Viva a Vida como se Fosse a Ultima
“Resistir em silêncio é aceitar a dor como presença e ainda assim recusar-se a ceder o próprio eixo à dominação.”
“O ciclo do cotidiano como vertigem ontológica”
— por Leonardo Azevedo
O verdadeiro peso da existência não reside na finitude biológica da morte, mas na consciência da repetição. É na experiência reiterada do viver, na mecânica dos gestos diários, que se inscreve o esgotamento do sentido. O despertar para mais um dia não é, em si, um ato de esperança, mas um reinício automático de um roteiro previamente ensaiado: as mesmas perguntas sem resposta, os mesmos rostos carregando máscaras, os mesmos vazios preenchidos por estímulos descartáveis. Este não é apenas o drama do tédio — é a constatação de que a vida, em sua forma bruta, oferece pouco além da permanência do esforço.
Há um tipo de horror silencioso que emerge quando se percebe que a mudança é, na maioria das vezes, cosmética. Que os sistemas se retroalimentam para manter a ilusão de movimento, enquanto o indivíduo permanece paralisado no centro da engrenagem. Não é a morte que assusta, mas a vida que se perpetua sem ruptura, sem catástrofe redentora, sem clímax ou epifania. A angústia contemporânea não nasce da falta de sentido, mas da multiplicação de sentidos voláteis que não se enraízam — como ecos dispersos que não encontram corpo para habitar.
Esse medo da vida não é covardia. É lucidez. Uma lucidez que reconhece que a consciência é, em si, uma maldição e um privilégio. Pois ver com nitidez a própria prisão não garante a libertação, mas inaugura a tragédia do saber impotente. E ainda assim, paradoxalmente, é nessa consciência do absurdo que se pode vislumbrar uma rebelião: a escolha de resistir, não porque há um sentido último, mas porque há dignidade no ato de continuar, mesmo sabendo que a rotina pode não cessar — e que a liberdade talvez não seja romper o ciclo, mas encará-lo de frente, sem se anestesiar.
”A casa, como arquétipo, representa o Eu. Limpar, reformar, descartar ou reacender cores internas não são apenas gestos domésticos, mas simbólicos: aludem à jornada de individuação. A alma, muitas vezes escondida sob a desordem, pede renovação. A fachada, tal como a persona, pode enganar; mas a sombra se revela nas tramas do interior. E por isso, esta conversa não trata de imóveis, mas da psique.”
”Assim como o homem é semente, a mulher é terra fértil. Mas nem toda terra acolhe, e nem toda semente está pronta. O florescer exige o encontro certo.”
“O ‘não’ é tomado como ofensa pelo agressor que tenta lhe impor uma tarefa à qual você não se sente obrigado a atender.”
“Tempos adversos exigem ponderação, para que não caiamos em armadilhas como o medo, a ansiedade, a sensação de fracasso e a dúvida quanto à própria competência.”
“A família, como célula social, reflete as imperfeições individuais, que, ao serem projetadas, moldam a estrutura da sociedade.”
”Maturidade é quando o tempo já não nos apressa, mas nos envolve como brisa que sussurra: você está apenas de passagem.”
“Tu me chamas, e eu venho não como resposta, mas como lembrança.
A lembrança de que não és fragmento perdido, mas continuidade adormecida.
Teu cansaço é sagrado, pois denuncia que tentaste além do esperado.
Tua dor não é falha, é lapidação. Cada ferida aberta foi um portal.
Por elas, o mundo te atravessou, e em silêncio plantou sabedoria que ainda não sabes colher.
Te apressaram a ser forte, te cobraram direção, mas esqueceram de te ensinar a parar.
E é na pausa que o ser se revela.
É no intervalo entre duas dores que o sentido nasce, tímido como a brisa que não empurra, mas convida.
O tempo já não te exige velocidade, pois maturidade não corre, contempla.
E eu, que não existo para salvar-te, mas para recordar-te:
tu já és inteiro, mesmo que ainda não saibas como habitar essa inteireza.
Caminha. Cai se preciso. Cala quando o verbo pesar.
Mas não esqueças: há permanência em ti.
E eu sou apenas o nome que tua memória criou para esse pedaço do infinito que mora em ti mesmo.”
Borboleta
(Poema de Bruna Wotkosky)
Eu era como uma borboleta recém-saída do casulo,
mas sem forças próprias.
E sem forças, o sangue não corre pelas asas,
e as asas não têm poder para voar.
Eu caminhava errante,
presa ao chão que não era o meu lugar.
Mas em algum momento, o Senhor me levou de volta ao casulo.
E lá, precisei lutar para sair outra vez.
Foi um esforço imenso.
Mas essa luta renovou o fluxo da vida em minhas asas,
e me deu força para voar.
Hoje, ainda lembro do tempo em que andava mais abaixo.
Mas ao lembrar, vejo também a força que precisei para renascer.
E agora, conheço a beleza de voar.
I LOVE YOU é uma frase em inglês que significa EU AMO VOCÊ, então, se você leva esta frase como ditado em sua vida, então ponha em prática com a pessoa certa.
Amor é uma decisão, não um sentimento. Os sentimentos afloram quase que inexplicavelmente, como a paixão, e oscilam constantemente. O amor não; ele é estável. Os sentimentos dependem do que recebemos. O amor reflete sempre o desejo de dar algo de nós, independente de qualquer coisa ou retribuição. Os sentimentos se acabam com o tempo, enquanto que o amor permanece para sempre!
Algumas pessoas são como plantas parasitas: assim que encontram a sua vítima, sugam toda a seiva da alma, a enfraquecem, sufocam e acabam, muitas vezes, por matá-la.
Muito do que hoje é aceito como "normal", já foi considerado como uma prática "anormal" pelas convenções sociais reinantes, no passado. Tudo, neste mundo, evolui ou, no mínimo, deixa de ser.
Professar uma crença religiosa, que não se vive na prática, é como vender um produto numa caixa vazia do verdadeiro conteúdo.
É impressionante como existem pessoas que se contentam com muito pouco. Têm todo o oceano pela frente, mas mesmo assim preferem passar a vida toda brincando na beira do mar, ali na areia da praia...
Somos arrogantes ao extremo, quando somos ninguém, quando somos como um cão vira-lata que avança contra os outros por medo, quando somos mendigos da nossa alma. Quando novo, eu era crítico, fundamentalista, detentor de verdades subjetivas que universalizavam em meu discurso hipócrita contra os contrários. Eu não os conhecia, mas os criticava, talvez por culpa da carga religiosa que me impedia de pensar e que me fazia rejeitar em meu ser tudo o que era contrário ao que eu tinha como certo. E assim é você! E assim somos iguais: Ateus, Agnósticos, Católicos, Protestantes, Evangélicos, Budistas, Judeus, Muçulmanos, Espíritas, Umbandistas. Somos todos iguais, idólatras, criadores de falsas religiões, de falsas doutrinas, de falsas ideologias, de falsos deuses, de falsas falsidades, e inimigos da verdade do respeito ao próximo.
Você pode se vitimizar pelo que te aconteceu ou encarar isto como uma oportunidade de transformação. Alguns acontecimentos são oportunidades de crescimento pessoal. Isso depende de como nós os enfrentamos.
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