Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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(...) Ainda te sinto grudado em mim.
Seu aroma está em minha pele
seu sorriso ainda faz barulho em
minha mente, sinto você sussurrar
em meu ouvido, chego a arrepiar
só de pensar em você. Te esquecer
seria um crime, te amo no silêncio do
meu coração, e isso me queima a alma.
Me sufoca, me agride, até quando vou
conseguir te afastar de mim.

Seu toque cura minha alma ferida.
Seu abraço me faz mais forte.
Sua vós me acalma, seu sorriso
me alegra. sou feliz pelo simples
fato de te ver sorrindo.

Felicidades...
Que a graça de Deus te alcance não somente hoje pelo seu dia, mas a cada dia em que Deus te conceder esta benção de continuar vivendo e realizando sonhos. Feliz aniversário!

"Eu nasci apartir do momento que Ele(Jesus) morreu por mim. Porisso comemoro Seu nascimento em mim dia após dia." Feliz Natal🎇

—By Coelhinha

⁠Noemi não segurou Orfa.(Rute 1:14)
O pai não pode impedir seu filho pródigo de ir. (Lucas 15:3)
Paulo tampouco conseguiu impedir Demas de partir. ( 2 Timóteo 4,9)

"Lute por aquilo que Deus te deu, mais não gaste energia com algo que no momento não é para você segurar."

—By Coelhinha

⁠Amar a leitura é ter tudo ao seu alcance.
sfj,pensamento

Você deve ocupar o seu lugar no ciclo da vida, disse o Rei.
sfj,pensamentos⁠

A luz de Deus representa o conhecimento de Deus, seu ponto de vista o que ele vê.
frases cristãs 4⁠

Muitos crentes servem a Deus com suas obras nais desfaz todo o seu serviço com suas palavras.
frases cristãs 7⁠

O sentido da vida é encontrar o seu dom. O propósito da vida é compartilhá-lo.
frases cristãs vol. 4⁠

0412 "Perdeu seu emprego por causa da crise? Lamento! Mas eu não quero perder minha paciencia por causa da sua crise!"

O Consolador prometido por Jesus cumpre o seu mais alto desígnio — o de restaurar no ser humano a consciência da imortalidade e da fraternidade universal.


Porque, afinal, o mundo não se transformará por novas teorias, mas por almas evangelizadas que vivem o bem silenciosamente.
Quando o Espiritismo sai de nós, o Cristo volta a caminhar entre os homens — não nos templos de pedra, mas nos santuários da consciência, onde a caridade se faz verbo e o amor se faz lei.


Reflexão:


“Sede, pois, o Evangelho que o mundo pode ler, a lição que não se pronuncia, mas que se sente.”

“O desprezo do outro revela o estágio dele, mas a serenidade diante disso revela o seu.”

" O tempo não é inimigo da alma, mas seu escultor. "

Quem se acha nunca se encontra, está tão preocupado em achar a saída do labirinto de seu próprio ego, que quanto mais se entranha nesse seu "achar" mais se perde de si mesmo!

As faltas de inconsistências de um contra o outro nunca são medidas como falhas, ou brigas mais de um que do outro.
Pois sempre tem um iniciante da guerra e o outro que vive em plena Paz...

Ame as pessoas como a si mesmo, mas não se apaixone por elas!

#phaelandrade
#raphaelandrade

"A arte existe porque a vida não basta"
verso citado como sendo de Ferreira Gullar e nunca o foi. Ele é que o dizia, sem falar o nome do autor que sou eu. Na forma original o verso é:
"não que a poesia seja arte:
é a vida que não basta".
Jamais o autor foi Ferreira Gullar; são versos finais de meu poema "Zeugma" . Primeiramente publicado à página 13 em "ANTO- Revista Semestgral de Cultura" nº 3, primavera, 1998, Amarante, Portugal. Revista subsidiada por Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Ministério da Cultura, Câmara Municipal de Amarante. Esse n} 3 da revista "ANTO" é uma antologia de poetas brasileiros, em que Ferreira Gullar está presente e eu também.
Peço, por favor, retirar essa indicação errônea de autoria. Será que terei de ajuizar ação para defender meus direitos autorais? Várias pessoas ouviram Gullar dizer esses versos, mas ele jamais os publicou e assinou, porque não são seus.

