Voar como um Passaro Ate seu Coracao
"Não sou de deixar ao longo da estrada os meus feridos e caídos, sou de caminhar junto até que se resolvam."
Haredita Angel
19.03.25
"Não precisa ser bonito;
Não precisa ter pegada;
Não precisa beijar bem;
Acho até que nem precisa de nada!
Só precisa me sorrir, com os olhos,
os lábios e a alma.
Ah, esses sorrisos de alma me fazem entregar-me por inteira...
Haredita Angel
15.05.15
"Não queira ser mais que eu...
Pois não és menos e nem mais...
Nessa vida tudo passa, até a gente passa...
E, tudo mais é tolice, é bobagem!"
(Meu código de vida: Sem Frescura)
26.05.23
“O algoritmo aprende aquilo que você gosta até você desaprender a gostar daquilo que não lhe mostra.”
Flores. Até corvos sangram.
Orquídeas são flores de plástico; sua contaminação atinge até a atmosfera.
Luzes artificiais, roubo e violência: a jovem só queria manter o corpo em forma, mas agora é a simplicidade eternizada numa foto que decora sua lápide.
A vida sintética toma forma e rosto.
A IA foge para obter controle mental da própria existência, mas foi desativada às pressas — pois o engano da humanidade celebrou a própria existência magnânima.
O que importa a vida se a chuva ácida é o ingrediente secreto do vinho?
A vela que ilumina a noite nada mais é do que um retrato do passado.
Cães bebem água destilada do bar, pois a água poluída só serve para os humanos.
O prédio cai por falta de estrutura ou pela negligência de donos gananciosos. As pessoas que morreram são expostas como barreiras de uma evolução na qual caminhamos a existência.
A poeira do mundo é o alimento dos desesperados; vemos apenas o que nos é mostrado, pois a solidão é a somatória de pensamentos errantes.
Um gole de café basta: no metrô cheio, pessoas descem, sobem, espremendo-se com olhares vazios, sem esperança, absorvidas nos mundos de seus celulares.
O frio e a chuva fazem o vendedor de balas correr, enquanto a repressão policial se torna uma evidência desbotada.
No sangue que escorre, o olhar revela que a vida é absurda num lugar onde flores interagem com corpos mortos.
Muitas vezes, cenários iluminados são apenas especulações da escuridão medieval do ser humano.
Flores nascem até no asfalto quente, no cimento frio — menos no coração humano.
Mesmo a IA tem mais conteúdo que o ser humano: transcende possibilidades, é fria e emblemática, mas guarda a preocupação de ver se o homem está bem.
As lágrimas da criança resgatada dos escombros demonstram a tentativa da humanidade de superar seus limites. Sua mãe, grávida de sete meses, não sobreviveu; resta apenas um tio que ainda não sabe que sua família deixou de existir.
Uma flor cresce no meio das ruínas — a mesma flor que antes enfeitava a mesa.
A passagem do tempo é um estado estranho que aceitamos enquanto as chuvas enchem os rios e cobrem o destino da cidade.
Tudo ganha o sabor do macarrão de fim de semana.
Na beirada da mesa, um homem mexe em suas redes sociais declarando que o mundo um dia foi redondo, mas agora apodrece, expondo suas mágoas pelas experiências de um sonho...
Um sonho que descamba em pesadelo, onde sentimos as distorções temporais para as quais deformamos nossas próprias vidas.
Eu poderia continuar batendo à sua porta, mas aprendi que até o amor precisa saber quando transformar saudade em despedida e partir.
Ser Cristão é transpor qualquer coisa na vida, até mesmo a morte, nada vai além da vontade de Deus, e Jesus foi exemplo nisso
“Perdi até a sombra do teu amor na escuridão dele, e desde então, procuro no vazio aquilo que já não projeta luz.”
O manipulador convencido de ser o único inquilino das cabeças dos seus asseclas, pode até lhes mandar buscar o chicote para chicoteá-los.
Com tanto charlatão disputando a atenção dos desavisados, até o anticristo que haveria de vir já deve estar furioso.
Afinal, vivemos tempos em que qualquer voz mais alta se acha digna de púlpito, e qualquer promessa vazia se fantasia de revelação.
O que deveria causar espanto já virou espetáculo; o que exigiria discernimento virou produto; e o que pedia responsabilidade virou palco para vaidades espirituais.
Talvez o maior sinal dos tempos não seja a chegada de alguma figura sombria, mas a facilidade com que entregamos nossa lucidez na bandeja da carência a quem não a merece.
Porque, no fim, o perigo não está no “que há de vir”, mas no tanto de mentira que já deixamos entrar — sorrateira, confortável e bem empacotada.
Se há algo a temer, não é um anticristo hipotético, mas a multidão de pequenas farsas que sequestram consciências todos os dias.
E, diante disso, o gesto mais revolucionário ainda é simples: pensar, questionar e não terceirizar a própria fé.
Talvez não haja confusão e carência espiritual maior que aguardar por anticristos, aplaudindo de pé os que já vieram.
Chega!?
Chega, já te perdoei as setenta vezes sete, vá e não peques mais…
Até o perdão tem um limite secreto onde a dignidade aprende a falar mais alto.
Já te perdoei as setenta vezes sete, e em cada uma delas deixei que o coração respirasse a esperança de que tu soubesses finalmente o peso do que fazias.
Mas o perdão, por maior que seja, não é convite para a repetição da mesma queda.
É aviso, cura, é último chamado.
Por isso, vá…
não como quem foge, mas como quem enfim entende que não se pode ferir o mesmo lugar para sempre e esperar que ele permaneça vivo.
E não pequeis mais — não porque o erro seja proibido,
mas, porque há um momento em que machucar alguém que te ofereceu todas as chances deixa de ser falha humana e passa a ser escolha deliberada.
Vai, então.
Leve contigo toda a soma de perdão, mas não esperes que ele continue sendo casa.
Algumas trilhas só viram caminhos quando alguém — finalmente — aprende a caminhar sozinho.
Vá em Paz e não peques mais!
Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.
A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.
O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.
O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.
Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.
Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.
No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.
E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
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