Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Não sou militante. Não sou ativista. Não me declaro como tal porque não quero invadir o espaço de quem dedica integralmente a vida pelas causas da Humanidade. Respeito absoluto mesmo às vezes diante de uma ou outra discordância pontual.
Diante do teu olhar entreguei
beleza, mistério e poder
como a marianeira ao frutificar
generosa concede ao sabiá,
estamos dispostos a esbanjar,
e sei que a gente se envolverá.
O nosso silêncio há de vir
com a progressão voluptuosa
dos fatos e do encontro
para a gente envolver
a mente, o coração e a alma,
e com a mudez derreter.
De longe ando percebendo
quando fala ou pensa em mim,
até a sua respiração muda.
Isso não é sedução por acaso —
é o retorno à ordem universal:
o masculino e o feminino
em encontro se rendendo total.
Olhe para mim. O que passou, passou.
Não me interessa nenhum pouco
o que não pude fazer antes de te conhecer;
a sua peregrinação já me previa antes de ser.
O que importa é que, depois de mim,
toda carícia conhecida será esquecida,
e só irá obter o desejável êxtase
com a minha atemporal delícia.
Longe de mim querer igualdade,
o que desejo entre nós é intimidade.
Você foi feito para ser meu
com magnitude e intensidade,
nos teus toques que nos dissolverão
nos andares da alta sedução,
como âmbar e mel em fusão.
Ser além da curva com reverência,
acariciado com a minha presença
e adorado na alma por eu que
sei como solenemente cortejar,
e não irei jamais precisar implorar.
Sempre que for necessário,
virei ou receberei sem pedir
por tudo aquilo que é meu
por natureza: a sua entrega total
para alcançarmos juntos o sideral.
Irretratável, coloco-me à mostra:
sem timidez, como uma artista de rua
que se expõe diante de ti em praça pública,
onde és o único pedestre e interesse
que com gentil presença permeia
hipnótico de uma indescritível maneira.
O mundo não me tem dito mais nada.
Até agora vivi entre os calendários
e os relógios — até descobrir
por antecipação que há poemários
em a serem traduzidos e lidos
sob todas as luzes e ângulos.
Irretocável e irrefreável, trazes-me
perto do pomo inexorável
dos teus fascinantes lábios,
Quero eu te apresentar os meus
lábios e também os astrolábios.
Faço a evocação à sua força
e a sua serenidade porque o que
importa é o ápice além zênite
e a curva onde alcança o nadir
desde que se encontrem em seu poder;
sob as formas alquímica e de obra-prima
para nos labirintos da sedução e do prazer,
entrarmos em alinhamento e na sintonia
do beija-flor que com a caliandra se alinha.
Quando a tua pele solar
unir-se à minha lunar,
como doce maldição,
irei nos braços embalar
contínua e implacável...
No mar de amor, colada
ao teu coração
que pensava que ia brincar,
Sussurrarei elogios:
— Os ais favoritos teus
que sempre serão advindos
do coração e da alma
unidos aos meus...
Porque sou um mistério
que hemisfério nenhum desvendará,
E como um peixe experiente,
sei enfrentar tempestades em alto mar.
Assim, os teus suspiros
serão capturados pelos meus,
Desse amor feito de laços infinitos...
convictos não iremos escapar.
Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.
A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.
O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.
Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.
Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.
Não te quero como dependente,
desejo-te como território livre,
tão livre que escolha ficar ou ir,
e que só possa morar o amor
até quando pensar em desistir.
Tal qual as petúnias-nativas
nas encostas serranas do sul a escalar,
e pelos campos de planalto
a me espalhar, pouco a pouco,
em ti tenho feito o meu lugar.
O solstício de inverno dança
hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,
Rendo-te a sagração inaugural,
por perceber a aproximação primal,
é inexplicável sentir pairar o inevitável.
Imparável diariamente tem sido
ler os olhos e os detalhes bonitos,
em todos tenho-me reconhecido,
e em vez de sentir inquietação:
sinto tudo muito mais tranquilo.
Na tua madrugada
surjo como galáxia,
A sua atenção trago
toda concentrada.
Balança a ventania
a Canela-sassafrás,
A aurora em sintonia
solene acompanha.
O aroma das flores
paira e aqui fica,
e de mim não desliga.
Trago o carinhoso
sopro de harmonia,
paz, fé e amor para a sua vida.
Se pudesse pedir
algo ao firmamento,
pediria de joelhos,
que o trajeto esteja
escrito tal como
Linhas de Nazca
apontando o infinito
para que o amor
em paz seja percebido,
para que não seja
desencontrado e perdido.
Como Guamirim melífera,
fonte de beijos doces,
Essencial e não efêmera,
ofertar a gentil colheita,
Não preciso detalhar
daquilo que o tempo,
e o peito estão a mostrar.
