Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Sempre que a vejo sob os galhos desta àrvore
Seca e murcha como um cadáver
A aflição me consome como veneno
Pois, no cinza de teu olhar, vejo algo além de um céu carregado
Posso ver o olho do furacão, elevando sua fúria às auturas
Igualando o oceano ao purgatório.

Mas que aperto! Não basta apenas a agitação do mar
E nem a ira dos ventos,
Sobrevoam nuvens negras como a morte em sua cabeça
Transbordando não água, mas lágrimas,
Devorando o rubi de tua face,
Agora sob uma enchente de dores!


Eu imploro, pare de sangrar
Nesse mar tão linda alma não merece se afogar
E nem sobre uma lápide seu nome estará
Pois em meu barco hei-de te levar
Chore agora, para não se afogar depois.

Não generalize suas experiências como solução para as vidas de terceiros.
Todos os dias são únicos — podemos até acreditar que são iguais, mas jamais serão os mesmos.
Por isso, é preciso alimentar a vontade de fazer, de aprender, de se doar, para viver.
Receber é sempre bom, mas poder se colocar do outro lado é fundamental para compreender o princípio basilar da vida em sociedade.
Que novembro seja um mês abençoado para todos nós.

A Internet é como a força, alguns usam para gabar-se outros usam como arma.

Se motivos me dessem para desistir,
Eu já teria deixado de existir.
Mas como eu ainda existo, não deixo de sorrir,
Porque me orgulho de quem sou e sou feliz.


E tu, um dia, se pensas em desistir,
Deixa essa ideia e vai te divertir.
Porque por um motivo estás aqui,
E lembra-te: Nunca te deixes de sorrir.


És amado, tens quem gosta de ti,
E se haja quem não goste, afasta-os de ti.
Porque és perfeito e não deves desistir.
O segredo de tudo isto é que tu sejas feliz.

CONDEÚBA, TERRA DO BISCOITO
Por Leandro Flores


Condeúba é conhecida,
em toda a região,
como a terra do biscoito,
feito com fé e tradição.


Ao lado de Conquista,
cidade do interior,
duas filhas da mesma terra,
símbolo de trabalho e valor.


Da mandioca em terra seca,
nasce o pão do trabalhador,
que alimenta a mesa farta,
recheada de puro sabor.


É tradição que move a história,
e adoça o paladar,
gera renda, traz sustento,
pra quem se dispõe a trabalhar.


Do vendedor na rua,
à barraca no pavilhão,
o biscoito cruzou fronteiras,
sem perder a tradição.


Hoje é marca condeubense,
razão de satisfação,
que espalha renda e orgulho
por toda a região.


De janeiro a janeiro,
a produção não pode parar,
lá vêm os festejos de junho
e o fim do ano pra animar.


Chegam logo os são-pauleiros,
com saudades e com dinheiro,
levam biscoito e lembrançinha,
pra comer o mês inteiro.


Tem xiringa e tem palito,
cozido, assado e pão de queijo,
aqui o povo chama chimango,
feito no modo sertanejo.


Igual o biscoito de polvilho,
que em outros cantos é avoador,
cada terra tem seu nome,
aqui se diz xiringa, orgulho do interior.


Na sexta tem feira boa,
com cheiro de pastel frito,
café torrado na hora,
biscoito, casadinho e palito.


Tem balaio na calçada,
prateleira de farinha,
trempe quente e fogão a lenha,
e aquele sabor gostoso
que vem da cozinha.


Tem biscoito de tapioca,
de manteiga e de fubá,
de queijo, crocante e macio,
feito pra gente degustar.


Tem redondo, anelzinho e bolinha,
comprido, torrado pra provar,
de sabor pra todo gosto,
e café coado na hora pra acompanhar.


É sabor que faz história,
gera emprego e união,
sustenta mesa e a memória,
desse povo do meu sertão.
Condeúba é terra mãe,
da fartura e do sabor,
cidade boa e acolhedora,
de um povo trabalhador.
E quem prova das suas delícias,
nunca mais esquece o gosto,
porque nelas tem a vida,
a lembrança e o rosto.
De um povo simples, feliz,
orgulhoso do que é seu,
que aprendeu a ser feliz,
com o pouco que a vida lhe deu.






