Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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A última gota de luz

Está acabando como sempre acontece
nas melhores familias, nos melhores países.
Não se tem quase nada,
vive-se de ilusão.
Amassam a roupa,
sentem o drama.
É na rua é na cidade.
Na casa de pobre e
de rico, rico de nada.
Falta quem sinta como sinto
e viva como vivo.
Vejo maldade, mendigo, sinto fome e sede.
Sou tanta gente dentro de mim com tanta
chance de ser infeliz.
De passar medo e de ter coragem.
Devo agir, sorrir e reagir.
Fazer não acabar quando existe apenas
uma última gota de luz.
A luz goteja e ilumina a vida.
O país inteiro geme como nas dores de parto.
E choro.
Havia tanta esperança e está acabando, gotejando.
Goteja suavemente a última gota de luz... e escurece.

A última regra é a maior de todas: esta família precisa se divertir como nunca.

⁠Última Chance
Como dói
Eu não tinha percebido, como ainda dói só olhar pra você
Uma foto sua, mexe comigo em proporções gigantescas
E isso parte o meu pobre coração, que insiste em continuar te amando
E pior do quê esse Amor doentio por você
É a plena consciência de quê independentemente dos seus motivos
Você não me Quer, você deve sentir muito Ódio de mim
Infelizmente, não podemos ter Tudo o quê Queremos
E perder você, me deixa completamente Triste
E isso dói, hoje depois de Muito tempo vou dormir chorando
Pois, a falta que você me faz
Me devora viva, dói tanto Amor
Tira isso de mim, esse buraco que você deixou na minha vida
Leva embora por favor
Eu não aguento Viver sem você de novo
Por favor, volte pra mim
Vamos fazer dar certo, eu não Quero viver assim
Longe de você, é pior do quê a Morte
Eu sei que a gente consegue, Volta pra minha Vida
Eu prometo que faço Tudo por nós
Uma última Chance
- 18 de Agosto de 2021

⁠meus olhos queimavam com as lágrimas vindo, na última vez que nos vimos

eles queimaram como meu coração, quando te vi pela primeira vez.

Eu pensei muito sobre o tempo nessa última semana, e como eu queria ter tido mais tempo com você.

Me diz, qual foi a última vez que tu se sentiu feliz?
Fazendo algo simples como levantar da cama
A gente mudou tudo e tudo agora tá bacana
Me chama, só me fala que me ama

Tudo que você fizer, faça como a última vez.
Pois de fato um dia será.

Não é que eu mudei, mas já reparou a ultima vez que falou comigo? Que perguntou como eu estava? Que mim deu um abraço, que mandou um sms sem que fosse a resposta daquele que eu tinha te enviado? Já parou pra pensar nas vezes que conversamos por horas, que quando perguntava: tem novidades? A resposta era sempre: sim. Nós descobrimos quem são os verdadeiros quando nos fazemos de invisível, porque só aqueles que realmente nos consideram vão sentir nossa falta, vão ligar por vontade própria, vão mandar sms sem que seja resposta, vão falar ao menos no bate papo um “oi, você tá bem?”. Chamar de colega, amigo, irmão é fácil, difícil é agir como um.

I


Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas...


II


Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas.


III


Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo...


IV


Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real...


V


Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar].
Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava.


--- Risomar Sírley da Silva ---

No cansaço de lutar pensei em desistir ou retroceder, mas ainda guardei o meu coração como a ultima estratégia para não achar que é o fim;
Tentar achar que nem tudo está perdido que temos a positividade que nos dá uma saída de emergência;

A paciência é como uma latinha de refrigerante, aproveitamos até a ultima gota, mas uma hora acaba!

Teus olhos castanhos carregam o fim das tardes mortas,
como igrejas vazias depois da última vela apagar.
Há neles um veneno quieto, antigo, quase bonito,
dessas coisas que a gente sabe que ferem
e mesmo assim encosta o peito sem defesa.
Quando me olhas, o mundo perde o barulho,
fica só esse silêncio pesado entre a fumaça e a culpa.
Teus olhos não brilham — eles afundam,
puxam devagar, como rio escuro em noite sem lua.
E eu iria de novo.
Porque há amores que chegam como salvação,
e outros chegam com olhos castanhos
e cheiro de desastre.

