Vínculo
Amor que só existe quando você cede não é amor, é dependência disfarçada de vínculo. E dependência, ainda que silenciosa, sempre cobra um preço alto de quem a sustenta.
Nem todo vínculo é amor, mesmo quando parece.
Se para manter alguém na sua vida você precisa se diminuir, ceder o tempo todo ou abrir mão de quem você é, isso não é troca. É ajuste unilateral.
Amor não exige que você se abandone para caber. Não pede silêncio onde deveria haver verdade. Não condiciona afeto à sua renúncia constante.
Quando o “ficar” depende sempre de você ceder, o que existe não é vínculo saudável. É dependência emocional com aparência de amor.
E dependência cobra. Cobra em forma de cansaço, perda de identidade, insegurança e vazio.
Amar não deveria custar a si mesmo.
Relacionamentos saudáveis têm espaço para dois inteiros, não para um que se molda e outro que apenas recebe.
No fim, não é sobre manter alguém a qualquer preço. É sobre não se perder no processo.
“O valor do vínculo não se mede pelo prazer compartilhado, mas pela capacidade de co-regulação no sofrimento. Escolha quem não se ausenta quando você precisa.” — Leonardo Azevedo.
Independente do vínculo pessoal que se tenha, é bom perceber, de preferência no início, que quando a consideração não é recíproca, uma relação não se sustenta e a insistência para mantê-la pode transformar o que era pra ser uma conquista em uma pena, o resultado de um grave erro cometido, uma decisão que não compensa a começar do esforço que nunca foi ou já não é mais recíproco
Cada um tem seu jeito de demonstrar, porém, fazer apenas o mínimo ou não fazer nada são bem parecidos, um forte indício de muito descaso, de que a outra pessoa não se importa tanto, de que as suas vidas não se afastam por comodismo, sendo claramente um grande fardo para os envolvidos, onde somente um consegue notá-lo, ficando cada vez mais difícil de conseguir carregá-lo
As relações passam por muitas dificuldades, faz parte e não é errado lutar por elas, entretanto, se a luta é só de um dos lados,
é preciso pensar se compensa de fato continuar lutando e aceitar todo tipo de destrato, enquanto que o cansaço vai só aumentando e os bons momentos escassos, vão se apagando da mente e darão espaço para os males recorrentes de um relacionamento nada saudável.
O amor não é algo que damos ou recebemos, é algo que nutrimos e fazemos crescer, um vinculo que só pode ser cultivado entre duas pessoas quando já existe dentro de cada ser.
Hoje o coração sente a ausência, mas a fé nos lembra que o vínculo permanece diante de Deus.
Manuel Hermenegildo, nosso querido Dedeu, foi um amigo raro, presente que o Senhor nos confiou por um tempo, e que agora descansa na eternidade preparada pelo Pai.
A saudade existe, mas não vence a esperança do reencontro na vida eterna em Cristo Jesus. E até lá, guardamos o legado de amor, fé e amizade que Dedeu deixou entre nós.
“E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima; não haverá mais morte, nem tristeza, nem dor, pois as primeiras coisas já passaram.” Apocalipse 21:4.
O ódio é um vínculo, e eu escolhi ser livre. Se a sombra da sua maldade não conseguiu apagar a minha luz, é porque a minha essência é governada pelo que carrego no peito, e não pelo que recebo de suas mãos.
“A criança com TDAH precisa de limites, mas limites acompanhados de método, vínculo e compreensão.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O vazio interno não é falta de valor; é uma ferida que pede linguagem, vínculo seguro e reconstrução emocional.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O vínculo traumático nasce quando a esperança se agarra às migalhas de ternura para suportar o peso da violência.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Amor verdadeiro não exige que a alma desapareça para que o vínculo continue existindo.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Antes de pensar a própria dor, alguém precisa ter encontrado um vínculo que não a devolvesse em violência.”
Do livro Pensar é Sofrer — A Psicanálise do Indizível em Bion: Dor, Vínculo e Nascimento do Pensamento no Silêncio da Mente, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
EDUCAÇÃO INFANTIL: ONDE O
VÍNCULO COMEÇA E O CUIDAR FAZ A DIFERENÇA
A Educação Infantil é o primeiro espaço social fora da família onde a criança aprende a confiar, a se sentir protegida e a criar vínculos. É na creche que muitos pequenos têm, pela primeira vez, uma rotina, um prato de comida, um colo atento e um olhar que observa além do comportamento.
Ser educador na Educação Infantil é assumir uma responsabilidade que vai muito além do ensinar letras, cores ou números. É cuidar do desenvolvimento emocional, físico e social da criança, garantindo seu bem-estar e sua dignidade. Uma creche comprometida é aquela que observa, escuta e age. Que se preocupa não apenas com o que a criança aprende, mas com como ela vive.
Um Relato de Proteção
UM RELATO REAL (NOME FICTÍCIO
Certa vez, acompanhamos a história de uma mãe em situação de vulnerabilidade, cujos cinco filhos estavam matriculados na creche. As crianças viviam em condição de rua e a equipe, atenta, acionou o Conselho Tutelar e a assistência social, conseguindo um abrigo para protegê-los.
Observamos que, na hora da soneca, eles não tinham seus próprios lençóis ou cobertas. A direção providenciou kits de soneca, mas a mãe muitas vezes sumia com eles. O ponto crítico foi em uma sexta-feira: vi a família no ônibus indo em direção à balsa do Guarujá, caminho oposto ao abrigo. Na segunda, a pequena Clarissa (nome fictício) confirmou que passaram o fim de semana em um ambiente de risco. O Conselho foi novamente comunicado. Nossa missão é essa: cuidar, observar e agir para reescrever histórias.
“A creche não é depósito.
É base.
E base precisa de sustentação.
Gotinhas de Amor que Relatam
Amizade é o vínculo em que as alegrias se ampliam, as tristezas se repartem e a compreensão lapida a convivência.
Norte e vínculo que não
desfazem porque é forte.
Não consegue tirar por um
minuto os teus olhos de mim.
Nas estações do ano o amor
abrigado no seu interior.
Não conhece mais regresso
porque sou o seu Universo.
Espero é o quê mais o humano,
o quê é certo, absoluto e sincero.
Sob as lanterneiras do paraíso
do inspirador inatingível desafio.
Distância do cálice do que é vão
por preservação e por direção.
O pecado é uma tormenta de quatro direções sem tempo aonde parar e sem vínculo empregatício com ninguém.
