Viva a Vida como se Fosse a Ultima
INFELIZ ANO NOVO:
Como não se indignar, ao ver crianças morrerem de desnutrição, pessoas dormirem ao relento sem uma única refeição diária, 789 milhões de analfabetose a morte batendo às nossas portas.
E saber que na contra mão, apenas oito "indivíduos" possuem mais dinheiro que o restante do planeta.
É esse o país e o mundo que queremos para as novas gerações?
Novo? Que novo?
Como novo?
Se tudo permanece como antes...
O capitalismo, é sim, modelo inconteste de metástase cancerígena.
DEUS E DIABO:
(Ao mestre Paulo Freire)
Lembre-se de mim!
Como a inóspita aridez do deserto.
Lembre-se de mim!
Nas entranhas desta inóspita aridez
A cultuar vida em harmonia
Entre o bem e o mal...
Lembre-se de mim!
Nas mangueiras,
Nos cocais.
No grito dos oprimidos
Que lembra os Caifás.
Lembre-se de mim...
Na morada atrás dos montes
No sonho dos marginais.
Ah! só deves lembrar de mim...
Quando enxergar as profundezas
De todo seu universo...
Nunca ao que me apraz.
O CASO DA CASA 921
Por virgílios, Eneidas e Beatrizes...
Assim como ímpios e divinais.
Perseguia-se o sonho recluso em meio ao purgatório dantesco.
A se instalar...
E o mau agouro rompia sob a lamina do “Infame Brilhante”
A cortar o néctar das flores.
Eis que, no paraíso da tutóia, soerguia-se o inferno.
Onde mora o terror...
O grito que ecoava da avenida entorpecida
Trazido na voz rouca de seus errantes passantes.
Encolhia-se no silencio a sucumbir os porões e seus grilhões
Ante a tempestade incessante que baldava
A primavera dos amantes.
As rosas, e os lírios que caiam sobre o carmim do asfalto.
Medravam e medravam por um breve prosperar
A flamular no horizonte, anunciando
A nova primavera a chegar.
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
ENTRE AS MOSCAS
Toda vez que o telefone toca meu coração dispara como cancioneiro errante.
Testando o cheiro hediondo da gasolina.
Antes do sorriso, da flor e do “amor”.
Existe o morro, a fome e pessoas pobres.
E o sonho de ser feliz que permeia-se no gemido calado do filho mal nascido da madona que nutre os filhos de uma realidade perenal fundada na tônica que embala o discurso formal.
Não devemos romantizar essa realidade que sangra!
Meu Brasil...
De onde veio meus destinos.
Tantas almas espichadas no curtume sob o negacionismo estrutural.
Funde minha cuca...
Essa noite eu deixei uma luz acessa todo o tempo.
E sob seus poucos lumes, me transportei a um passado presente.
A morte não é cessação da vida!
abraçar, beijar, amar, sorrir, chorar, sonhar. Por que guardar isso?
Eram poucos os fios prateados do vovô.
Seus parcos sonhos divergentes aos da criança que queria ser grande.
Mas ele nunca contou nem me deixou saber que a vida depois de crescido
Rala o peito.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior
MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.
SAUDADE
Agora penso à saudade não como aquela coisa triste, dramática.
Prefiro tê-la como uma lembrança boa que conforta.
Como dizia peninha. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio.
Essa saudade me identifica, e a quero pra vida.
Não quero mais essa saudade dramática que faz sofrer.
Prefiro nutrir a saudade boa
A lembrança dos melhores momentos.
Sendo o melhor jeito de viver melhor o presente.
Quero nessa saudade,
A lembrança das três razões de minha existência
Pulsando na minha solitude.
Liberdade que eu nem sabia lidar.
- Vejo nos teus olhos radiantes o desaguar das águas salgadas do oceano. Teus lábios trêmulos como o decolar de uma aeronave. A rebeldia dos teus cabelos sedosos. Oh! Quão linda és, razão da minha existência.
Sinto que queres me dizer algo, externe esse desejo incontrolável, diga-me, alegre-me.
- Meu amor, você é muito especial, obrigado por tudo; estou apaixonada, apaixonadíssima por outro alguém. Perdoe-me!
Como pensar em você e não te desejar;
Como te ver e não se aproximar;
Como estar perto e não te abraçar;
Como te abraçar e não te beijar;
Como serão os nossos dias?
Passou-se o tempo que ter filhos era tido como fruto do amor, hoje em dia, em muitos casos, são sinônimos da irresponsabilidade conjunta.
Se você enxerga amor em Guevara, democracia na Venezuela e Paulo Freire como patrono da educação no Brasil, então: você é testemunha do ódio, cúmplice da tirania e vítima da ignorância intelectual.
“Os livros de autoajuda são como receitas de bolo. Até parece fácil tentar resolver os problemas da vida. Mas, não é bem assim. O grande desafio está em encontrar os ingredientes certos. No entanto, para quem não tinha perspectiva nem expectativa, ou talvez, nem soubesse como começar a mudar, eles estão ao nosso alcance para nos fazer reagir”.
No passado eu confundia o sofrimento com o azar e me acomodei, hoje vejo o, como um momento de reflexão compulsivo que me impulsiona.
Queria viver como o pássaro livre e não como o que está na gaiola. Pensando bem, estamos em um dos dois lados em tudo que fazemos, pois sempre queremos satisfazer as expectativas das pessoas e acabamos sempre sendo julgados em qualquer situação. Assim, livre ou preso... É sempre a mesma coisa!
Pessoas que falam a verdade para o nosso bem, sempre as temos como inimigas. Pessoas que diante dos nossos erros calam, "aceitam" e depois criticam, essas, temos como amigas.
SEJA REALISTA:
Analisando profundamente a maneira como temos vivido, queremos ter razão, mesmo conscientes de que todas as explicações que damos... Sempre terminarão em justificativas sem fundamento diante da realidade vivida. Pois há sempre uma resistência em admitirmos que as feridas profundas no coração estejam sendo abertas por nós mesmos e não percebemos que, cedo ou tarde, seremos vítimas dos nossos próprios desejos e ilusões.
A REALIDADE:
_Você pode chegar ao topo com mentiras e trapaças, mas receberá apenas ilusão e a sua promoção — será a morte (Provérbios 21:6).
CAIA NA REAL:
Devemos pesar toda nossa vida diante do crivo das Escrituras, se realmente cremos que ela é Palavra de Deus.
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