Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Se Eu fosse, O NARCISO ABSOLUTO, diria que sou O DEUS de MIM MESMO. Mas como NÃO ESTOU À ESMO, deixo a minha INSIGNE - FICÂNCIA, para Outro...!!! Rolemberg.
O ser humano engana e trai como se tudo fosse normal. O sino toca, ninguém ouve. Nenhuma prece responde à dor amarga escondida no final.
O mundo está distorcido, virado do avesso, e o povo vive como se fosse normalidade. Infelizmente, a banalidade dominou grande parte das pessoas, que perderam o domínio do bom caráter, da sensibilidade e da postura digna de um verdadeiro ser humano.
Em teus olhos encontrei abrigo,
luz suave que me fez ficar,
como se o tempo ao teu lado
fosse feito pra nunca passar.
Teu sorriso é meu sol em segredo,
tua voz, o som do meu lar,
e cada gesto teu tão simples
me ensina, sem querer, a amar.
Não há distância ou silêncio
que apague o que sinto por ti,
pois mesmo em sonhos, te busco,
como o rio busca o mar, sem fim.
Se o amor é feito de instantes,
os meus são todos teus.
Você insiste em me agradar,
dizendo sobre mim coisas tão bonitas,
como se eu fosse algum farol perfeito
iluminando todos os teus dias.
Mas não sou tudo de bom que você fala —
sou feito de falhas, de medos, de cicatrizes
que o tempo não apagou.
Ainda assim, quando você me olha,
parece enxergar além do que eu sou,
como se visse em mim um alguém
que eu mesmo não encontro.
E é nesse teu jeito de me ver
que descubro o amor:
não por me tornar perfeito,
mas por ser aceito exatamente assim,
imperfeito e teu...
Cuide-se como se fosse de ouro. Poupe-se!
Você não é de ferro.
Nem sempre precisa aguentar tudo, sorrir quando dói ou fingir que está bem.
Você é raro — e tudo que é raro exige cuidado, descanso e proteção.
Poupe-se dos excessos, das pessoas que drenam sua energia, das situações que te roubam a paz.
Nem tudo merece sua resposta, sua entrega, seu desgaste.
Cuide do seu corpo, da sua mente e da sua alma como quem guarda um tesouro — porque é exatamente isso que você é.
Quem se poupa, se preserva.
E quem se preserva, floresce.
O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.
Não tente passar a frente de ninguém.
Também, não queira chegar junto como se fosse uma competição.
Deixe que te ofereçam a vez.
Espere ser convidado(a) e desejado.
Não arrisque que te chamem a atenção.
Que te peçam para dar um passo atrás.
O bonito nesta vida é ser querido e não desagradável e sem noção.
02/12/2018
Eu caminho por uma rua com forte odor de urina, como se aquela passagem fosse um verdadeiro banheiro a céu aberto, com vasos sem dar descarga. Prendo a respiração e meus olhos miram paredes pichadas, que paradoxalmente harmonizam com as velhas casas destelhadas, lembrando que ali morava o abandono do que um dia foi lar. Uma vertigem me sobressai e tenho ânsias de vômito. Até que finalmente acordei, e as paredes do meu quarto tinham cheiro de tédio, de tal forma que a rua com odor de urina, soava até agradável em sua decrepitude. Levantei a contra gosto e tomei um copo de coca-cola, porque me sentia incapaz de fazer um café. Fechei os olhos e respirei profundamente, e já não sabia se estava na rua decadente ou no meu apartamento frio, com o porcelanato impecável. Acendi um cigarro de forma tão automática, que era como se eu respirasse fumaça. Nas redes sociais desejei "bom dia", enquanto pensava que de bom não tinha nada. Sentia meu corpo denso como um elefante, e meus braços pesavam como se carregassem uma carga de cem quilos. Olhei para a janela e pensei: "Quem me salvará de mim mesma?" Em seguida olhei os livros na estante como quem olha para copos sujos na pia. As panelas de comida requentada cheiravam a morfo. E eu simplesmente não ligava. Minha solidão era refúgio. Eu não precisava abrir a boca para articular palavras. Sentei na beira da cama e permaneci inerte por longos minutos. O telefone tocou. Era engano. Deitei novamente na cama e sonhei com aquela rua mais uma vez. Eu pintava as paredes sujas das casas como se tomasse banho e o cheiro de urina da rua me fez urinar na cama. "Quanta decadência", pensei. E me pus a escrever essas palavras como cenas da minha alma exposta ao leitor. E fiz esse texto, não porque fosse necessário nem bonito, mas simplesmente porque precisava preencher a mente com algo que não fosse belo, já que o belo aumentava o meu tédio. Peguei um livro e comecei a rasgar as folhas, pelo simples prazer da destruição. Voltei às redes sociais e escrevi "boa tarde", pelo prazer da ironia. E quem me visse assim, talvez fugisse, ou talvez se uniria a mim para demolir as paredes, não sem antes quebrar o espelho e beber um copo de caco de vidro. Bendito seja aquele que acorda de bom humor.