Como agora estou por aqui, foi por ter sobrevivido às aventuras vividas no Congo.
Valeu muito como experiencia de vida, pois é vivendo que damos o real valor à vida...
Ósculos e amplexos,
Marcial

UM BRASILEIRO NA AFRICA (epílogo)
Marcial Salaverry



Nosso grande objetivo, quando decidimos embarcar nessa aventura africana, era uma tentativa de acertar nossas finanças, seriamente abaladas por algumas besteiras cometidas, e também por motivos de saúde.

Havíamos previsto ficar pelo menos 10 anos por lá, que julgávamos seria o necessário para fazer um bom “pé de meia”. Aliás, o objetivo era fazer os dois pés...

As coisas foram um pouco facilitadas quando comecei a viajar, pois os ganhos triplicavam, como também eram triplicados os riscos de vida que corria. Havíamos reduzido em dois anos a previsão de nossa estadia lá. E poderíamos, talvez, eliminar mais um ou dois anos, tão bem corria tudo.

Contudo, algo estava para acontecer. A política estava começando a se modificar, e o tratamento das autoridades para com os estrangeiros começou a mudar. Sutilmente, mas notava-se que havia algo de podre na Republica Democrática do Congo, e que não era a chikwanga...

Em fins de 1970, eles inventaram um novo documento para os estrangeiros, a famigerada “Carte Jaune”, ou seja, “Cartão Amarelo”, começando assim a fazer algumas restrições quanto a nossa permanência lá. Por causa desse documento, muita gente teve que deixar o País. Como eu estava legalmente empregado, com Contrato de Trabalho em vigor, apenas teria que apresentar um diploma que justificasse alguma especialização. Escrevi para minha família, pedindo que enviassem algum Diploma para lá. E meu sobrinho enviou-me um Diploma de Especialização em Corte e Costura, emitido pela Singer. E eu virei “Tecnicien en Couture”. Com algumas gorjetas bem distribuídas, tudo ficou arranjado. E poderíamos continuar por lá.

Foi quando comecei a viajar pelo interior do Congo. Graças a esse diploma da Singer, permaneci por lá, e pude então viver todas aquelas aventuras.

De repente, não mais que de repente, os ares começaram a ficar pesados. E outras mudanças estavam no ar.

O Presidente Joseph Desiré Mobutu, resolveu cortar todos os vínculos colonialistas, e começou a mudar o nome de todas as cidades, ruas, praças, enfim, tudo que tivesse nome estrangeiro, a começar por ele mesmo, que passou a se chamar Mobutu Sese Seko. A Republique Democratique du Congo, mudou para Zaire. Comecei a ver as coisas mal paradas.

A situação estava nesse pé, quando fui para a viagem ao Kivu, e em Goma, fiz amizade com o Cônsul Geral da França lá, e durante um jantar ele me confidenciou o que iria acontecer no Congo, perdão, no Zaire, e fiquei arrepiado com o que ouvi, pois iria mexer diretamente em nosso bolso, e eventualmente com nossa vida, pois a segurança iria passar a ser insegurança...

Torna-se necessária uma pequena explicação, pois segundo meu contrato de trabalho, meu pagamento era dividido em 75% depositados na Bélgica em francos belgas, e 25% em dinheiro local, mais que suficiente para nossas despesas, pois tinha toda a assistência da firma, no que diz respeito a despesas médicas, farmacêuticas, odontológicas, e também moradia.

Bem, segundo meu amigo Jules, a coisa a partir de 1972 iria mudar radicalmente. Até Junho de 1972, iriam ser proibidos os depósitos de salários em contas no exterior, e o salário seria pago integralmente em zaires... Vi literalmente as coisas ficarem pretas, e resolvi que estava na hora de voltar ao Brasil. Iria aproveitar que já estava com direito a férias, e simplesmente diria Adieu Congo, perdão, Zaire.

Mas havia um problema. Como viria em férias, a firma iria pagar as passagens de ida e volta, mas se eu me demitisse dizendo que não regressaria, a viagem seria por minha conta.

Foi aí que mostrei pra eles o que é o “jeitinho brasileiro”. Vendi o carro, alegando que iria comprar um novo quando voltasse, e deixei o carro encomendado na concessionária. Quase um mês antes de minha viagem, peguei todos os objetos que queria trazer, e cuja saída não era permitida, como peças de marfim e madeira entalhada, enfiei em 8 baús de zinco, chamados de “mal-en-fer” e levei ao aeroporto para despachar como “bagagem não acompanhada”. Uma razoável quantidade de zaires foi suficiente para tornar desnecessária a revista das malas pela alfândega local, e para garantir que seriam embarcadas no mesmo avião em que eu viajaria, para que chegassem comigo ao Brasil. Os funcionários da alfândega de Kinshasa ainda estão esperando que eu leve os sapatos brasileiros que prometi para meu regresso.

