Violencia Domestica de Pais Contra Filhos

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A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.

A dor é sempre menos forte do que a lamentação.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.

Morte, que mistérios encerras?... Ninguém o sabe... Todos o podem saber... Basta ir ao teu encontro, corajosa, resolutamente, que nenhum mistério existirá já!

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

A vida é demasiado curta para que desperdicemos uma parte preciosa a fingirmos.

O remorso é a dor da alma.

Pela forma como trabalha se avalia o artista.

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.

A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.

O nosso orgulho eleva-nos para que nos precipitemos de mais alto.

A própria virtude precisa de limites.

Pode ferir-se o amor-próprio; matá-lo, nunca.

Evita julgar os outros pela aparência.

Tememos a velhice, à qual não temos a certeza de poder chegar.

O segredo da ordem social reside na paciência dos outros.

O melhor modo de venerar os santos é imitá-los.

Erasmo de Roterdã
"The "Adages" of Erasmus". London: Cambridge University Press, 1964.

Sonho Oriental

Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsamica e fulgente
E a lua cheia sobre as aguas brilha...

O aroma da magnolia e da baunilha
Paira no ar diaphano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...

E emquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um scismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,

Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.

Antero de Quental
Os Sonetos Completos de Antero de Quental

Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.