Voar como um Passaro Ate seu Coracao
Se descubra... você nem imagina como é bela em sua essência.
Às vezes, as mais belas rosas se escondem entre espinhos e exalam perfumes suaves.
Às vezes, o maltrapilho esquecido oferece compaixão, mais do que um engravatado social.
Às vezes, amar é mais importante do que admirar.
Às vezes, querer demais estraga, e esperar amadurece.
Às vezes, precisamos apenas de elogios, e outras vezes de abraços demorados.
Às vezes, sou eu e outras vezes é você em meus sonhos.
Às vezes...
By Ubirajara Almeida
Doce Prisão
Me sinto como uma peneira com blocos de gelo,
tentando não deixar escapar o que sinto
para que você não perceba, porém,
isto é mais fervoroso que o sol de meio-dia.
Tento não alimentar o sentimento que me aprisiona
e, ainda assim,
não resisto ao feitiço que me envolve.
Vivo nesta doce prisão
de esperar que aconteça
aquilo cujas chances são ínfimas.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Tenho medo de virar a maçaneta
e, nessa nova vida,
você não fazer parte dela como eu gostaria.
Assusta-me que meus olhos não brilhem
como brilharam por você naquele dia.
Tenho medo que a felicidade da espera não passe
e você nunca venha.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Tenho medo que esse sentimento nunca suma
e eu me aprisione às lembranças
do que nunca aconteceu.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Tenho medo de partilhar minha vida
Com esse sentimento constante de fuga
correndo desse bicho-papão que me persegue.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Tenho medo das gérberas, pois só queria
te dar três destas flores,
no sentido mais puro de cada uma:
eu amo você.
Tenho medo que você saiba desse sentimento
e nos apartemos de vez.
Tenho medo de você virar apenas uma lembrança
daquilo que aconteceu
e do que poderia ter acontecido.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Tenho medo de nunca retornar
a ter a liberdade da qual gozava
a liberdade de não sentir isso,
de não imaginar nós,
de não desejar que fique,
de não ser você,
o meu primeiro e
o meu último pensamento do dia
Tenho medo, tenho medo, tenho medo
Tenho medo de conseguir
a liberdade que anseio,
e não saber com o que ela fazer,
de remover o pedaço de mim
que é você
e não ser mais completo
tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Você me desarma,
você faz me sentir indefeso
você, você, apenas você
Mas...
mesmo com todo esse medo,
ainda há você em cada canto do meu peito,
e, de algum modo,
não consigo — e talvez não queira — deixar de te querer.
A Garota do Balcão
Passei dois anos tentando entender como é perder alguém.
Não perder por briga ou despedida, mas perder por dentro.
Perder a fé no sentimento, perder a crença no amor, perder a certeza de que algo assim pudesse acontecer de novo.
Durante esse tempo, eu realmente acreditei que não encontraria mais ninguém.
Que algumas pessoas atravessam a nossa vida levando consigo tudo o que havia para amar.
Que depois delas, o coração aprende a funcionar… mas não a sentir.
E então, sem qualquer aviso, eu entrei numa loja de acessórios de celular.
É curioso como a vida escolhe cenários simples para grandes recomeços.
Entre películas de vidro, suportes discretos e cabos organizados não por cor, mas por tipo —
como se até ali tudo precisasse fazer sentido —
havia uma garota atrás do balcão.
E o mais estranho de tudo é que a única coisa que realmente nos separa…
é o balcão.
Não foi só o sorriso que chamou atenção.
Foi o conjunto.
O jeito contido.
As tatuagens minimalistas, quase silenciosas, marcadas como pensamentos que não precisam ser explicados.
Detalhes pequenos, mas cheios de intenção — como quem diz muito sem dizer nada.
E então tem o olhar.
Um olhar tão misterioso que desconcerta.
Daqueles que, se sustentado por mais de três segundos,
faz a gente desviar não por timidez,
mas por sentir demais.
Ali eu entendi uma coisa importante:
o amor não avisa quando volta.
Ele reaparece… diferente.
Não veio com urgência, nem com exagero.
Veio como curiosidade.
Como vontade de permanecer um pouco mais.
Como aquela sensação estranha de querer voltar ao mesmo lugar sem precisar de motivo.
A Garota do Balcão não sabe,
mas ela desmentiu uma certeza que eu carreguei por dois anos.
Ela provou que a gente nunca perde a capacidade de se apaixonar —
a gente só esquece como é até alguém lembrar.
Hoje, confesso ao público:
já não tenho mais o que inventar para entrar naquela loja.
Já comprei o que precisava… e o que não precisava também.
Mas continuo voltando.
Talvez isso não seja uma história de amor.
Talvez seja só um capítulo breve.
Ou talvez seja o começo de algo que ainda não tem nome.
