Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Presságio
O ar anda diferente.
Como antes de uma tempestade
que ninguém vê,
mas todos sentem nos ossos.
As notícias repetem palavras antigas
com vozes novas:
fronteiras, poder, ameaça.
Mapas voltam a ser feridas abertas.
O futuro é anunciado
em tom de alerta meteorológico.
Há países que aprendem
a viver sob nuvens permanentes.
Outros fingem céu azul
enquanto o horizonte se fecha.
O mundo inteiro parece
prender a respiração
ao mesmo tempo.
Eu sigo intacta por fora.
Cumpro horários,
respondo com educação,
rio quando esperam que eu ria.
Nada em mim denuncia
o leve desalinhamento das coisas.
Mas há algo invisível
que atravessa esta época,
uma frequência baixa,
um murmúrio entre continentes.
Não é medo apenas.
Não é esperança.
É uma vigília.
Enquanto líderes brincam
com fósforos históricos
e negam o calor crescente do planeta,
as florestas continuam ardendo em silêncio, os mares sobem sem alarde,
e a ciência fala como quem reza
num templo esvaziado.
Ainda assim,
há uma ordem secreta sustentando tudo.
Algo que não se nomeia.
Não se expõe.
Não se vive.
Como certas estrelas
que já morreram,
mas cuja luz
ainda nos alcança.
Talvez seja isso
que mantém o mundo girando
mesmo à beira do abismo:
as forças que não entram nos discursos,
os vínculos que não pedem existência,
as histórias que nunca aconteceram
e, ainda assim,
alteraram a matéria do tempo.
Se a guerra vier,
dirão que foi inevitável.
Se não vier,
dirão que foi sorte.
Mas ninguém saberá
das pequenas contenções invisíveis
que impediram o colapso completo.
Eu observo.
Espero.
Continuo acreditando
no que não deixa rastros.
Porque em épocas assim,
quando tudo ameaça ruir,
o verdadeiro ato de resistência
é permanecer humana
sem anunciar por quê.
Instruções para Não Ser Máquina
Não nos ensinem
a fazer amor
como quem planta trigo
em solo fiscal.
Não nos paguem
para gerar corpos
como se o útero fosse
fábrica de cidadãos
e não templo
de escolhas silenciosas.
Vocês marcam nossas noites
com relógios de Estado,
apagam nossas telas
para que façamos
o que vocês chamam
de “futuro” —
mas que é só
mais carne
para os canhões
dos seus mapas.
Dizem: “Tenham filhos.
É seu dever.”
Mas onde está o pão?
Onde está o teto?
Onde está o direito
de olhar nos olhos
de quem se ama
sem pensar
em bônus,
em certificados,
em perdão de dívidas
como moeda de afeto?
Amor não tem preço.
Tem território:
o espaço entre dois corpos
que decidem,
livres,
sem medo,
sem decreto,
se querem
ou não
criar mundo
juntos.
Enquanto isso,
vocês contam cadáveres
e chamam de estatística.
Contam berços
e chamam de vitória.
Mas não perguntam
se há paz
na casa
onde a criança nasce.
Nós não somos soldados
do vosso inverno demográfico.
Nem peões
num tabuleiro
de nações ansiosas.
Somos gente.
E gente
não se programa
com isenção de impostos.
Deixem-nos
errar.
Deixem-nos
esperar.
Deixem-nos
ficar sós
sem serem julgados
como desertores.
Porque o verdadeiro futuro
não nasce
onde há dinheiro.
Nasce
onde há liberdade
para dizer:
"não hoje",
"sim, mas com quem eu quiser",
"Jamais, e ainda assim sou inteiro".
Que nenhum governo
decida por nós
quando o coração
deve bater
mais forte.
Que nenhuma lei
meça o valor
de um abraço
pelo número
de berços
que ele produz.
E que, um dia,
as nações entendam:
não precisamos
de mais corpos.
Precisamos
de mais alma.
Assim como uma lâmina precisa ser forjada e temperada pelo fogo, Deus conduz aqueles que aceitam o chamado e se disponibilizam para a Sua obra (1Pe 1:7; Is 48:10). Semelhantemente, assim como há a necessidade de afiar a lâmina para o uso, Deus permite que os homens passem por atritos entre si, com a finalidade de prepará-los e lapidá-los para o serviço (Pv 27:17).
Porque a seara é grande, mas poucos são os ceifeiros (Mt 9:37).
Como é estranho e belo o poder da imagem e das experiências.
A criança que corria e sorria não sabia.
Crescia, e sem perceber, as raízes que a sustentavam
se desfaziam em silêncio,
na mesma medida em que o mundo se abria diante dela.
A criança agora é jovem.
Reconhece-se no espelho sem se reconhecer.
Não é mais a infância.
O familiar, de tanto se conhecer, já é outro.
O conhecido também desconhece.
O mundo, ele próprio, é uma imagem.
Flutua, muda de forma, de cor, de sentido.
E ao mesmo tempo é pequeno,
e tão imenso quanto os astros.
Um enigma:
quem o conhece, o perde.
Quem o desconhece, o encontra.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
Sinto-me amarrado a uma imobilidade que não escolhi, como se a vontade existisse sem poder agir. A vida passa diante de mim em silêncio, e nesse silêncio reconheço a sensação de uma existência que se esvai sem se cumprir. Não é a ausência de tempo que me pesa, mas a consciência de o estar a perder. Furucuto, 2026.
A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.
Sábias são as estações do ano, que não se importando com a opinião alheia, mostram-se tal como são.
Você me ama, mas freia,
me observa como quem estuda
uma aula difícil de química.
Analisa reações, mede riscos,
teme explosões que só existem no medo.
Tem receio de eu ser como a maioria,
sem perceber que Deus me fez minoria,
diferente dos iguais,
inteira demais pra caber em padrões.
Você me quer,
mas também quer ser livre.
E quem foi que disse
que paixão aprisiona?
Quem inventou que amor amarra?
O amor não prende,
o amor respira.
Precisa de espaço,
de escolha,
de coragem.
Amar é construir andares,
tijolo por tijolo,
quando dois querem subir.
E até os opostos,
quando caminham juntos,
fazem a roda girar.
Pra fazer acontecer,
a mudança precisa nascer em você.
Como querer um novo caminho,
pisando sempre nas mesmas pegadas?
Não dá pra colher outros frutos
plantando o mesmo medo.
Não dá pra viver novos sonhos
abraçando velhos receios.
Mudança não é discurso bonito,
é atitude silenciosa.
É dizer “basta” ao que dói,
e “sim” ao que assusta, mas cresce.
Quem muda, escolhe diferente,
mesmo com o coração tremendo.
Porque a vida só se transforma
quando você decide ser o movimento.
A Bíblia permanece à esquerda da mesa do Senado e qualquer deputado pode usá-la como regimento interno do Planalto.
Como uma águia faminta, que desce à terra para abater a sua caça, assim é o cristão que fortalece seu espírito na Palavra de Deus, para derrotar o diabo.
Tive pai e ele me ensinou a humildade; tenho Deus o Pai e Ele ensina a todos como obtê-la e fazerem parte do Seu reino.
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