Passei os últimos dias, despedindo-me dos locais, e apenas os amigos mais chegados é que souberam que não voltaria.

Dei um adeusinho para Chuttes, Ma Valée, Boulengerie du Parc Hembize, piscina da OUA, e avisei aos crocodilos do Congo que seu jantar brasileiro ficaria adiado sine die...

Senti um friozinho na barriga, quando fui chamado pela alfândega, na hora do embarque. O que eles poderiam querer? Foi apenas para me lembrar que estavam esperando pelos sapatos brasileiros. E eu disse que dentro de dois meses estaria de volta...

O garboso avião da Panam nos levou a Dacar, com escalas em Monrovia, Accra e Lagos.

Com essas escalas todas, tentem visualizar a cena. Neyde, Iara, Alexandre e Marcial, cada qual com três sacolas de mão, precisando carregar tudo em cada escala, já que nada poderia ficar no avião... As crianças quase sumiam debaixo das sacolas com seus brinquedos favoritos...

Em Dacar, ficamos algumas horas esperando a conexão com o avião da Swissair que nos traria ao Brasil. Consegui acesso ao Depósito de Cargas, e constatei que meus amigos da alfândega congolesa, perdão, zairoise, haviam cumprido sua palavra. Lá estavam meus queridos baús, que seguiriam para o Brasil no mesmo avião.

Quando o avião decolou, dei uma última olhada para a África, e mentalmente mandei um adeus a todos os amigos que lá havia deixado. Senti um nozinho na garganta, e meu filho viu aquela lágrima furtiva, e chorou junto.

Havia sido uma bela aventura, foram anos em que pude reavaliar todos meus conceitos de vida.

Vi que solidariedade é o maior veiculo para se chegar à felicidade. Vi que mais do que nunca existe Alguém lá em cima que olha por nós. E como estava pertinho Dele, fechei os olhos, e agradeci por toda ajuda que me deu lá, e que não foi pouca.

E deixo por conta da imaginação de quem quiser, a emoção que senti ao sobrevoar o Rio de Janeiro, ao passar pertinho do Cristo Redentor, ao pisar em território brasileiro, e, suprema glória, tomar um guaraná gelado...

Assim foi a grande aventura da minha vida. Claro que tive que me segurar para manter minha decisão de não regressar, pois quando devolvi as passagens de retorno para a firma em Kinshasa, avisando que não voltaria, por “questões de saúde”, eles devolveram as passagens, com uma bela gratificação, e um novo contrato de trabalho em excelentes condições. Ocorre que eles não sabiam que eu sabia da grande modificação que ia acontecer. Então, fiquei com a gratificação, e tornei a devolver as passagens e o contrato avisando que minha decisão infelizmente, era irrevogável.

Pensei que seria capitulo encerrado em minha vida, pois sequer imaginava que um dia iria escrever minha história africana.

E agora, sinceramente, lamento não ter feito anotações do que vivi lá. Tive que buscar no cantinho da memória as lembranças do que lá passei.

UM BRASILEIRO NA ÁFRICA, relata com fidelidade o que vivi num país que se chamava Congo, mudou para Zaire, e voltou a ser Congo... Como eles estarão lá?

Caso este livro chegue às mãos de alguém que ainda lá esteja, ou que lá tenha vivido, e que chegou a conhecer o “Brasileiro do Hasson”, que receba o abraço que não consegui dar quando resolvi voltar de vez para o Brasil, com muita saudade, e boas lembranças das aventuras lá vividas. Ao escreve-las, algumas vezes tive que parar, para deixar que a saudade falasse através de algumas lágrimas que teimosamente acompanham boas recordações, principalmente os momentos vividos na convivencia dos amigos portugueses que sempre dedicaram uma amizade sincera a este brasileiro maluco...

Quem sabe um dia voltarei para rever locais, e talvez alguém que ainda lá esteja, e enquanto isso não acontece, procuro sempre fazer de cada dia,UM LINDO DIA, e às minhas queridas amizades, desejo o mesmo.

Na infinita graça e perfeição de existir,
diariamente recebemos como presentes de Deus,
possibilidades inúmeras de bem-viver, bem-servir
e avançamos, mesmo crendo estar inertes.
O pensamento a tudo influencia e um pensar sadio,
aliado a vontade criadora, lança um novo olhar
sobre o mundo em que vivemos e realiza prodígios.