Viva a Vida como se Fosse a Ultima
"Aborto", certo ou errado?
Bom, como já disse anteriormente, toda ação ruim é aquela que prejudica a existência de outro ser.
Então, o aborto é certo ou errado?
Até onde sabemos, o feto nada mais é que informações genéticas semicompiladas até a formação do cérebro. Portanto, não é errado.
Sabe como um psicopata vê o mundo?!
Ele vê o mundo como uma simulação, como um jogo. E como num jogo, não temos empatia pela máquina, tampouco somos verdadeiros, sinceros. Somos manipuladores e sempre tentamos levar vantagem. E como estão em um jogo, por que ter empatia, compaixão?... Por que ser sincero e verdadeiro?! O jogo só se torna único quando acreditamos nele; talvez seja por isso que por vezes fingem a realidade, ser quem não são; matam.
Se você for paranoico suficiente, verá que sempre há a possibilidade de estar sendo manipulado; que nunca há como saber quem está lhe manipulando.
Espero que este texto faça vocês entenderem mais como um psicopata vê o mundo. Sabe, às vezes penso que esse é o segredo, não ligar para nada, se adaptar ao meio e tirar vantagem do que se pode enquanto há tempo.
A busca pelo conhecimento tem como consequência a ignorância, mesmo que isso seja paradoxal. Quando escolhemos conhecer uma coisa, deixamos de lado, naquele momento, a possibilidade de conhecer outra coisa.
No final, temos a constatação da nossa limitação. Somos, infelizmente, fadados a ser ignorantes.
O tempo é como um rio em movimento. Tudo que existe, pertence ao rio. Tudo na superfície do rio se move com a mesma velocidade. Conforme um objeto A aumenta a sua densidade, ele afunda, mas ainda se move com o rio.
Se tivermos dois objetos, podemos criar um referencial.
Conforme o objeto A afunda, a sua velocidade diminui. Em referência ao objeto B da superfície, percebemos que a distância entre eles aumenta, conforme o objeto A afunda.
As 'faíscas' da filosofia nos vêm como guerreiras da mitologia: são aceitas dependendo da época e do lugar.
Meus pensamentos, assim como o ar que respiro, são percebidos a partir do espírito e são essenciais; não posso, no entanto, retê-los - tenho que externar.
Nem os pássaros migrando - por força da Natureza ou compulsivamente - repetem no agir, como nós, deliberadamente, tantas desgraças.
A luz do Sol, assim como a verdade, traz à tona cada detalhe que não havíamos percebido na noite do dia anterior.
O tempo não passa: somos nós que nos esvaímos por entre os dedos do instante, como areia que nunca consentiu ser castelo.
Odiamos no outro a parte de nós que, por vergonha ou fraqueza, negamos; como se, ao reconhecê-la fora de nós, nos víssemos espoliados daquilo que um dia foi nossa substância mais verdadeira.
A paz verdadeira não é a ausência de conflito, mas o repouso do espírito no meio do caos — como a flor que floresce sobre a pedra.
Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.
Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho —
e oferece cada osso como uma forma de renascimento.
Há dores que não gritam: se disfarçam em gentileza, se escondem no riso. A alma, como a pele, aprende a cicatrizar por camadas — mas nunca deixa de lembrar onde foi ferida.
BOM USO DO TEMPO
É preciso aproveitar bem o tempo, pois assim como ele nos transforma, também podedeformar nossos sentimentos.
O Destino dos Lúcidos
O destino dos lúcidos é carregar o peso da verdade
como quem leva água num vaso rachado:
sabendo que, a cada passo, algo se perde,
e mesmo assim caminhando.
Ver além dos olhos é uma ferida secreta,
uma lâmina de luz que sangra devagar,
enquanto a maioria adormece embalada
pelo suave consolo da ilusão.
Os lúcidos atravessam cidades silenciosas,
templos abandonados, desertos sem nome.
Carregam nos ombros o que não pode ser dito
e nos olhos o que o mundo se recusa a ver.
Por vezes, desejam também dormir —
mas a lucidez é uma chama que não se apaga:
ela arde nos ossos,
ela queima no coração,
ela sussurra entre os passos:
“Segue…”
Pois o que vê não pode fingir que é cego,
e o que sabe não pode regressar à ignorância
sem rasgar a própria alma.
O destino dos lúcidos é ser ponte entre mundos,
eco entre silêncios,
voz entre os adormecidos
e chama acesa
nas noites sem estrelas.
A alma desce ao corpo como um viajante a um porto estranho, sem mapa nem idioma. Viver é decifrar esse enigma com os olhos fechados.
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