Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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​Arrebol de Bronze
​O ar ao seu redor parece queimar devagar,
Um calor denso que desacelera o tempo.
Sua pele chama o toque sem precisar falar,
E cada curva sua é um convite ao perigo.
​Há um fogo quieto que nasce no olhar,
Desce pelo pescoço, incendeia o peito.
Você sabe o poder que tem ao caminhar,
Dominando a noite de um jeito perfeito.
​Sinta a respiração pesada, a pele que arde,
A vontade urgente de se entregar ao momento.
Quando a noite esquentar e já for muito tarde,
Você vai ouvir meu sinal no seu pensamento.
​Graves impulsos que a pele deseja,
Intenso desejo que a noite consome,
Nos olhos a chama que a mente corteja,
Húmido toque que chama meu nome.
Os nossos segredos que o fogo mantém.
​Feche os olhos agora, sinta o arrepio arder...
Pois no ritmo quente de cada suspiro seu,
Sempre haverá uma lembrança do meu ser.

⁠Um bom bêbado, nunca vê o fundo do seu copo.

No cristianismo o machismo começa quando deus é pai e o seu filho é também um homem! Numa religião onde o divino é homem, o resto é inferior e submisso.

A imoralidade atinge seu ápice no exato momento em que um fanático, em sua arrogância cega, decide que os delírios de homens mortos em papéis velhos são a voz de um deus.

Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".

Não queira alimentar um leão a fim de domesticá-lo, pois seu instinto natural é devorá-lo.

Sentir rica através do seu abraço


"Para mim, o sentir rica é um estado de espírito que se traduz no silêncio do teu abraço. É levantar de manhã, olhar para o lado e sentir que o meu coração está em paz porque tem você. Olhar para a nossa trajetória e ver as nossas conquistas me dá a certeza de que as nossas energias se pertencem. O privilégio de cuidar de ti e ser cuidada por ti é a herança mais valiosa que eu poderia receber para a minha jornada."

A plataforma que pode te apagar com um clique não é sua casa, é seu aluguel. Construa onde ninguém pode te despejar.

Ser banido de um império não é derrota: é a permissão para fundar o seu. A fronteira começa onde o mapa deles termina.

A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.

IMPERMANÊNCIA


Não saia do seu jardim
para correr atrás de borboletas;
um dia, elas virão a ele;
Tão somente, silencie o caos da mente.
Não rogue aos deuses maldades aos inimigos;
que eles tenham seu perdão.
Tenha a dádiva da consciência limpa.
Ademais, tudo na vida passa,
até os mais fortes de espírito.
A alma, convalescendo no infortúnio,
não se despedirá e nem sentirá
o dia do adeus.


Ysrael Soler

A coisa mais importante da vida é viver e amar, respeitar cada um no seu modo de ser e pensar.

Ele vem na sombra do silêncio,
um sussurro que congela a alma.
Cada passo seu é uma promessa de dor
e um alívio que só ele pode trazer.


Seus olhos são tempestades contidas, suas mãos,
veneno e remédio ao mesmo tempo.
No toque, a vida se dobra e se curva,
como se obedecesse à lei do medo
e da entrega.


Mas há beleza na destruição
que oferece,
um equilíbrio cruel entre
ferida e cura.
Painkiller,
lenda urbana do próprio tormento,
aquele que dói para que possamos, enfim, respirar.

✨️💕"...no brilho do seu olhar...um encanto estrelar...numa linda sinfonia...brilha estrela...brilha seu olhar...uma luz...um brilho...pura magia...linda sinfonia...música estrelar...tocando o coração...iluminando seu olhar...estrela na terra...brilho no luar...estrela...magia...a luz do seu olhar...minha estrela...luz do meu viver...estrela do meu ser...pura magia...eterna fantasia...enquanto viver...brilha...ilumina...meu...nosso ser...brilha...brilha...ilumina...nosso ser...viver."💕✨️

"Felicidade é estar apaixonada, andar de mãos dadas com o amado, e cochichar em seu ouvido um Eu Te Amo!"
Haredita Angel
20.03.25

"Não dá prá ser feliz de qualquer jeito.
Cada um tem o seu jeito."

☆ Haredita Angel

Cada escolha que você faz hoje é um tijolo no caminho do seu futuro.

Bom dia, meu amor.


Que seu dia seja leve e cheio de paz.
Quando damos um pouco mais de tempo ao coração, enxergamos caminhos que antes não víamos.
Desejo que hoje lhe traga serenidade e boas inspirações.


Um beijo.

Resposta

Queria um cafuné e amor seu, só pediria isso e mais nada. O toque suave dos seus dedos em meu cabelo, como se cada fio fosse uma corda de violão, ressoando uma melodia de paz e aconchego. Ah, se eu pudesse ter pedido apenas isso, teria sido o suficiente para iluminar meus dias sombrios.

Deveria ter visto mais o sol se pôr. Deveria ter aproveitado mais aqueles momentos simples, onde o céu se tingia de cores que só o amor sabe pintar. Será que eu sei que você era mesmo tudo aquilo que me faltava? Hoje, nas entrelinhas do crepúsculo, vejo que sim, você era a peça que completava o meu quebra-cabeça de sonhos.

Hoje eu leio as poesias que eu fiz pra nós, cada verso carregado de uma esperança que parecia infinita. Não sei por que razão tudo mudou assim. Ficaram as canções e você não ficou. E nas melodias que ainda ecoam, sinto a ausência do seu ritmo, da sua voz.

Ainda lembro o que eu estava lendo, tentando encontrar nas páginas a resposta para o vazio que você deixou. Só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz. E ainda espero resposta, como quem aguarda o desabrochar de uma flor em pleno inverno.

Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro. Não por vingança, mas por justiça ao coração que te amou sem medidas. Que coincidência é o amor, cruzando nossos caminhos em momentos tão precisos e, ao mesmo tempo, tão incertos.

A nossa música nunca mais tocou, e cada nota ausente é um lembrete do que perdemos. Pra que usar de tanta educação, pra destilar terceiras intenções, desperdiçando o meu mel? O amor verdadeiro não precisa de subterfúgios, de máscaras ou disfarces.

Devagarinho, flor em flor, você foi beijando novas primaveras, enquanto eu permaneci no outono do adeus. Entre os meus inimigos, beija-flor, encontrei a solidão como companhia constante, lembrando-me que o amor, de dentro pra fora, ainda é o que mais me define.

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.