Viva a Vida como se Fosse a Ultima
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
Sairemos mortos, todos, deste planeta.
Como viemos a ficar nesta situação?
Um plano metafísico, uma obra de experimentação,
Um ensaio crítico sobre redenção.
O homem condenado,
Pecado que não cometeu,
Culpa de Adão,
A fruta do saber,
Medo de viver,
A falta de razão.
Tudo é delírio,
Abismo sem conforto,
Um mar em desespero,
Um cais sem pôr do sol.
Um sopro no deserto,
A praga do divino?
Um filho sem destino,
Maldito natimorto.
Epifania no Rosto de Uma Mulher
Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.
Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.
Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.
Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.
Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.
E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.
Sobre crescer e sobreviver
Se desejamos crescer, é preciso romper barreiras.
Não há como florescer na inércia.
Não se cresce abraçado ao vitimismo, nem ancorado na conformidade.
E, sobretudo, não se cresce com medo.
Medo de desagradar, de falhar, de ser mal interpretado —
o medo de não caber na expectativa alheia é uma prisão disfarçada de prudência.
Li, certa vez, que especialistas recomendam um exercício simples, mas profundo:
escrever o que se pensa.
Colocar no papel a imagem de quem queremos nos tornar.
Construir-se em tempo real, com palavras como tijolos e sangue como argamassa.
Eu fiz isso. A vida inteira.
Construi um império de sonho.
Mais de 40 livros.
Cada um deles foi uma escada plantada no escuro.
Sem eles, talvez eu fosse um anônimo completo —
um homem comum, apagado por dentro.
Mas é importante dizer: isso, por si só, não significa sucesso.
Não falo de vitórias públicas.
Falo de sobrevivência.
Escrever foi meu modo de não desaparecer.
Foi minha maneira de resistir ao apagamento interior que ameaça todos os que sentem demais.
Transformei em palavra aquilo que o mundo tentava silenciar em mim.
E isso, por mais que não me tenha dado aplausos ou riqueza, me deu algo ainda mais raro:
consistência.
A Visão de Sofia
Era ela.
Sofia…
Surgiu como uma aparição entre os sinos e os cascos.
A carruagem era dourada, mas ela… ela flutuava.
Seus olhos não pousaram sobre mim —
estavam além do mundo.
Ela voava, sim. Eu juro.
Saltou da carruagem como quem desfaz a matéria.
Não tocava o chão.
Era um anjo?
Era uma ave?
Era a Espanha inteira me chamando ao trono?
…Ou apenas o amor que nunca tive, me despindo de toda razão?
Eu gritei seu nome. Mas minha voz era vento.
Os cavalos corriam.
Os criados riam.
E ela — Sofia! — atravessava o ar como uma promessa que nunca se cumpre.
Ela me viu?
Ela sabia?
Ou fui apenas mais um vulto aos seus pés de nuvem?
…Meus pés, sim, ainda estavam na lama.
Mas a alma… a alma já era pássaro.
Se é medonho não é insignificante e se é insignificante não é medonho...então a questão é, como algo tão insignificante pode ser tão medonho??
Eu sou o Peso e a Extroversão...Sou direto e nada discreto, muito raro eu ser assim. Como veêm sou magnífico em minha presença e inevitável é atrair atenção, espanto e admiração. As vezes pareço indiferente mas só luto por aquilo que acredito valer a pena lutar. É o que me faz ter Resiliência em meu foco e ambição à aquilo que é grandioso mas ao contrário, no meu egoísmo posso ser destrutivo.
Testar planos tem como objetivo garantir a equipe de resposta a incidentes que tudo o que está escrito será seguido e muito bem entendido por aqueles que trabalharão durante o incidente (…) Giovenardi
Você tem uma responsabilidade como especialista… Você tem uma responsabilidade como profissional! Pare de ser comentarista de desastre e comece agora a trabalhar na prevenção! Giovenardi
Assim como um jogo de xadrez, durante uma crise ou emergência, saíra de forma tempestiva e consolidada, aquele que souber o que de fato está acontecendo, o que está fazendo e quais decisões está tomando. Giovenardi
Carta para Marcos
Hoje pensei muito em ti , como pode um ser de luz igual a você , tomar conta deste coração que o acolhe com tanto carinho e zelo !
É trágico e irônico como em filmes de catástrofes, a Humanidade se junta para destruir um grande meteoro (ameaça natural).
Mas o que não nos sensibilizamos,é que cada “míssil lançado é um meteoro” na realidade particular de cada comunidade atingida.(Tragédia artificial).
Na ficção nos unimos para destruir um meteoro. Na realidade nos segregamos, em uma corrida armamentista, na ambição de ter se o maior arsenal de pequenos meteoros particulares!
A Humanidade é retratada como uma espécie solidaria e civilizada em um filme de ficção, e classificada como tribal e bárbara em um filme de documentário!
A paternidade é o ensaio mais próximo possível de ser Deus, pois assim como o Criador viu o Universo desde o Big Bang se expandindo em meio a beleza da imprevisibilidade da infinitude, assim é um Pai, assistindo uma inteligência indômita ,em um movimento vivo, expansivo, adquirindo vícios e virtudes em proporções únicas, inerente a complexidade que é a metamorfose da individualidade de cada personalidade humana em maturação.
Assim como uma
criança, ao tomar uma vacina, chora por não saber a finalidade daquela e a temporalidade da dor,
assim é o indivíduo, que desconhece seu propósito social de fomentar o “bem comum”.
Ignorando ainda a insignificância do seu egocentrismo em relação a sua breve existência na proporcionalidade da continuidade do tempo…
Justiça não tem haver com bondade ou maldade, mas sim como uma ação pedagógica, com a finalidade de proteger a Dignidade como valor axiológico a ser socialmente restaurado.
Recomeçar é a arte de aprender o novo, desaprender o que não nos serve mais e nos reinventar como a melhor versão de nós mesmos.
"Palavras são como beijos: tocam a alma, deixam marcas e carregam a força do que não se pode ver, mas sentir."
Os sonhos representam um mundo de possibilidades e esperanças, são como sementes que carregamos em nosso coração e que, com o tempo e dedicação, florescem e se transformam em realizações. Assim como uma flor não pode ser apressada para desabrochar, nossos sonhos também precisam de paciência e cuidado para se tornarem frutíferos...
- Edna Andrade
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