Viva a Vida como se Fosse a Ultima
O bebé quando nasce simplesmente se encaixa aos seus pais, é como o amor quando nasce encaixa-se sem retrucar, tu te ajustas ao meu tamanho porque me amas, e eu por sua causa passei a ter lindos sonhos, isto é o que me importa.
Os teus passos são de uma modelo do topo na passarela, ei-la que aí vem, como uma gazela a passos largos e a gingar ao sabor da batida dos pés da mulher da terra, oh como és formosa, como um coqueiro plantado no oásis do deserto...
Não faço nada de útil, mas bebo e como para ter saúde e força de te amar, para ter pensamentos que caminham pelos destemidos labirintos que me levam até você e poder tirar-te a navalha que te abre feridas e fazer reinar a razão do acaso de sermos...
É o que tu és, uma infinita estudante da alegria, quem te magoa passa a sorrir contigo como a luz que transforma o dito em não dito e põe as sombras a caminharem por trás admiradas.
Quanta chatice, a mente como chave na concentração de desejos, na concentração de emoções e tensões de índole físico não quer deixar que seja autorizada, fico sem saber o que fazer e o sentimento vai adoecendo cada vez mais com o passar do tempo e o coração apertado não quer ceder o seu mundo a outra alguém e fazer-lhe tomar posse. Só quer você...
Não sei mas como lidar com certas situações. Perdi rumo e o equilíbrio, não sei mas o que é certo ou errado. Mas ainda acredito que em algum lugar alguém merece o meu respeito e a minha confiança...
Conviver com pessoas não grata é como ter um copo de veneno nas mãos, você escolhe a forma da morte...
A fé insinuante é como o coliseu de Roma, os espectadores sugeriam que os gladiadores apunhalassem uns aos outros de diversas maneiras, até que um desses espectadores tropeçasse no corredor na euforia Insinuosa e caísse na arena!
Aquilo aquece seu coração, pensar em si mesma como integrante de uma comunidade, mesmo que não seja uma comunidade da qual ela teria escolhido fazer parte.
Tu és como um fogo que não pede permissão.
Teu charme — esse veneno doce —
me provoca, me desarma,
me deixa sem jeito.
És intensa,
um escândalo que minha alma deseja viver os teus limites mulher sedução.
Teu corpo é território que clama por abraço,
por desejo, por suor, em nossos corpos.
Mulher ousada, indomável,
linda na tua maneira de ser forte feroz,
maravilhosa na arte de me enlouquecer de amor e paixão.
Quero-te minha alegre malvada banhado de pecados,
o perfume, o toque, a pele, o brilho,
o fogo que mora em ti
e que desperta o homem em mim.
És minha tentação mais bonita,
minha vontade mais profunda,
minha declaração viva de amor e desejo.
Um amor...
Um amor que chegou como ventania de outono, nada espalhou mas juntou tudo dentro de mim, até as cinzas das antigas ilusões, este amor as soprou e no palco do meu coração as fez dançar.
Um amor que chegou em noite de primavera em um estender de mão, derrubou as portas da minha desabitada morada, dobradiças e fechaduras em ferrugem tiniram ao chão. Quem ousaria entrar neste coração em ruínas?
Coração adormecido despertou, viu entrar pelas portas e janelas o clarão de um luar sem reserva, estrelas de prata se davam em bandeja a outro céu. Era você, era o amor.
Hoje o coração arredio baila, vendo as ruínas levantadas, as veses chora sem consolo vendo o amor em ventania ensaiando suas asas para voar.
FIQUE! Mas por favor, só fique se ficar por inteiro.
A noite é uma mulher e como tal abana as brasas da paixão nas auréola evolitivas do amanhecer. Olhar macio baixa as pálpebras, vendo as faiscas desvanecer aos raios da luz maior abraçando o novo dia.
Há uma pergunta latente em colisão, como um campo magnético que não pára, e suas ondas percorrem espaços, porque meu coração era de aço e não veio forrado com veludo. Então seu amor, amor bala, veio e bateu machucou tudo. Havia um imã em cada um e não foi nós quem os criou; era de sempre de antes de alma. Só nos resta agora pedir as últimas peças ao seu Autor. Porque o jogo me alarma, verei se difere ao coração ser cessante ou vencedor.
No tempo e no espaço, vai surgindo na tela como mágica a mistura de cores surreal.
Para tão poucos olhos contemplarem, muito mais encanto se oferta nessa aurora boreal.
Dormir...
Já que preciso descansar essa carne, que seja como uma viagem.
Que um silêncio predomine e desempregue os tímpanos e tenha ofício a alma.
Que o carpido seja de um Anjo guardião que chega ofuscante para alento, guia e realização.
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