Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Cada vez que eu vejo o planeta inteiro como minha casa, minha "casa" se torna pequena.

A realidade é uma só.


O que muda é a forma como você enxerga a perspectiva da realidade, e isso depende da quantidade de mentiras em que você acredita e da quantidade de verdades em que você acredita.


Lembrando: a verdade é uma só, e ela se encaixa perfeitamente dentro da realidade, a realidade que está dentro de você, dentro do seu ser, e ao seu redor.


Por isso, é necessário olhar para dentro de si para conseguir diferenciar o que é mentira e o que é verdade na sua vida e à sua volta. É preciso sentir o que é verdade para poder descartar o que é mentira.


Para entender isso melhor, é importante ter consciência de que a morte é a única garantia que você tem na vida. E que a passagem entre o nascimento e a morte – que é a vida – é muito curta. Por isso, buscar a verdade dentro de si é essencial para ter um entendimento melhor e uma noção mais clara da realidade que o cerca. Isso é o que pode levar a uma vida melhor, baseada no sentido que você escolher seguir.

Não tem como acabar com a fome no mundo, porque quem tá no controle são os bancos, as corporações, os investidores, as sociedades… E eles não querem acabar com a fome, com a pobreza, porque a miséria é necessária para manter a riqueza deles.

O planeta é como uma célula, junto a trilhões de outras células, dentro de um corpo, e o corpo é o universo, e o universo é o que está dentro de cada um de nós.

A realidade não é como pintaram para gente.

Os dominantes usam o próprio povo como soldado para lutar e reprimir o próprio povo.

A angústia surge como sinal para avisar que algo precisa mudar.

O mundo não é como eu quero, e talvez nunca seja. Cada um muda no seu tempo. É preciso respeitar e entender o tempo e a mudança de cada um. A vida dos outros não me pertence. Cada um tem a sua própria vida, suas próprias escolhas e suas consequências, sejam positivas ou negativas. O único mundo que eu posso mudar é o meu próprio mundo interno.

Se você gosta de atividades simples, como ler, passear, ouvir música ou estar na natureza, essas paixões podem ser transformadas em profissões satisfatórias.


Por exemplo, ao gostar de andar pela cidade, pode se tornar guia urbano. Se adora conversar, poderia ser consultor de relacionamentos. Para quem ama música, pode se tornar instrutor de música ou organizador de eventos musicais. Quem gosta da natureza pode ser fotógrafo de natureza ou explorador de trilhas. Se o computador é sua ferramenta, pode ser criador de conteúdo digital ou assistente virtual.


Trabalho não precisa ser aquilo que está escrito em sites de emprego. Você pode criar seu próprio caminho, alinhando o que você ama fazer com a sua sobrevivência. Mesmo que ganhe pouco, esse pouco será mais valioso, pois estará fazendo o que realmente gosta. E no final, é isso que vai dar sentido e satisfação ao seu dia a dia.

Aceito quem eu estou sendo,
Aceito a situação que estou,
Aceito as pessoas como elas são,
Aceito a vida como ela é,
Para, através disso, me aceitar a mudar.

Podemos nos adaptar a diferentes ambientes, pessoas e situações, assim como aos nossos próprios sentimentos e pensamentos. A cada momento, temos o poder de mudar nossa aparência, nossos pensamentos, nossas atitudes e até a forma como vemos a vida.
Podemos perceber a vida de diversas maneiras: boa, ruim, simples, complexa, independente ou limitada. Podemos ser uma pessoa hoje, e outra amanhã, mas ainda assim permanecemos sendo quem somos em essência.


Temos a capacidade de transformar nossa realidade e nossa percepção sobre o que nos cerca. Nossas palavras, gestos e expressões também são moldáveis de acordo com o que escolhemos acreditar.


As possibilidades são infinitas, mas para realmente viver de forma ampla, é necessário deixar para trás ou pelo menos reduzir o que nos limita, como o medo, o orgulho, a raiva, a tristeza, a insegurança e o egoísmo. Só assim seremos independentes para criar a vida que realmente desejamos.

Vejo o dinheiro como uma consequência, e não como um desejo em si.


Prefiro trabalhar no que eu realmente desejo, no que escolho, no que me faz bem, independentemente de ser considerado "impossível" ou não, e ter o dinheiro como uma consequência disso, do que simplesmente desejar o dinheiro e, como resultado, enfrentar o estresse, o desânimo e o desgaste de trabalhar em algo que não me satisfaz.


Para mim, o verdadeiro valor está em fazer o que amo, e o dinheiro surge como uma consequência natural desse processo. Trabalhar apenas pelo dinheiro pode levar a uma vida de frustração e exaustão, enquanto buscar o que realmente traz satisfação gera um bem-estar contínuo.

O mal é como a bala de um revólver; basta um "tiro" na cabeça para acabar com os bons momentos vividos com alguém.

A natureza nos traz referências:


Nascer é como acordar;
Morrer é como dormir;
Sonhar é como viver.

Não é egoísmo viver como você sente vontade; egoísmo é querer que os outros vivam a sua vontade.

Às vezes, é preciso crer naquilo que não é possível ver; é como o sentimento, não vemos, mas sentimos que existe.

As pessoas te definem como elas querem; você se torna consequência do que elas mesmas inventaram.

Viver é dar de si para o outro e receber do outro para si; é compartilhar e receber, como o ar que inspiramos e expiramos.

Conheça melhor alguém observando como essa pessoa reage quando é ofendida.

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
[...]
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.
[...]
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
[...]
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso
Último Volume. Assírio & Alvim: Lisboa, 1991.