É como se nada fosse meu,
me vejo só, tolo plebeu
querendo um coração roubar,
mas deixo a alma toda falar.
Tipo Claudinho e Buchecha,
um romance preso na cabeça,
mas minhas próprias incertezas
me prendem na maior fraqueza.
Eu toco o violão pra fugir,
mas me vejo como Marta a subir…
e logo depois sou Kuririn,
caindo sem saber onde ir.
E eu grito como uma banshee,
mas ninguém nunca ficou aqui.
Eu que achava ser Hulk, me vi
num labirinto feito só pra mim.
Queria ser Ravena, Mutano,
mudar minha vida ano após ano…
mas meu mundo virou outro enredo,
Capitão sem América, rindo do próprio medo.
As teias que deviam me segurar
viraram corda no naufragar.
Poseidon tentou me resgatar,
mas nem a sereia eu pude enxergar.
Fui branca de neve sem a cura,
Frost nem viu a minha lua.
Quis ser gelo só pra me esconder,
mas o mundo não conseguiu me ver.
As luzes todas querem brilhar,
a minha é faísca pronta a apagar…
minha Viúva Negra a decidir
dar “game over” no que restou de mim.
E eu grito como uma banshee,
mas ninguém nunca ficou aqui.
Eu que achava ser Hulk, me vi
num labirinto feito só pra mim.
Queria ser Ravena, Mutano,
mudar minha vida ano após ano…
mas meu filme não teve final,
me perdi no meu próprio mundo real.
Tratar o fácil como se fosse difícil, e o difícil como se fosse fácil. De modo a não ficar confiante no primeiro nem desencorajado demais no segundo. Para que algo não se realize, basta considerá-lo feito. Mas o esforço vence a impossibilidade. Em momentos de grande perigo, nem sequer pense, simplesmente aja. Não empreste importância às dificuldades, para que não o
intimidem.
Meu amigo feliz, hoje é seu dia, meus parabéns!
Como gostaria que você fosse feliz, muito feliz!
Mas a felicidade não tem receitas...
Concordo, amigo!
Não é receita de bolo: 3 xícaras disso, 4 xícaras daquilo, que sempre dá certo quando matematicamente cumprimos as etapas! Não!
Felicidade, a meu ver, nasce de um coração solidário, eficiente e trabalhador.
Fale sempre com o seu coração antes de agir, faça de suas decisões o voto de Minerva.
Aí você será e descobrirá o que é ser feliz!
Um ótimo dia para você, amigo.
Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.
Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.
Ela surgiu como quem não tem pressa, caminhando em silêncio, deixando que cada passo fosse um convite à contemplação.
De repente, sem aviso, atravessou as barreiras do meu mundo — um mundo perdido, condenado ao vazio, sem direção, sem reação, sem controle.
Ela não pediu licença. Não precisou de permissão.
Foi onda que invade, correnteza que arrasta, fogo que consome.
Seu olhar desbravou territórios que eu julgava inabitáveis, sua presença redesenhou caminhos que eu acreditava extintos.
Ela é força indomável, capaz de transformar ruínas em desejo.
É tempestade e calmaria, domínio e entrega.
Um poder que não se explica, apenas se sente:
o poder de me tomar por inteiro, de reacender aquilo que estava apagado,
de mostrar que até o impossível pode ser conquistado quando ela decide existir dentro de mim.
Não lute contra o desânimo como se ele fosse um inimigo. Ele é um mensageiro.
Sente-se com ele e pergunte: “Onde eu deixei de me escutar?”
Quando a alma volta a ser incluída nas decisões, a energia retorna naturalmente.
A vida floresce onde há verdade.
Cris Gracioli
O amor não necessita de justificação, ama-se porque se ama, e isso basta! Quase como se fosse uma espécie de belo absurdo essencial.
Apelar para uma autoridade apontar as suas atitudes, como se fosse ela, é uma estratégia egoísta de não lidar com as próprias consequências.
O passado é bonito,
Guarda lembranças como se o tempo fosse infinito.
O futuro me espera,
Como eu espero as flores da erva na primavera.
Mas onde poderia apoiar minha casa em um lugar que já passou?
Como poderia apoiar minha cabeça em um lugar que desconheço?
Se bem me lembro, já não estou
Se é sobre isso, não conheço.
Palavras me tiraram do outono,
Para lá não posso voltar nem em sono.
É tal que é chão sem piso,
Vento que vem sem aviso e me tira o riso.
O pensamento me tirou do inverno,
Para lá não posso ir, embora seja terno.
É tanto que me prende ao chão como gelo
E me fecha desse mundo como selo.
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