Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Você lembra?

⁠Lembra aquele dia no passeio de barco como você me olhava?
É impossível não perceber, o quanto o teu coração funciona como um gêiser.

Lembra na varanda do hotel, eu você e as estrelas conversando com um mar de sorrisos e um céu de felicidades?
Lembra?

⁠Uma noite, um dia...

Já fui tratado como um fantasma,
me tornaram invisível por algum tempo,
o frio e as madrugadas zombavam do meu anonimato,
curiosamente a minha sombra reagiu a tudo em silêncio até que,
uma chegada repentina me trouxe uma mudança generosa e assim do dia pra noite comecei a ser acompanhado pelos olhares atentos da lua bem como fui recebido pelo sol com seus aplausos e abraços quentes,
hoje ao lado dela caminho vendo o mais belo horizonte.

vc é feliz em contar suas historias?
se sim. otimo, se não, use seu passado como rascunho e começe um novo capitulo, já imaginou? pode ser agora.

Quem entende cada pergunta como um problema não considera resposta alguma como solução!

A lealdade nunca precisou de correntes.


Dê liberdade.


Pessoas leais são como as andorinhas: podem voar longe, mas sempre encontram o caminho de volta para o lar.

Os relógios há muito esqueceram como cantar.
Agora apenas moem a ferrugem dentro dos meus ossos,
enquanto cada amanhecer chega como uma dívida antiga
e cada entardecer dobra mais um ano sobre a minha pele.
A solidão não é um quarto.
É um ferreiro paciente,
forjando o silêncio em correntes,
ensinando o coração a envelhecer antes do corpo.
Acordo apenas para adiar o amanhã.
Toda promessa é riscada antes mesmo de respirar;
tornei-me um colecionador cuidadoso
de manhãs inacabadas.
Minha alma permanece pendurada sob o tempo
como um lampião abandonado,
cuja luz não se apaga de uma vez,
mas descasca lentamente,
como o ferro que aprende a aceitar a ferrugem.
As estações já não batem à minha janela.
Passam como estranhas
que um dia souberam o meu nome
e escolheram a misericórdia do esquecimento.
Se ainda existe esperança,
ela aprendeu a sussurrar de outro século.
Não consigo ouvi-la acima da lenta corrosão
das horas alimentando-se do meu peito.
E assim permaneço —
nem vivendo, nem morrendo,
apenas assistindo ao tempo oxidar, pacientemente,
os últimos cantos luminosos de uma alma solitária,
enquanto todas as noites
cancelo o amanhã com delicadeza,
como se o futuro fosse uma carta
que jamais tivesse sido escrita para mim

Como não bebo petróleo, me preocuparei se um dia faltar álcool!
Vou começar a plantar cana, só para garantir!

Me enganar pode até ser fácil. Mas e depois, como fica a consciência?

O mal está vencendo o bem porque tem um marketing mais competente! Exaltam o mundano como divino e o divino como mundano!

A disseminação do bolsonarismo criou um tipo incomum: O socialista antissocial! Afinal, como ser sociável com um ser intragável!

Há um ponto da consciência em que a solidão deixa de ser uma emoção e se revela como a única realidade que jamais nos mentiu. Todo o resto, amor, pertencimento, esperança, identidade, talvez não passe de uma arquitetura frágil erguida pelo medo para impedir que enxerguemos o vazio em sua forma mais pura.


A multidão não nos salva. Apenas multiplica a evidência de que cada ser humano está condenado à prisão de uma consciência inacessível. Ninguém atravessa a fronteira do outro. Compartilhamos palavras, gestos, corpos e lembranças, mas nunca o peso exato daquilo que somos. Existimos lado a lado, separados por um abismo que nenhuma linguagem consegue preencher.


Olhar para dentro é cometer um crime contra todas as ilusões que tornavam a vida suportável. Quanto mais profundamente descemos, menos encontramos uma essência. Há apenas camadas de medo, de memória e de desejo, até que, por fim, resta um silêncio antigo, indiferente, onde até mesmo o "eu" começa a se dissolver. Talvez nunca tenha existido alguém ali. Apenas uma sucessão de pensamentos tentando convencer o vazio de que possuía um nome.


O sofrimento não nos purifica. Não nos torna melhores. Apenas retira, um a um, os véus que protegiam nossos olhos. E quando o último deles cai, compreendemos que o universo jamais precisou de nós para continuar existindo. A nossa ausência teria o mesmo peso da nossa presença: nenhum.


É nesse instante que a solidão alcança sua forma definitiva. Já não esperamos ser compreendidos, porque percebemos que compreender completamente outra consciência é impossível. Já não esperamos sentido, porque todo sentido nasce da necessidade humana de suportar o insuportável. Já não esperamos consolo, porque até o consolo é apenas uma pausa antes do mesmo silêncio.


Talvez a lucidez seja isso: a lenta destruição de todas as mentiras que chamávamos de vida, até restar apenas uma consciência desperta diante da imensidão indiferente do universo. E então compreendemos a verdade mais cruel: não é o vazio que habita dentro de nós. Somos nós que, por um breve e inexplicável instante, habitamos o vazio.


- Tiago Scheimann

"Amar é como estar no miolo de um furacão, uma enorme segurança dentro e uma destruição sem limites fora..."

Na geometria sagrada de Gizé, a pedra não aprisionou mortais, mas a própria luz, operando como um motor eterno que consome o tempo para alimentar o espírito.
Reno Fioraso

Bom dia!
Como conseguir a verdadeira felicidade? A felicidade verdadeira e duradoura sem Deus é, em última instância, simplesmente impossível de ser conquistada. Uma excelente quinta-feira 🍀🍀
Ery santanna

Bom dia!


Tem manhãs que chegam devagar, como quem abre a janela sem fazer barulho e deixa a luz entrar aos poucos.
Talvez a vida não tenha mudado durante a noite. Talvez as perguntas ainda estejam aí, sobre a mesa, esperando respostas.
Mas existe alguma coisa bonita em recomeçar o dia mesmo assim.
Preparar o café, arrumar a casa por dentro e por fora, respirar fundo e seguir.
Que Deus visite os seus pensamentos nesta manhã e coloque serenidade onde o coração anda cansado.
E que, entre uma tarefa e outra, você perceba: a vida também se revela nas pequenas delicadezas.


Edna de Andrade

Não se curve ao mundo como ele é. O mundo muda — e muda pela mão de quem ousa.

Adorar um deus que exige sacrifícios é como pagar proteção para a máfia: você não o ama, você só tem medo que ele quebre as suas pernas.

A história da humanidade é o relato de como trocamos a liberdade pela segurança de sermos escravos bem alimentados.

A eutanásia é tratada como um horror por uma sociedade que obriga você a viver uma agonia sem propósito apenas para não ferir a estética do "milagre da vida". No fundo, a moralidade prefere um cadáver respirando por aparelhos a um homem livre partindo com dignidade.

A religião é o ópio do povo, e como todo bom viciado, o religioso defende seu traficante mesmo quando ele está destruindo sua vida.