Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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O amor não faz barulho, é como uma brisa do mar; bonito como um céu estrelado, bonito como o luar.

Felicidade é como coisinhas bagunçadas; do nada a gente encontra.

O sonho é como uma casa luxuosa, que a gente sonha sem querer.

Felicidade é como uma casinha fechada, aquela que procuramos a chave.

O amor tinha que ser mais fácil, como aquela florzinha roubada no campo.

O amor é como um reloginho no pulso da gente; ficamos contando as horas de se ganhar um beijo.

O amor é como um pinguinho de chuva, a gente ama se molhar.

A solidão é como uma rua escura, ninguém te vê, ninguém te abraça.

O amor é como um jardim que cuidamos, sejam pacientes.

A felicidade é como uma rua, que nunca se acha.

O amor é como uma brasa acesa, esfriou ele apaga.

Compor, para mim, é como respirar...

"As Desventuras do tempo"


Quem escolhe o tempo como aliado,
paga o preço alto, amargurado.
O tempo afasta, dilui a presença,
tira a intimidade, adia a essência.
Nada se cria, só se adia,
ficam só lembranças na agonia.
O que podia ser, se perde no ar,
quem espera demais, aprende a esperar… sem amar.

As pessoas vão,
como folhas levadas pelo vento,
algumas sem se despedir,
outras fingindo que nunca prometeram ficar.


Dói.
Dói fundo.


Mas eu aprendo que não é em todo peito
que cabe o tamanho da minha entrega.
Eu não sou quem abandona,
sou quem resiste,
quem carrega cicatrizes,
mas também flores na alma.
E se hoje me deixam, amanhã encontro quem fica, Quem entendi que presença é escolha e que amor é raiz, será por inteiro, não pela metade.

A definição de um amor épico:
Nascido no caos, temperado pela dor, mas resistente como aço. Um elo improvável que sobrevive porque foi forjado no calor da batalha, onde a alegria e a tristeza não são opostas, mas cúmplices.. Dançam juntas, costurando um vínculo que não quebra.

“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

No Brasil ou fora dele,
te penso como quem respira,
sem pedir, sem saber,
só acontece.
Te penso entre o som da rua
e o eco do meu riso cansado,
num café que esfria sozinho,
num céu que insiste em ser nublado.
Te penso no idioma do vento,
que sopra teu nome nas esquinas.
E mesmo quando o mundo é imenso,
meu pensamento ainda te acha.

Toma como prova de que tua presença
é forte demais pra quem só sabe viver no modo mudo.

A espera


A espera me consome.
Dias se arrastam como séculos,
horas se estendem em eternidades.
Cada instante é um golpe silencioso,
uma cobrança que me desfaz por dentro.
Sento-me com o vazio,
e ele me encara de volta,
dizendo que ainda não é hora,
que tudo que quero
permanece além do alcance.
Mas mesmo assim resisto.
Mesmo que a espera me esmague,
há algo em mim que insiste,
uma fagulha que recusa apagar,
esperando que o tempo, enfim, me entregue
o que o coração já não aguenta mais negar.