Um cordel em homenagem à cidade de Condeúba Bahia (terra do biscoito)

Veja, jovem gnomo, aqueles macacos pelados colocando uma carroça na frente dos bois.
Veja como parecem estúpidos subindo na carroça, enquanto fazem os bois empurrarem a carroça.
Está tudo sob controle, dizem eles.
E assim eles seguem rumo a uma ladeira logo a frente.
Você consegue vislumbrar, jovem gnomo, o que acontecerá quando os bois empurrarem a carroça ladeira abaixo?
Eis aí a tragédia desta humanidade, sempre colocando a carroça na frente dos bois; sempre colocando o avanço científico à frente do avanço moral, filosófico e social. Sempre colocando a economia à frente da natureza, do mundo, do planeta.
E enquanto os bois conseguem empurrar a carroça, tudo lindo, tudo maravilhoso, tudo parece absolutamente sob controle. Mas a Terra não é plana. Ladeiras existem por toda a parte. Ladeira acima - e ladeira abaixo.
Os bois, com muito esforço, conseguirão fazer a carroça subir ladeira acima. O problema é quando tiverem que descer ladeira abaixo. A carroça ficará desgovernada e se estatelará lá embaixo. Morrerão os bois e morrerão os macacos.

O mau pensamento é como erva daninha que brota.
Precisa ser extirpada,
Caso contrário, pode transformar-se num matagal que destrói tudo que é fértil.

A ausência da resposta a uma atitude explosiva é interpretada como covardia.
O silêncio consegue neutralizar o fervor do momento, evitando o duelo de orgulho, que não soma nada a não ser um conflito de ideias.
O silêncio às vezes vale muito mais do que mil palavras.

POEMA AO MEU PAI

Eu não lembro da minha infância inteira.
Ela correu.
Passou por mim como vento,
como pipa que sobe e some,
como carretel que rola ladeira abaixo
e não volta mais.

Um morro virou campo,
o campo virou casas,
e eu virei homem
sem perceber o instante.

Um dia apareci no seu trabalho,
e o senhor me levou ao restaurante do português.
A sopa era ruim,
mas com você tudo tinha sabor.
O refrigerante era grande,
a mesa simples,
a vida imensa por causa da tua presença.

Depois te contei do amor que encontrei.
Você ouviu, aconselhou,
e me ajudou
por uma vida inteira.

Me trouxe para uma terra que eu não imaginava viver,
onde meus filhos nasceram,
onde o pão chegava com o seu chamado de manhã.
Hoje sou eu quem leva o pão,
e a lembrança do seu grito
ainda abre a porta dentro de mim.

Cuidei do senhor como quem segura o próprio passado pela mão.
Troquei carros,
troquei rotinas,
troquei o que fosse preciso
para te levar onde precisava.
E ainda assim,
quando você partiu,
eu estava longe —
longe do instante do adeus,
mas perto da dor que nunca se afasta.

Daquele dia em diante,
eu tive que dizer ao mundo:
“Agora eu sou homem.”
Sem pai, sem chão,
mas com a herança
do que você me ensinou a ser.

Hoje faço o que não gosto,
caminho onde não queria,
mas sigo firme
porque carrego o teu nome,
tua memória,
tua voz que, aos poucos,
volta a me encontrar.

Amo minha mãe,
amo minha esposa,
amo meus filhos —
porque você me ensinou a amar assim:
com força,
com verdade,
com sacrifício.

Pai,
obrigado.
Obrigado por tudo o que fui contigo
e pelo que virei depois de você.

Prometo ir mais longe
do que você um dia sonhou para mim.
Prometo viver,
ainda que doa,
porque viver é a última forma
que me resta de te honrar.

Um beijo.
Um abraço.
E um eco teu que nunca morre,
mesmo quando o resto do mundo
fica silencioso.