Se a esperança é a última que morre,
como pode ser esperança?
A esperança quando é esperança de verdade,
aguarda com paciência, até acontecer.
Agora não confundamos esperança com utopia.

Ainda lembro da nossa última vez...
Você estava distante e fria como a noite lá fora...
Sem uma palavra, me disse adeus...
Procurei por seus abraços
Mas seus braços já não estavam lá ...
Busquei encontrá-la em seus beijos...
Mas seus lábios já não eram meus...
Tentei te esquecer em outras camas...
De olhos fechados
Sonhava estar contigo...
E sofri...
E morri em mim...
Pois não existe mais
Eu e você...

É com o coração exposto, como quem oferece a última folha ao vento, que lhe venho
pedir perdão. Se, na cegueira da minha imaturidade, lhe causei uma só dor,
uma única lágrima... Sinto-o. Sinto-o profundamente.
Mas, apesar do naufrágio e de todos os erros, jamais me arrependerei
do instante sagrado em que os nossos caminhos se cruzaram. Foi a minha maior, e talvez única, fortuna.
​A lembrança daquela Sexta-feira no Parque Treze de Maio... Ah, ela não brilha;
ela arde, como uma chama solitária num quadro de escuridão.
Foi uma tarde em que fomos eternos. Rimos e caminhamos lado a lado,
jovens, tolos e invencíveis, bem no centro de Recife.
A magia daquelas poucas horas foi a verdade absoluta.
Sua voz, seu olhar, seu sorriso... cada detalhe, cada sombra,
está gravado em mim como a caligrafia indelével da alma. Tivemos, sim, uma conexão que transcende a carne e o tempo. E isso faz de você, para sempre, a minha dor inesquecível.
​Receba a minha admiração, o meu eterno respeito e este derradeiro pedido de desculpas.
Ele não é feito de palavras; é feito da sinceridade da minha perda.
É a prova de que eu amei o que você poderia ter sido.
E agora, sou forçado a aceitar a dolorosa realidade que nos separa: A pureza do nosso encontro não foi capaz de vencer o ranço da sua crença

Garanto que esta será a última vez que você receberá uma mensagem minha, assim como garanto que nunca mais ouvirá um 'eu te amo' sair da minha boca. Será que você vai lembrar daquele dia em que me ligou desesperada, dizendo que seu mundo tinha desabado? Lembra quando você acordou de madrugada, sentindo aquela angústia, e não tinha ninguém do seu lado além de mim? Lembra quando o mundo virou as costas para você e eu estendi a mão? Será que você lembra do primeiro 'eu te amo' olhando nos seus olhos? Acho que não. Você não lembra; talvez tenha feito questão de esquecer. Mas tudo bem. Se isso é ser trouxa, lhe garanto que eu não serei mais."

Não sei como fazer para ficar de pé
Sempre me digo que é a última vez.

A ultima

si a ultima flor caiiiiir
naum saberei como suportar
soh queria saber viver
nesse mundo sem sofrer
pra nunca mais chorar

eu vivo o que é real
mas pensando numa imaginação
que nao doese quando bater
o sentimento no coração

si fosse a ultima cor
o ultimo silencio da noite
que nos olhos de quem nao viu nada
nao quisesse viver mais hoje

que sua ultima voz for quando sorrir
o despertador que ja ouviu foi que teve que partir

adeus viida...

Inserida por Guilherme458

Peço que olhe nos meus olhos a última vez e diga que me ama, como na primeira vez.

Inserida por mann

Doi né? Doi muito eu sei. Mais você é forte e vai passar por isso como passou da ultima vez, a dor é temporaria. E ele não merece tuas lagrimas. Nenhum garoto merece. Então seja forte e sorria, e mostre pra ele a garota forte que você é.

Inserida por annabenevides