Mas uma coisa é certa:
depois de tanto tempo acreditando que o sentimento tinha ficado no passado,
eu me apaixonei de novo.
De um jeito novo.
Mais calmo.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
E tudo isso começou…
E tudo isso começou com um balcão no meio.
Não como obstáculo,
mas como prova de que às vezes o amor não está distante —
só separado por alguns centímetros
e pela coragem de atravessar.
Eu queria tanto ser amado como você, pra você parece tortura, para mim, é magnífico o amor. Incondicional, aquele amor que não te pede nada, que só é, só existe, só ama, independente do que você oferece ou da, isso é lindo, é o puro e verdadeiro amor.
Mesma na indiferença, mesmo na anti-atração, ele permanece ali, intacto, amor.
Amo aqueles que não sabem viver a não ser como quem declina, pois são os que passam.
Amo os grandes desprezadores, porque são os grandes reverenciadores, e flechas de anseio pela outra margem.
Amo aqueles que não buscam primeiramente atrás das estrelas uma razão para declinar e serem sacrificados: mas que se sacrificam à terra, para que um dia a terra venha a ser do super-homem.
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
Dizem “dar tempo” como se fosse remédio,
mas tempo vazio só deixa o tédio.
Não cura ferida, não cola pedaço,
só cria distância, só aumenta o espaço.
Amor não espera sentado na esquina,
precisa de gesto, de voz que ilumina.
Quem dá só o tempo,
sem se entregar,
vai ver que a vida levou sem voltar.
"As Desventuras do tempo"
Quem escolhe o tempo como aliado,
paga o preço alto, amargurado.
O tempo afasta, dilui a presença,
tira a intimidade, adia a essência.
Nada se cria, só se adia,
ficam só lembranças na agonia.
O que podia ser, se perde no ar,
quem espera demais, aprende a esperar… sem amar.
As pessoas vão,
como folhas levadas pelo vento,
algumas sem se despedir,
outras fingindo que nunca prometeram ficar.
Dói.
Dói fundo.
Mas eu aprendo que não é em todo peito
que cabe o tamanho da minha entrega.
Eu não sou quem abandona,
sou quem resiste,
quem carrega cicatrizes,
mas também flores na alma.
E se hoje me deixam, amanhã encontro quem fica, Quem entendi que presença é escolha e que amor é raiz, será por inteiro, não pela metade.
No Brasil ou fora dele,
te penso como quem respira,
sem pedir, sem saber,
só acontece.
Te penso entre o som da rua
e o eco do meu riso cansado,
num café que esfria sozinho,
num céu que insiste em ser nublado.
Te penso no idioma do vento,
que sopra teu nome nas esquinas.
E mesmo quando o mundo é imenso,
meu pensamento ainda te acha.
A espera
A espera me consome.
Dias se arrastam como séculos,
horas se estendem em eternidades.
Cada instante é um golpe silencioso,
uma cobrança que me desfaz por dentro.
Sento-me com o vazio,
e ele me encara de volta,
dizendo que ainda não é hora,
que tudo que quero
permanece além do alcance.
Mas mesmo assim resisto.
Mesmo que a espera me esmague,
há algo em mim que insiste,
uma fagulha que recusa apagar,
esperando que o tempo, enfim, me entregue
o que o coração já não aguenta mais negar.
Ela mente com cuidado,
como quem planta espinho no lado ensolarado.
Afasta quem traz calor,
por medo de sentir amor.
Carrega um abismo sem fim,
cada mentira fecha mais um jardim.
Ama em segredo, destrói no olhar,
porque se entregar é arriscar se queimar.
No peito a verdade quer soar,
mas o medo insiste em comandar.
Hoje me perguntaram
quando eu ia cobrir.
Como se verdade incomodasse
quem nunca soube sentir.
Eu respondi sem desviar:
não vou cobrir,
vai ficar onde está,
porque não fui eu quem quis fugir.
Ali vive um olhar inteiro,
antes do ruído, da versão distorcida.
Não houve perda da minha parte,
houve escolha do outro lado da vida.
Não é luto, nem falta, nem dor exposta,
é memória que se mantém de pé.
Ela escolheu me perder.
Eu escolhi não me perder de mim.
San Telmo
Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.
O que eu digo cria raiz,
mesmo quando o vento muda de lado.
Posso não chegar como prometi,
mas chego.
Porque palavra, quando nasce em mim,
não aprende a desistir.
Não desista daquilo que faz você feliz, meu amor, só porque nem tudo está correndo como você previa.
Tenha força para continuar, e se não tiver eu também estarei aqui para lhe dar um pouco da minha. Você é a pessoa que mais amo nesse mundo e eu vou sempre lutar pela sua felicidade.
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