“As palavras fluem como um rio, mas podem impactar como uma torrente.”
— Abraham

Existem pessoas que caminham pelo mundo como se fossem de pedra: não sentem dor, não sentem alegria, não sentem empatia. Para elas, lágrimas alheias são apenas água escorrendo, e sorrisos, nada além de gestos inúteis. O coração delas parece um vazio impenetrável, um espaço onde emoções nunca conseguiram morar.
Conversar com essas pessoas é falar com o vento: palavras passam, mas não deixam marca. Elas julgam, manipulam, decidem e ferem, sempre calculando o que lhes convém, sem qualquer peso na consciência. A ausência de sentimentos lhes dá força, mas também revela fragilidade: porque ninguém que não sente realmente vive, apenas existe.
E é aí que o mundo percebe: ter sentimentos não é fraqueza. A fraqueza está em não sentir nada, em reduzir a vida a números, vantagens e aparências, enquanto o restante de nós continua a sentir, a amar, a sofrer… e a ser humano.
Glaucia Araújo

De Repente


De repente, o nosso coração artesão tece flores, e, no repente, brotam amores! Como lidar com novas emoções e com tudo o que desaquieta o silêncio, provedor da nossa reflexão? Quando se fala em amar, é esse desassossegar, mas, como não tem jeito, o tempo, que é senhor de todos os feitos, trata de nos ajudar.

⁠Quando olho em seus olhos,
sinto o vasio que ficou de nós,
o ar fica pesado, como se cada suspiro fosse um desabafo.
Nós fomos um quase algo, mas só quase, nunca foi algo de verdade, mas você ainda perdura em meu coração, é como se não só meu corpo mas minha alma implorasse para que você não fosse, mas você foi, mesmo depois de prometer ficar, e eu, acreditei.

"um livro preso na estante é como um barco sem remo"

Deus não te considera o(a) único(a), há vários como você por aí, Ele vê o Todo e não apenas um único ser.

Nada é como parece ser, e tampouco será como um dia já foi.
Vivemos entre véus sutis, numa linha do tempo que se desdobra em ilusões paralelas. O passado nos chama com memórias que já não existem, o futuro nos assombra com imagens que ainda não nasceram. Mas a vida… a vida só respira aqui, no agora.

É nesse instante sagrado que o ser se revela. Quando o silêncio dissolve as máscaras do tempo, compreendemos que não somos prisioneiros das histórias que repetimos, mas viajantes da eternidade. Cada pensamento, cada emoção, cada escolha, molda o mundo que vemos.

A consciência crística surge então como farol. Ela não fala apenas de um homem, mas de um estado de ser. É a lembrança viva de que podemos olhar além das aparências, além da dor e da ilusão, e escolher o amor como direção. A consciência crística é o sopro que desperta, o chamado que cura, a chave que liberta.

O despertar não está no amanhã, nem repousa no ontem. Ele acontece no instante em que abrimos os olhos da alma e nos reconhecemos como parte do Todo. Esse é o verdadeiro milagre: perceber que a salvação não é promessa distante, mas presença viva.

Assim, ao caminharmos no aqui e agora, guiados por essa luz, deixamos para trás o peso das linhas paralelas e entramos no fluxo da verdade. E nessa verdade, descobrimos que somos eternos, e que o amor é a única realidade que jamais se desfaz.

Uma flor me encanta
no jardim?


Sim,
mas nada como
ter você perto de mim.


A feeling came
and changed my mind,
— now it’s all right.


Je sens le climat changé,
maintenant je peux respirer.





O tempo passa
como a água…
Estou sempre
calma.


Essa poesia vai acabar
e você
não vai nem sonhar
que sem você
eu sou tudo,
e com você
eu sou nada.

Mudo como as marés e as fases da lua. Sou feita de momentos, ora tempestuosos, ora suaves. O autoconhecimento é uma construção em constante reforma. Mergulhar em si mesmo é um ato de coragem, não é gritar certezas, mas acender luzes dentro de si.

Você é como o por do sol
Em uma manhãde domingo;
Vem devagarinho,
como quem não quer nada,
Em seguido toma conta de tudo.

Conviva somente com quem te faz bem.
Pessoas ácidas e amargas, são para a alma, como a enfermidade para o corpo.
Se não te faz bem, também não te faz falta.