer.

Fuga

Eu tenho um mundo só meu, construído nas profundezas do meu eu, dos meus mais puros sentimentos, um lugar que ninguém além de mim é capaz de chegar. Nos dias em que tudo fica escuro é pra lá que vou, e como criança assustada me escondo do mundo sob a sombra protetora de minhas roseiras brancas.

E se não posso abraçar com meus braços, abraço com minhas palavras, com meu sentimento, com a minha alma ... e inexplicavelmente me sinto abraçada também!!!

A insaciabilidade do desejo fora a causa determinante do meu maior infortúnio.
(A luneta mágica)