Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Todo o sonho é realizável quando as pessoas escolhem o sonho como meta para chegar ao início e vivem com a finalidade de um fim que nunca existe.

Não sejas como a pérola, enclausurada na introspecção da beleza; desobriga-te, e conhece todo o oceano.

Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.

Compêndio de Chuva


Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.


Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.


Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

Que este Natal nos envolva,
como um laço leve e eterno,
e que o meu abraço
seja o teu porto seguro,
e o teu beijo seja
o meu abrigo de luz que acalma.
Existe magia nesta época,
ela vive em nós dois,
no gesto simples de estarmos juntos, és chama mansa e luminosa
a aquecer o meu inverno interior.
Contigo perto perto de mim,
é Natal no meu peito inteiro.

Sobreviver à injustiça é como recuperar de uma mordida de cobra, algo que ela não conseguiu destruir: a consciência de que o veneno diz mais sobre quem o carrega do que sobre quem foi mordido.

IDENTIDADES

Como cordas tensionadas entre pontos fixos produzem música, também nós precisamos de limites para dar voz à nossa singularidade. É precisamente através das nossas fronteiras que descobrimos a vastidão do que podemos ser.




Seja como sua imaginação
Permita que ela te dê asas
E voe voe o mais alto que puder
Sinta o vento da liberdade em cada bater de asas,a cada subida...


Marcio Melo

Não existe nada tão revolucionário
Como o amor.

"O que depende inteiramente de nós são nossos valores, nosso esforço e a maneira como reagimos aos acontecimentos — inclusive aos nossos próprios sentimentos. Por outro lado, não temos controle sobre as atitudes alheias, o acaso, a sorte ou as crises econômicas e leis naturais. Naquilo que o nosso controle é parcial — seja ele alto, médio ou pequeno — cabe a nós dar o melhor de si. Onde nos cabe agir, devemos fazer a nossa parte com excelência; é essa dedicação que nos permite manter a consciência tranquila e o espírito em paz."

Às vezes um simples "Bom dia" pode soar como uma despedida também.

⁠A filosofia é tudo que explica o nada, e nada explica o tudo, assim como o tudo não explica nada.

Na esfera econômica, o Direito atua como o alicerce que permite a circulação de riquezas e o desenvolvimento. A finalidade aqui é transformar a incerteza em risco calculado: ao garantir o direito de propriedade e a obrigatoriedade dos contratos, o sistema jurídico oferece aos agentes econômicos a confiança necessária para investir capital e trabalho. O mercado não é um fenômeno natural que surge do nada, mas uma construção jurídica que depende de regras de concorrência e proteção ao crédito para não se tornar um ambiente de fraudes. Portanto, o Direito organiza a economia ao fornecer as ferramentas que validam as trocas e protegem o patrimônio, sendo o elemento indispensável para qualquer forma de progresso material sustentável.


Conclui-se, portanto, que o Direito é a peça-chave que impede a autodestruição da sociedade e o colapso do mercado. Sua finalidade última é transformar o conflito em processo e a incerteza econômica em regra clara. Sem essa estrutura jurídica, a convivência social regrediria ao uso da força e a economia seria impossível, já que ninguém se arriscaria a produzir ou trocar bens sem a garantia de que seus direitos seriam respeitados. O Direito não existe apenas para punir, mas para criar o ambiente de ordem e confiança necessário para que a vida em comunidade e o desenvolvimento financeiro sejam minimamente viáveis.

Sem Nexo

De onde saiu?
Não sei
Apenas saiu
Jorrou
Fluiu.

É como água de vertente
Nasce
Brota
Escorre.

Deixa o caminho úmido
Perplexo
Atônito.

Assim é ela
A água

Assim sou eu
A brisa.

Livre

Sinto-me como um pássaro.
Livre.
Voando em qualquer direção
Meu caminho é sem marco
Sem apelo
Viajo apenas para voar
Não há paisagem e nem cores
Só o rumor da solidão
Não me sinto sozinha, mas desencontrada.
Tenho um referencial para voltar
Apesar de não querer chegar
Vivo sonhando sem rumo certo
Batendo minhas asas
Até cansar
Pouso, então, e descanso
Junto com minha solidão.

Saudade, às vezes leve como a suavidade da brisa, outras vezes avassaladora como as tempestades em fase de devastação.

O tempo voa como um pássaro quando estamos fazendo aquilo que gostamos.

Necessitamos tanto da meditação como necessitamos da nossa própria respiração. É como se, ao nosso lado, uma cortina separasse os pontos negativos dos positivos e, nessa hora, nada mais existisse.

Delicadeza é uma qualidade contemplativa. Envolve-nos como um manto e nos aquece em dias de rigoroso inverno interno.