Voar como um Passaro Ate seu Coracao
A saudade é como uma velha amiga, que volta e meia vem nos visitar, mas sempre deixa um gosto de "fica mais um pouco?".
A mudança que necessitamos não vai cair do céu e acontecer como em um passe de mágica, ela só irá ocorrer, quando realmente tivermos atitudes para mudar, tivermos força para suportar renúncias e quando encararmos com seriedade toda e qualquer nova priorização em nossa vida. Só será notório a mudança, quando começamos a nos dedicar realmente nas coisas que nos levam para junto de Deus, pois sem Deus dificilmente haverá mudança de verdade. Por isso, se for para mudar, se entregue de corpo e alma. Entregue tudo que suas necessidades e preocupações a Deus e ore por Ele, para Ele e com Ele e tudo mudará para melhor, você entrará em um caminho sem volta e que no final você irá ver que fez a melhor escolha.
Ontem
Eu sei que o ontem foi um sonho.
Sei que o amanhã é tão incerto...
Como parar de criar as fantasias?
O hoje? Está lindo e maravilhoso,
Ainda assim tenho medo, assusta
saber que lá fora está perigoso.
Para minha sorte... ou até destino,
tenho intensa em minha alma tola,
a fiel poesia, evitando o desatino.
FORTALEZA - 300 ANOS - Homenagem
Fortaleza completa agora, trezentos anos, e como é bom ser uma parte de sua história, as paredes do nosso tempo, atravessamos… o seu teto infinito e estrelado, assistiu o meu primeiro choro quando nasci, testemunhou dos meus primeiros passos às quedas que algumas vezes vida à fora, sofri… Depois, toda minha trajetória nesta cidade que com amor, cada filho meu recebeu, eles cresceram e bateram as suas asas, no meu canto permaneci, aplaudindo suas vitórias! E sempre percebendo o quanto Fortaleza, também cresceu.
Conheci tantos lugares! Tantas outras cidades do meu Brasil, tantos voos e paisagens que não me pertenciam, alguns dos sonhos que alimentei bem ousados, carregados de loucas fantasias, irreais, sonhos desenraizados! Nada seria em definitivo, foram pousos e estadias com um tempo mentalmente determinado… os nossos destinos, hoje sei; Totalmente predestinados.
Em alguns dos voos, na maioria fui feliz, outros voos com algum propósito, ou muitas desilusões, por este mundo à dentro, tropecei nos íngremes caminhos em busca de uma fúlgida felicidade, porque algumas certezas, só alcançamos (alcancei) com o passar dos anos, mas sempre, sempre, por onde fui, o meu amor pela minha terra, os meus pensamentos, sempre do tamanho da minha saudade na mesma dimensão de Fortaleza, a minha querida cidade!
Fortaleza de mar imenso, esplêndido! Feito a poesia viva com suas ondas jogadas pelas areias quantas vezes testemunhando as minhas loucuras, e também realizações e inesquecíveis alegrias… Fortaleza banhada de sol à iluminar o brilho nos olhares dos sonhadores, dos poetas, dos seus ilustres filhos, e dos bravos pescadores.
Fortaleza, à acalorar a vontade de vencer, de viver, e dentro de mim, nunca morreu essa profunda conexão, das coisas que construí e de alguns sonhos que eu mesma por inexperiência destruí, e assim fui construindo as minhas memórias, traçando os meus caminhos, no seu chão… e por onde eu andei, foi sempre para ti que quis voltar, e aqui quero enquanto viva ficar… e aqui morrer. Guardo de ti minha Fortaleza esplêndida, as melhores coisas que já vivi, as tuas ruas, os teus recantos, conheço e caminharia de olhos fechados, o que foi antigo e o que foi modernizado.
Aqui todo meu sentimento de gratidão e amor, quando te vejo em fotografias e te penso de longe, é sempre para você minha cidade amada, que eu quero voltar, aqui onde a lua cheia tem mais brilho, onde o mar é mais azul, e a linha do horizonte aponta lugares, eu até quero conhecer, porém sei que aqui é o meu melhor lugar, prometo à minha alma, Fortaleza, que nunca nunca irei te deixar.
Há um abismo entre conhecimento, inteligência e sabedoria, assim como entre ter as ferramentas, saber usá-las e o que se construirá com elas.
Cada um come a manga como quer. Uns com garfo e faca, outros em cubinhos e outros com a boca, com o apoio das mãos. Porque o prazer de viver também tem seu próprio jeito.
Rasgou as velhas roupas do passado como quem corta cordas invisíveis. Cada fio que caía era um sopro de liberdade, uma promessa de si mesmo que não se enrolaria mais em nostalgias fáceis. O prazer momentâneo sussurrava em cada canto — o chamado das mesas cheias, dos abraços sem compromisso, dos consolos rápidos — mas ele fechava os ouvidos.
Escolher o melhor para si é coragem que não se veste de glamour. É se colocar inteiro diante do mundo e dizer: “Não mais me contentarei com migalhas, mesmo que doces.” Há uma dor doce nisso, um aperto nos ombros e no coração, porque renunciar é um rito silencioso que só o próprio corpo entende.
Mas há também poesia no sacrifício. Cada passo para longe do que não serve é um avanço rumo à plenitude que ninguém pode roubar. É o gosto de um vinho guardado, saboreado depois de anos, ou o perfume das flores que crescem em solo inesperado, intenso, solto, sem pressa.
Ser gentil consigo mesmo não é indulgência; é firmeza. É reconhecer que você merece o melhor, ainda que seja caro, ainda que seja solitário, ainda que precise atravessar tempestades interiores. É aceitar que a reconstrução dói, que a vida não se repete nem se empresta, e que a cada manhã há um pedaço de você que renasce.
Reviver é isso: um gesto íntimo, visceral e silencioso. É dançar com suas próprias feridas, abraçar a coragem que faz do abandono do velho uma vitória e da escolha consciente, o maior dos prazeres.
Mergulhar é decidir afundar acreditando que o corpo ainda lembra como voltar. Há um segundo em que o ar falta, o peito arde, a cabeça avisa que talvez seja demais. E mesmo assim, fica-se mais um instante. Não por coragem, mas por curiosidade. Depois, o impulso antigo reaparece, o corpo sobe, o ar entra desajeitado, e respirar volta a ser um milagre banal. Toda transformação começa assim: um quase-afogamento seguido de reaprendizado.
Tenho vivido o estado estranho de não ser mais quem fui. Um auto-estranheirismo. Há dias em que me entristece não dar conta do que antes era fácil. Coisas que fazia sem pensar agora exigem pausa, cuidado, negociação interna. É como acordar numa casa que sempre foi sua e precisar de segundos para lembrar onde fica a cozinha. Isso dói, porque a memória do que fui ainda mora em mim.
Mas há também prazer: descobrir habilidades que não existiam, aprender com o espanto de quem começa do zero. Errar sem arrogância. Esse estranhamento não é ruptura, é transição. Caminho por ele com angústia e curiosidade. Nem sempre sei quem sou hoje, mas começo a desconfiar de quem posso me tornar.
Talvez amadurecer seja suportar a tristeza do que não somos mais sem apressar a alegria do que ainda não sabemos. Permanecer nesse intervalo instável, onde o desconforto ensina e a surpresa salva. Aceitar que não reconhecer a si mesmo também pode ser sinal de que a vida está funcionando.
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