Florescer como a Bunga Raya
leal à terra e a Via Láctea,
Colocando os passos na direção
de Deus e da Rukun Negara,
É para quem entendeu
o quê é importante para a vida,
que render lealdade e devoção
ao Rei é retribuir a quem
o faz o mesmo todos os dias:
sem com que ninguém esteja
perto para que o melhor aconteça.
(Alimente só o quê isso fortaleça).
Ser leal ao Rei e ao País
como a Bunga Raya
é leal para com a própria terra,
Prestar devoção ao Rei,
ao próximo e todos unidos
sempre colocarem os motivos
diante da Rukun Negara
para que nada os distraia
de cuidar da amada casa
para que seja uma Nação
sempre por Deus abençoada.
Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.
Quando as capuchinhas
florescem coloridas,
Algo me diz que as fadas
e a poesia moram nelas,
Como voltasse a infância
o olhar fica investigando,
Mesmo que pelo caminho
que esteja passando
com o espírito de diversão
sem se preocupar
do que os outros vão pensar,
assim sigo a caminhar.
(Porque de ser feliz
jamais irei me poupar).
Conto uma Bunga Akar Kuning
por uma como quem despreocupada
conta muitas estrelas douradas
na Via Láctea sem me importar
como o tempo por mim passa,
Sou o poeta exilado que conta
versos nos poemas no silêncio
d'alma inspirados pelo tempo
inventado do Homem como remédio.
...
Bunga Jejarum
floresce no caminho,
Nos teus olhos
está escrito o destino,
E no meu coração
o quanto pressinto.
...
Bunga Tasbih esplendente
tal qual o coração
que pelo teu amor sente,
Tudo entre nós é crescente.
...
Anggerek Ungu florescendo
serena enquanto outros
querem se sobressair uns aos outros,
Sou como ela que não
se permite nada que interrompa
o seu florescimento,
sem me importar quanto tempo,
e sem temer o esquecimento.
Acordei como quem tivesse
caminhado por muito tempo,
Não foi por falta de aviso,
para evitar este mal que
não deveria nem ter nascido.
Nenhum povo merece passar
nem um segundo por isso:
Ser arrancado do lar e destino
por causa do que é vil e do perigo.
Sempre que insistirem fazer
que a vida perca o sentido,
assumo ser a que persisto
com o grau de rebelião mais fino.
Os teus pés como os meus não
nasceram para ser refugiados;.
Nós nascemos com raízes,
passaram conosco dos limites.
Sou mais do que pedra e fuzil,
sou todo o povo que está farto,
poema denúncia em disparo
para não calar o quê tem sido fardo:
(Deslocamento interno forçado).
#poesiabrasileira
#poetrycommunity
#poetry
A Chichá só cresce,
floresce e frutifica
como qualquer outra planta,
se foi plantada na terra,
as pessoas não são diferentes;
Quem dera, quem dera,
se nos víssemos como árvores
muita coisa estaria no lugar,
e a paz entre nós iria reinar.
Bunga Pecah Kaca
alva como a Lua Cheia
encanta o olhar
que a lê como um poema.
...
Bunga Tiga Bulan
crescendo selvagem nas encostas,
Faz parte das minhas memórias
e das minhas poesias amorosas.
...
O florescer da Bunga Bangkai
sob as estrelas do céu da Pátria,
O revelar dos mais magníficos
poemas e deste nó que não é nó,
e de tudo o quê não nos ata,
descobri que nunca fui só.
...
Begonia Merak florescida
enfeitando o meu olhar
e concedendo a vida
ficar bem mais colorida.
...
Begonia rajah florescida
no jardim do amor,
Tem tudo de poesia
e de doce candor.
...
Algo que penetra
como Kunyit na terra
e o paladar tempera,
É a busca do poeta
que não se encerra.
Caminhos do destino
como os do interior
da Sarang Semut,
É algo muito superior
que guardo silenciosa
com todo o meu amor.
...
Se encantar com a poesia
escondida da Bunga Hantu,
É celebrar o dom da vida
que Deus nos concedeu,
Na nossa fragilidade está
a nossa maior fortaleza
porque cultivamos a fé
que nos mantém de pé.
Um refugiado não
escolhe para onde ir,
ele escolhe partir
porque na terra dele
não tem como seguir.
Se você não quer um
refugiado no seu país,
é um direito todo seu
que não vou discutir;
Tu só tens o dever
de não ferir quem não
teve o direito de escolher
da onde veio permanecer.
Se deseja fazer alguma
coisa por um refugiado,
Ajude para que tenha
condições de sobreviver,
ou até ficar, se ele escolher.
Ajudar a resgatar razões
para ao país de origem voltar,
E permanecer para de jeito
nenhum pensar em deixar.
Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.
A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.
Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.
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